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sábado, 20 de setembro de 2014

7 coisas que pessoas de sucesso fazem antes do café da manhã

café da manhã (Foto: ThinkStock)


Levantar da cama, escovar os dentes, tomar banho e se sentar para o café da manhã. Esses são os primeiros passos da rotina matinal da maior parte das pessoas. Mas não para os executivos de sucesso, de acordo com Laura Vanderkam, autora do livro "What the most successful people do before breakfast" (O que as pessoas mais bem-sucedidas fazem antes do café da manhã).
 
 
Segundo a especialista, profissionais bem-sucedidos têm muitos hábitos em comum. Ela chegou a essa conclusão após entrevistas com diretores de grandes empresas. Em artigo no site da revista Inc., Laura listou algumas das coisas que eles fazem antes da primeira refeição do dia:

1) Empreendedores de sucesso acordam bem cedo – Na composição de seu livro, Laura perguntou a 20 executivos a que horas eles costumam acordar. O resultado mostra que, de fato, Deus ajuda a quem cedo madruga: 90% deles acordam antes das 6 horas durante a semana. Por exemplo, a diretora-executiva da Pepsi, Indra Nooyi, acorda às 4h30. Indra, indiana radicada nos EUA, diz que gosta de trabalhar na tranquilidade da madrugada.

2) Muitos se exercitam – Laura Vanderkam descobriu que exercícios físicos fazem parte da agenda matinal de boa parte dos executivos de alto escalão. Alguns, como a diretora da Xerox, Ursula Burns, vai à academia para sessões de ginástica; outros, como Steve Murphy, da Christies, optam por ioga; outro exercício físico bastante realizado é a corrida: um dos adeptos é Frits van Paasschen, da rede de hotéis Starwood, que corre uma hora por dia a partir das 5h30.

3) E outros meditam – Em seu livro, Laura também conversou com pessoas que gostam de manter a mente sã. Para começar o dia de forma mais calma, alguns preferem ficar por um tempo em um local reservado e meditar. É o caso de Manisha Thakor, da startup MoneyZen, que faz uma sessão de meditação pela manhã, com exercícios de respiração e repetição de mantras.

4) Eles criam planos e estratégias – De acordo com a especialista, um dos hábitos matinais dos executivos é pensar no futuro da empresa, seja para o decorrer do dia ou no longo prazo. Os entrevistados planejam e traçam estratégias bem cedo porque, durante a manhã, eles estão menos estressados.

5) Eles checam o e-mail – Olhar a caixa de entrada nos primeiros minutos do dia é outra prática comum de pessoas de sucesso. Uma das entrevistadas de Laura foi a escritora Gretchen Rubin, que acorda às 6 horas e responde suas mensagens assim que sai da cama. De acordo com Gretchen, esse hábito faz com que assuntos prioritários comecem a ser resolvidos logo cedo.

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6) Eles se informam – Saber o que está acontecendo no mundo pode gerar oportunidades de negócio. Por isso, executivos colocam o consumo de notícias entre suas prioridades durante a manhã. Jeff Immelt, diretor-executivo da GE, tem o hábito de ler jornal e assistir à televisão. Já o líder da Virgin nos EUA, David Cush, se informa do que está acontecendo no mundo enquanto se exercita: ele ouve rádio enquanto está na bicicleta ergométrica.

7) Eles trabalham em atividades prioritárias – As calmas horas da manhã são o momento ideal para trabalhar em um projeto importante, pois a cabeça está "mais fresca" e a chance de ser interrompido é menor.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Esqueça os mentores. Encontre um espelho

