O BSC (Balanced Scoredcard) metodologia de gestão que estabelece indicadores de perfornce que são capazes de traduzir e desdobrar as estratégias organizacionais, tem se revelado instrumento unâmine para monitoramento dos resultados organizacionais.
Afinal "É impossível gerenciar aquilo que não se mede".
No entanto, o processo de desenvolvimento destes indicadores é mais fecundo do que a sua viabilização efetiva. A invenção de indicadores relevantes para o processo decisório é fortemente alavancado através de consultorias que trabalham na criação de algoritmos (processos calculométricos matematizados) capazes de mensurar etapas vitais para a performance global da empresa.
O problema é que, depois de inventados estes indicadores, com contas matemáticas que estabelecem razões dotadas de numeradores e denominadores, na grande maioria das vezes, estes componentes:
- Não estão disponíveis na base de dados da empresa. Quantos sistemas de cobrança dispõem hoje do volume total de compras efetuadas no cartão de crédito desde a sua contratação, do numero de vezes que o contratante não pagou em dia, do Volume de pagamentos efetuados até a data. Só esse dado já dá um belo indicador.
- Não são passíveis de serem extraídos com a tecnologia de informação disponível;
- Ou o custo para obtê-los torna-se inviável. É preciso comprar um novo Banco de dados, contratar + armazenamento, adquirir um servidor, e contratar uma equipe de matemáticos e estatísticos. Lembre-se o molho nunca pode custar mais caro que o prato principal.
É exatamente nesta lacuna que entram as empresas que estão se especializando em terceirizar a "inteligência" da informação e não a "tecnologia" da informação.
Enquanto a maioria das grandes companhias direciona seus esforços em automatizar o processo de geração de informação e/ou indicadores para a tomada de decisão, esforço, infelizmente, inócuo para com as demandas estabelecidas, estas empresas trabalham para agregar inteligência mesmo sem dispor de tecnologia de ponta.
O trabalho de outsourcing inovador, ou seria de Consultoria?, e consiste numa parceria entre a empresa contratante e o fornecedor de inteligência da informação, que trabalha a base de dados disponível da organização, estejam elas armazenadas em qualquer local (Excell, Acess, ERP, BI, planilhas em separado, softwares específicos, etc.) e transformam esta base de forma a responder, em tempo plausível, as mais diversas perguntas que o tomador de decisão considere relevante.
Os softwares de BI (Business Inteligence) esforçam-se, há muito tempo, em automatizar este trabalho, mas estamos falando de estudos com sistemáticas de correlação não tão paramétricas, o que os torna ineficazes no cumprimento de sua missão preponderante.
O modelo de prestação de serviços - outsourcing - é executado por profissionais, na maioria das vezes com formação acadêmica alinhada a gestão integrada e com forte embasamento matemático e estatístico.
São denominados de Gestores de Tratamento de Dados, que se responsabilizam pela geração de gráficos, estatisticamente tratados, que devem ser capazes de responder as mais diversas dúvidas dos tomadores de decisão.
Em essência, este novo modelo de outsourcing para inteligência da informação, delega o processo de transformação da base de dados disponível em indicadores focados no negócio para empresas e pessoas especializadas nisto.
Assim, a organização fica apenas com seu principal fundamento e sua principal competência, ou seja, a tomada de decisão propriamente dita.
Os prestadores deste tipo de serviço têm chamado este tipo de alternativa de "BI ON DEMAND", embora não utilizem, necessariamente, nenhum software específico de BI para a sua viabilização.
A explicação reside no fato de que a forma de custos por este tipo de serviço acontece apenas depois que cada informação é efetivamente disponibilizada ao interessado e seus valores.
Quando comparados ao investimento em TI, é bastante competitivo, viabilizando a gestão baseada em evidência para empresas de qualquer tamanho e segmento de atuação.
E sua empresa? Tem algum projeto de BI alinhado para os próximos anos? Ou continua cobrando baseado em "feeling"?
Acredito que os próximos anos, com o alargamento constante do mercado de crédito, e o conseqüente aumento dos volumes envolvidos em operações de recuperação, nenhuma empresa, grande ou pequena, poderá prescindir de indicadores precisos do andamento de suas operações. Alinhados com o software de gestão, que precisa ter a capacidade de segmentação, de trabalhar com os indicadores, serão instrumentos delimitadores entre o fracasso e o sucesso.