Por Enrico Cardoso em 30 de setembro de 2013



Assim como um espelho permite que você veja a sua verdadeira aparência, outras pessoas em sua vida podem ajudar a você a ver além de seus pressupostos e pontos cegos – são os espelhos.Em seu novo livro, Die Empty, Todd Henry explica como as mesmas pessoas brilhantes e qualificadas podem tornar-se estagnadas em sua carreira e apresenta abordagens para ajuda-las a criar um trabalho que pode ser motivo de orgulho.
Não importa como você é confiante em suas habilidades, chegará um momento em que você não terá certeza da próxima etapa.
Nessas situações, é importante ter alguém que possa ajudá-lo a ficar alinhado e lembra-lo do que é realmente importante. Existem pessoas em sua vida que têm total permissão para falar a verdade para você sobre o que veem?
Estes tipos de relacionamentos não são fáceis de cultivar, porque você deve encontrar pessoas de confiança e respeito, e que você sabe que vai falar com preocupação verdadeira para o seu melhor interesse.
No entanto, se você pode identificar algumas pessoas para desempenhar esse papel para você, isso pode lhe dar uma quantidade enorme de confiança, porque você sabe que os outros também estão de olho em você.
Aqui está como implementar essa prática.

#1. Encontre seus espelhos

Olhe para as pessoas que você encontra regularmente no decorrer do seu dia e com quem você tenha respeito e confiança.
O ideal é que eles sejam pessoas de sua equipe ou no seu grupo de trabalho. No entanto, enquanto você tiver contato com elas, elas podem preencher o papel. Além disso, desempenhe o mesmo papel para essas pessoas.
Ao fazer isso, você mantém um outro responsável para viver de acordo com seus padrões pessoais de excelência.
Encontre pessoas para serem seu espelho e monitorarem seu comportamento.

#2. Peça para ser avaliado

Você pode pedir a seus espelhos para avaliar o seu desempenho. Por exemplo, se você quiser trazer mais energia para o trabalho, eles podem ajudá-lo a identificar momentos em que você está cometendo falhas.
Eles também podem incentivá-lo nas áreas em que você está conseguindo viver se acordo com os seus padrões. Compartilhe seus objetivos e ambições com eles, e peça para que eles ajudem-no a tomar medidas significativas semanalmente.

#3. Estabeleça um horário para se conectar

Estabeleça um horário regular para se reunir com seu espelho para conversar sobre como o trabalho está indo, discutir o que você está vendo ou pensando e desafiar e encorajar uns aos outros em seu trabalho.
Recomendamos se reunir com seu espelho, uma vez por semana. Certifique-se de que você faça a sua lição de casa antes do tempo para que você saiba o que precisa perguntar.
Não perca o tempo da outra pessoa, não se preparando para os seus encontros.

#4. Seja brutalmente honesto

Independentemente do que você pedir para que seus espelhos monitorem em você, dê a eles a certeza de que têm total liberdade para falar com você sobre qualquer coisa.
Você quer que eles tenham a capacidade de destacar os possíveis problemas de se tornarem prejudiciais, especialmente se forem coisas que eles podem ver.
Honestidade é o único remédio que sempre cura e previne a auto-ilusão.
Permita que as pessoas sejam sinceras em suas avaliações.
Permita que as pessoas sejam sinceras em suas avaliações.

#5. Ajuste regularmente

A meta é ter alguém para mantê-lo alinhado com o que é importante para você e o que você acha que precisa para se concentrar, mas essa ênfase vai mudar definitivamente de tempos em tempos.
Certifique-se de que você esteja sempre alinhado com seus espelhos para que eles saibam o que você gostaria que eles observassem.
Seus espelhos podem servir como postos avançados que podem mostrar-lhes onde você pode estar aquém de suas intenções. Lembre-se que algo que parece óbvio para você pode não ser tão claro assim para os outros.
Ter um espelho em sua vida pode ajudá-lo a aprimorar sua intuição e manter o foco, tempo e energia no lugar certo.
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Este artigo foi adaptado do original, “Forget mentors. Find a mirror”, da Entrepreneur.

O profissional estratégico de TI

Publicado originalmente no blog DUALTEC por: Fabio Belarmino

Em meus últimos posts para o Dualtec Cloud blog, venho seguindo temas voltados a qualidade de serviços, certificações e auditorias.  Recentemente participei de varias reuniões, mudanças, ajustes e recebi muitos feedbacks. Um destes feedbacks me despertou um sinal de alerta que em meus mais de 20 anos de profissional de TI nunca havia me atentado.
Na sua área de TI qual é a sua função, bombeiro ou estrategista? Esta pergunta foi feita por meu CEO e caiu como uma bomba.
Nessa mesma reunião me foi dito “se você quer ser um grande executivo, não pode ser bombeiro”. Não que um grande executivo, um dia, não tenha que por seus EPIs (Equipamento de proteção individual) e correr para apagar um incêndio junto com sua equipe, mas esse executivo tem que ser mais estratégico e inovador, diferente de um bombeiro. Temos que saber equilibrar estas funções, porém sabendo até onde você quer chegar.
Como equilibrar o profissional de TI bombeiro do profissional estratégico?
Hoje existe uma demanda para que os gestores da área TI sejam mais estratégicos, contudo, na prática, eles gastam a maior parte do tempo apagando incêndios.
Em minha busca, separei cinco dicas de como o líder de TI pode fugir do operacional e transformar-se em um profissional mais estratégico.
Resistir à tentação
O primeiro passo para agir de forma mais estratégica é se policiar. O principal erro é se envolver com uma série de problemas, enquanto o que deveria ser feito seria a montagem de um roteiro das atividades que deveriam ser prioridades de TI. Nesse caso, definido um cronograma, é possível equilibrar as atividades.
Se não formos capazes de resistir às questões operacionais logo no começo, nunca mais conseguiremos nos ver livres delas.
Projetar o tempo
Ao assumir um cargo de liderança, o crescimento profissional exige competências menos operacionais e, nesse momento, vale buscar o desafio de dedicar-se ao menos uma hora do dia para estudar e se adaptar ao negocio da empresa. Desenhar um cronograma representa um passo fundamental.
Não trabalhar sozinho
Boa parte do sucesso deve-se ao fato de perceber a importância de abrir mão das atividades operacionais. Para isso se tornar uma realidade, é necessário contratar e preparar a sua equipe, confiar nela.
Este time deve absorver inclusive parte de suas funções estratégicas, com o intuito de entregar o melhor resultado possível.
Terceirizar funções menos nobres
Nesse ponto você deverá pontuar as tarefas e delegar aos seus parceiros de equipe para que assim você consiga ter uma visão estratégica geral de sua área.
Melhorar o nível tático e estratégico
Em vez de resolver problemas operacionais, porém antes de se focar na estratégia, tente combinar as duas atividades. Procure demostrar os desafios operacionais como riscos de negócios que poderiam afetar o negócio da companhia. Com isso você conseguirá o apoio dos principais executivos.

domingo, 26 de maio de 2013

Vai vai vai – Vem vem vem: Não Seja um Gestor Papai Joel

Publicado originalmente no Blog Luzes, por Leandro Borges


Joel Natalino Santana é um dos treinadores mais emblemáticos do Brasil. Ao lado de outras grandes figuras e símbolos, ele consegue resumir em sua pessoa diversas características do povo brasileiro. Papai Joel, como também é conhecido devido ao seu estilo paternalista, já nos deu muitas alegrias, seja pela quantidade de títulos cariocas conquistados em todos os times ou seja pela clássica entrevista em “inglês” como treinador pela seleção da Africa do Sul.
No entanto, apesar de todo o seu carisma e bom relacionamento com o elenco, Papai Joel está mal há muito tempo e o seu modelo de gestão chamado de “Vai vai vai – Vem vem vem” está caindo em decadência por uma maior profissionalização da classe. Não adianta mais dizer que tem estrela quando outros técnicos já largaram a pranchetinha há décadas. Neste sentido, podemos traçar um paralelo entre o estilo de Papai e de muitos gestores.
Para quem não está iniciado no assunto, o método “Vai vai vai – Vem vem vem” consiste em gritar para os jogadores irem para frente quando estão no ataque e para correrem para trás quando estão na defesa. Muito elaborado, né? No lado empresarial, conhecemos esse estilo como “Apagar Incêndios”. Igualmente elaborado.
Ambos são “métodos” que demonstram uma falta de planejamento e estratégia, para não dizer desatualização e menosprezo do desafio em mãos. Ambos os “métodos” estão baseados em uma premissa de que existem pessoas com estrela e talento e outras não. E é isso que importa. Baseiam-se que para o talentoso a pranchetinha resolve apenas de outras pessoas “mais limitadas” estarem utilizando cálculos estatísticos para definir estratégias baseados em um acompanhamento físico e psicológico de seus jogadores.
Assistimos o “Vai vai vai – Vem vem vem” reinar no estilo de gestão do brasileiro, muito embora todos gostem de afirmar que sucesso é “1% inspiração e 99% transpiração”. Acredito que está na hora de aceitarmos nosso “Joelismo” e mudar.

Como mudar? Existem muitas saídas e cada uma vai funcionar melhor dependendo da empresa e do empreendedor, mas a mensagem é uma só: se você se identificou com o “Vai vai vai – Vem vem vem” apagador de incêndios, você precisa refletir sobre as suas premissas enquanto gestor e buscar atualização, de preferência com pessoas que já passaram por isso.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O QUE É BENCHMARKING?



por Washington Sorio *

Os Japoneses têm uma palavra chamada “dantotsu” que significa lutar para  tornar-se o "melhor do melhor", com base num processo de alto aprimoramento que consiste em procurar, encontrar e superar os pontos fortes dos concorrentes.

Esse conceito enraizou-se numa nova abordagem de planejamento estratégico. Durante a última década, ele tem produzido resultados impressionantes em companhias como a Xerox, a Ford e a IBM e é conhecido como Benchmarking.

Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresarias entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes. É um processo de pesquisa que permite realizar comparações de processos e práticas "companhia-a-companhia" para identificar o melhor do melhor e alcançar um nível de superioridade ou vantagem competitiva. 

Benchmarking é...
Benchmarking não é...
um processo contínuo
um evento isolado
uma investigação que fornece informações valiosas
uma investigação que fornece respostas simples e "receitas"
um processo de aprendizado com outros
cópia, imitação
um trabalho intensivo, consumidor de tempo, que requer disciplina
rápido e fácil
uma ferramenta viável a qualquer organização e aplicável a qualquer processo
mais um modismo da administração

Benchmarking surgiu como uma necessidade de informações e desejo de aprender depressa, como corrigir um problema empresarial.
A competitividade mundial aumentou, acentuadamente nas últimas décadas, obrigando as empresas à um contínuo aprimoramento de seus processos, produtos e serviços, visando oferecer alta qualidade com baixo custo e assumir uma posição de liderança no mercado onde atua. Na maioria das vezes o aprimoramento exigido, sobretudo pelos clientes dos processos, produtos e serviços, ultrapassa a capacidade das pessoas envolvidas, por estarem elas presas aos seus próprios paradigmas.

Na aplicação do Benchmarking, como todo o processo, é preciso respeitar e seguir algumas regras e procedimentos para que os objetivos sejam alcançados e exista uma constante melhoria do mesmo. Neste processo existe um controle constante desde sua implantação (plano do processo) até a sua implementação (ação do processo).

A empresa interessada em implantar benchmarking deve analisar os seguintes fatores: ramo, objetivo, amplitude, diferenças organizacionais e custos, antes da definição ou aplicação do melhor método, pois cada empresa individualmente tem as suas necessidades que devem ser avaliadas antecipadamente à aplicação do processo.

Outra vantagem do benchmarking é a mudança da maneira de uma organização pensar sobre a necessidade para melhoria. Benchmarking fornece um senso de urgência para melhoria, indicando níveis de desempenho atingidos previamente num processo de parceiro do estudo. Um senso de competitividade surge à medida que, uma equipe, reconhece oportunidades de melhorias além de suas observações diretas, e os membros da equipe tornam-se motivados a se empenhar por excelência, inovação e aplicação de pensamento inovador a fim de conseguir sua própria melhoria de processo.

É necessário que as organizações que buscam o benchmarking como uma ferramenta de melhoria, assumam uma postura de "organização que deseja aprender com os outros" para que possa justificar o esforço investido no processo, pois essa busca das melhores práticas é um trabalho intensivo, consumidor de tempo e que requer disciplina. Portanto, benchmarking é uma escola onde se aprende à aprender.

Saber fazer e adaptar benchmarking no processo da organização pode nos permitir vislumbrar oportunidades e também ameaças competitivas, constituindo um atalho seguro para a excelência, com a utilização de todo um trabalho intelectual acumulado por outras organizações evitando os erros é armadilhas do caminho.

Mais do que uma palavra mágica, o benchmarking é um conceito que está alterando consideravelmente o enfoque da administração, onde o mesmo é composto de atributos que determinarão o sucesso ou ainda a sobrevivência das empresas.

* Washington Sorio é graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Recursos Humanos e diversos cursos de especialização, tanto no Brasil como no Exterior. Possui 12 anos deexperiência na direção e gerência de RH, predominantemente em empresas multinacionais, vivenciado grandes processos de turnaround, start up e reestruturação de empresas, implementando políticas, estabelecendo diretrizes e no comando pleno dos subsistemas de RH (washington.sorio@globo.com).

segunda-feira, 22 de abril de 2013

ROI bem calculado ajuda líderes de TI a incrementar projetos


Originalmente publicado em CIO/USA


Vários anos atrás, Coombes Todd S. propôs um projeto em uma empresa onde ele era CIO. "Foi uma modernização de alguns dos nossos sistemas legados mais antigos e conversão de dados para a nova plataforma", lembra ele. "Foi muito importante para a TI."

Mas sua proposta teve que competir com centenas de outros usos do capital da empresa, medidos pelo tempo que levariam para dar retorno."Muitas empresas gostam de fazer projetos que assegurem retorno do capital investido em 18 ou 24 meses", diz Coombes, que recentemente se tornou vice-presidente executivo e CIO da ITT Educational Services, baseada em Carmel mas com 140 campi em todo o país. "Muitas dessas conversões de sistemas legados teriam retorno em sete anos, e isso não é um prazo tão longo."
O primeiro ano em que Coombes propôs o projeto, ele foi rejeitado em favor de outros com melhor ROI. No ano seguinte, ele o propôs novamente, e novamente a proposta foi rejeitada. Mas no terceiro ano, ele chegou a ser aprovado. O que mudou? "Neste segundo ano, tivemos alguns grandes negócios impactados por  interrupções resultantes de não termos feito o projeto proposto", diz Coombes. "Expliquei que era apenas a ponta do iceberg do que poderia acontecer se nós continuássemos a não abordar as coisas que precisavam ser abordadas apenas porque elas não atingiam as taxas de retorno que nós estávamos tentando alcançar. Acho que foi o que abriu os olhos de muitos colegas das áreas de negócio."
A experiência de Coombes em sue antigo emprego ilustra um enigma para muitos CIOs: como exatamente projetar o impacto econômico de uma tecnologia proposta. Valor presente líquido, taxa interna de retorno e tempo de retorno do investimento são todos métodos de medição que os CIOs devem compreender e usar para ajudar os líderes empresariais a decidirem se querem ou não um investimento de tecnologia que vale a pena ser feito. Mas muitos líderes de TI não têm conhecimento financeiro para apresentar aos CFOs e CEOs as informações precisas que estão buscando. E mesmo os que têm, muitas vezes percebem que métricas financeiras podem não funcionar para a maioria dos projetos de TI.
"Setenta por cento das iniciativas de tecnologia não têm um efeito direto mensurável sobre o balanço da empresa", diz o analista do Gartner, Michael Smith. "A mídia social é um exemplo de que, como o CRM e, em muitos outros casos, a gestão do conhecimento e a colaboração geram benefícios financeiros, mas indiretos. Muitos líderes de TI que são convidados a projetar o ROI de itens como estes passam por uma experiência muito frustrante."
Frustrante, sim. Opcional, não. Gostem ou não, especialmente nestes tempos de restrição de recursos financeiros, os líderes de TI devem ser capazes de apoiar projetos essenciais com um bom raciocínio de ROI. Aqui estão algumas abordagens que podem ajudar.
É preciso formação financeira
Nos dias de hoje, todas as empresas líderes de TI reconhecem a importância do retorno sobre o investimento ao decidir quais os projetos que devem ser feitos. 
Mas poucos realmente entendem os princípios financeiros, diz Peter Weis, CIO da Matson, uma empresa de transporte baseada em Honolulu, com US $ 1,6 bilhões de receita anual.  "É fácil de subir profissionalmente com base um conjunto de competências que não têm nada a ver com finanças corporativas. Por exemplo, eu mesmo comecei no desenvolvimento de software", diz. Mas depois de um certo estágio, outras competências começam a fazer falta. 
Habilidades financeiras são consideradas um adicional na carreira de TI, diz ele, mas nenhum candidato com habilidades técnicas essenciais será contratado para cargos executivos sem ter habilidades financeiras."Finanças não precisa ser uma reflexão tardia. Ele precisa ser o núcleo para o seu conjunto de habilidades como liderança ou estratégia de TI", diz Weis.
Weis se sentiu tão fortemente pressionado que voltou para a escola para fazer um MBA. "Em um programa de dois anos, você aprende sobre finanças em profundidade", diz ele.
Se você não tem ou não pode adquirir esse nível de experiência financeira, garantia que alguém de confiança no seu departamento tenha, diz Peter Campbell, vice-presidente sênior de TI da Sprint-Nextel. "Eu tenho MBAs que trabalham na minha empresa", diz ele. "Eu não sou um DBA, não sei como corrigir problemas no Oracle, mas tenho DBAs que pode fazer isso. Da mesma forma, tenho pessoas com formação financeira que podem analisar o ROI dos projetos de TI."
Coombes diz que a melhor solução é ter uma equipe de gerenciamento de projetos cobrada não apenas pela a gestão dos projetos, mas também por fazer análises custo-benefício e cálculos de ROI. "O PMO tem, ao menos inicialmente, que trabalhar em parceria com as finanças para criar modelos para o cálculo de ROI", diz ele.
Faça amigos na área financeira
Por mais formação financeira que você e seus funcionários passem a ter, você não será bem sucedido até que aprenda como abordar a própria equipe financeira da sua empresa. 
Para fazer isso, para conheça os executivos financeiros da sua empresa, a forma como pensam, e aprenda o máximo que puder com eles.
Isso é o que Weis fez quando propôs um projeto grande, de vários anos, na Matson. Na época, a Matson era parte da Alexander & Baldwin (que desde então tem se separou), e Matthew Cox, atual CEO da empresa, foi o seu CFO. "Nós estávamos começando um ciclo de grandes investimentos, e eu tive a sorte de passar um tempo com ele", diz Weis. "Escutei atentamente as perguntas que ele fez - e quase nenhuma delas era sobre a tecnologia. Eram sobre riscos. Ele queria ter certeza de que entregaríamos o valor para o negócio. Lembro-me de tomar notas. "
Para aqueles que não tiveram essa experiência, Weis recomenda uma abordagem direta: basta pedir seus contatos da área financeira uma avaliação honesta de sua estimativa da orçamento. "Obter um feedback sincero quanto à forma como estávamos fazendo em nossos pedidos de capitais foi muito esclarecedor para mim", diz ele. "Eu tinha alguma vaga sensação de que eu tinha que melhorar, mas até então, realmente não sabia o quanto e como."
Pergunte sobre os benefícios para o negócio
Quanto de benefício para o negócio um novo projeto de TI será capaz de criar? 
Responder a essa pergunta não deve ser o seu trabalho, de acordo com Meade Monger, diretor da divisão de Serviços de Informação de Gestão da AlixPartners, uma consultoria sediada em Nova York. Ele diz que é tolo a TI tentar julgar sozinha o que a empresa faz. Em vez disso, cálculos de ROI de um projeto de TI devem envolver toda a empresa. "A TI traz a informação sobre custos, e contatos de negócios trazem as informações sobre os benefícios de negócios", diz ele.
"Certifique-se sempre que os números foram fornecidos pelo departamento que será o patrocinando do projeto", diz Campbell. Você nunca deve dizer qualquer coisa como "este projeto vai economizar US $ 10 milhões", acrescenta. "Você está dizendo que a área de negócio beneficiada  está  prevendo isso. Ao começar a fazer previsões sobre os benefícios do projeto sem o apoio da área de negócio afetada por ele, você se coloca em risco."
Use números concretos sempre que puder
Quais são os melhores métodos para calcular o ROI? 
Uma análise de custo-benefício simplesmente compara o custo de um projeto com o benefício financeiro esperado. Tempo de retorno do investimento mede quanto tempo um projeto vai levar para pagar a si próprio. Taxa interna de retorno
 visa determinar a rentabilidade de um investimento ou projeto. Um projeto é atrativo quando sua TIR for maior do que o custo de capital do projeto. Todas essas medidas são significativas para os CFOs e os líderes de TI precisam saber usá-las.
E quando um projeto de TI deve ser feito, mas não pode ser justificado por ROI direto? Uma boa abordagem é o uso de fórmulas como as oferecidas pelo Gartner. A consultoria tem um sistema que mede 54 tipos de benefícios e define o impacto econômico de cada um. "É melhor do que criar métricas nebulosas", diz Smith. "Considere coisas como" intimidade com o cliente. " Se uma nova tecnologia melhora a sua intimidade com o cliente de 50% para 75%, um CFO vai perguntar: 'Qual a receita que vamos chegar com isso?' A maioria de nós não sabe responder a essa pergunta", afirma.
Para um "refresh" do projeto, tais como a migração de sistemas legado que Coombes propôs, fórmulas semelhantes podem estimar o custo de não fazer o projeto, tanto em termos de necessidades de manutenção futuras e  quanto o aumento do risco de indisponibilidade. Na Sprint-Nextel, o CIO pede para que as unidades de negócios ajudem a criar uma avaliação de risco do negócio para medir o efeito potencial de uma falha em um determinado sistema. "Ela é usada como um conceito para um monte de coisas, incluindo requisitos de projeto", diz Campbell. "Um sistema de alto impacto comercial é projetado com um monte de redundâncias, um sistema de baixo impacto não pode ter pouca redundância."
Weis, por outro lado, é cético quanto ao uso de qualquer método de fixação de um valor em dólares para o risco de uma falha do sistema. "Se dissermos que é um problema de milhões de dólares em caso de uma interrupção desse sistema, vão nos perguntar quais são as chances de uma interrupção. Ela pode ser 0,03%, mas você nunca vai obter realmenteesse percentual", argumenta.  Assim, em vez de tentar calcular o risco, Weis inclui informações sobre coisas como o risco de uma interrupção do negócio em sua discussão narrativa de benefícios potenciais de um projeto.
"Você tem que ser verdadeiro sobre isso", acrescenta. Na Matson, diz ele, qualquer ameaça de interrupção dos negócios a partir de uma falha de um sistema essencial é "um problemão" Mas, ele alerta, é importante não levantar a possibilidade de uma queda dramática a menos que ela seja uma possibilidade real. "Você tem que ser justo e razoável quando você faz essa afirmação", diz ele. "E você não pode dar essa cartada com muita frequência."
Faça uma análise de sensibilidade
A análise de sensibilidade identifica as variáveis que determinam o sucesso do projeto. Mesmo que o seu departamento de TI tenha um histórico positivo de conclusão de projetos no prazo e dentro do orçamento, é importante fazer uma análise de sensibilidade detalhando como o como ROI será afetado se as coisas não correrem de acordo com o planejado.
"Você tem o seu caso base", diz Campbell. "Ma como o ROI será afetado se levarmos mais tempo para fazer o projeto? " Tendo as respostas para todas essas perguntas, prontas para serem apresentadas ao pessoal da área de finanças, demonstra que você já pensou seriamente em todas as possibilidades.
Lembre-se: outros grupos, além da TI, também estão competindo pelos mesmos recursos. 
"Há sempre outros grupos dentro da empresa que também estão à procura de capital", diz Campbell. "É algo como estar no mercado aberto à procura de financiamento de capital de risco, e tentar convencer as pessoas de que o nosso business case é um bom investimento do seu dinheiro."
E isso não é uma coisa ruim. "Se TI quer ser tratada como qualquer outra parte do negócio - e deve - nós devemos estar preparados para sermos analisados com  o mesmo nível de rigor e disciplina que outras partes do negócio são", diz Matt Wyman, vice-presidente de TI da Terex Corp, de Westport, Connecticut "Eu adoraria mais dinheiro, não me interpretem mal. Estamos sujeitos às mesmas restrições financeiras que o resto da da empresa. "
"Devemos ajudar a analisar essas escolhas, de modo que o CFO e CEO possam tomar as decisões certas para os acionistas", acrescenta Weis.
Bem, fiz tudo isso, e aí?
Uma vez o projeto avaliado, aprovado e implementado com sucesso, você pode pensar que você está concluído. Errado. 
"A maioria dos executivos de TI pensa, 'projeto feito; vamos para  próximo", diz Todd S. Coombes, vice-presidente executivo e CIO da ITT Serviços Educacionais. Em vez disso, vale a pena voltar e perguntar se os benefícios projetados para o negócio realmente aconteceram.
"Em muitos casos, a resposta é não", diz Coombes. "Mas as empresas não sabem, porque elas não têm essa visão retrospectiva."
"Por exemplo, nós deveríamos reduzir nosso time to market através da implementação da solução de gerenciamento do ciclo de vida do produto", diz Michael Smith, analista do Gartner. "Com certeza, nós reduzimos o tempo. Mas como sabemos que foi a solução que proporcionou isso? Talvez a empresa tenha contratado alguém que é muito bom no que faz."Além disso, os benefícios de negócio podem demorar um ano ou mais para aparecer, de modo que uma  análise seis meses após a conclusão do projeto provavelmente não será suficiente para a TI para medir o seu pleno efeito.
Fácil ou não, quanto mais detalhes o CIO puder obter sobre a materialização ou não dos benefícios esperados, melhor, dizem especialistas. E você deve compartilhar os resultados, bons ou ruins, com o resto da empresa. "No final do dia, todos nós estamos aqui para fazer o melhor que pudermos", diz Coombes. "Se você não está compartilhando informações de forma transparente, você não está fazendo nenhum favor para a sua organização. Você precisa olhar para a informação factual real e usá-la para o bem da empresa."
Na Sprint-Nextel, os resultados de projetos de TI são publicados mensalmente, diz Peter Campbell, vice-presidente sênior de TI. "Nós exigimos um nível elevado de precisão nas previsões, e qualquer falha é uma falha pública. Aprendemos com projetos em que falhamos. Nós temos um processo bom, fruto de uma história de esforço e melhoria contínua ao longo do tempo."
Por que ROI e não TCO?Você deve estar pensando: conceber meios de demonstrar o valor da tecnologia corporativa tem ocupado os CIOs há 25 anos, desde que a profissão existe. Bom, embora métricas como taxa de retorno interno e valor econômico agregado sejam aplicadas com sucesso variado, ROI e TCO continuam sendo baluartes. O que os diferencia?
Um cálculo de ROI quantifica os custos e os benefícios esperados de um projeto específicos em um prazo determinado, em geral três a cinco anos. O TCO, por sua vez, inclui apenas custos. Quando você pensa em TCO, não vê TI como um motor do negócio ou um ativo que pode aumentar o faturamento, o lucro ou o valor para o cliente. 
As decisões de TI devem ser menos em torno da tecnologia e mais da capacidade de negócio que a tecnologia torna possível. Portanto, as propostas de TI devem ser mensuradas como outras idéias de negócio, por seu potencial de proporcionar velocidade, eficiência e inovação. O ROI proporciona uma maneira sólida de representar estas ideias.
O que impede boas projeções de ROI?
Muitas organizações de TI acham difícil prever com precisão o ROI de um projeto e depois não conseguem atingir os benefícios esperados quando o projeto é concluído. 
Às vezes, isso acontece porque os problemas inesperados surgem. 
Em outros casos, os projetos descarrilam porque a equipe esqueceu de se preparar para as armadilhas comuns, como estas:
1. É perda de tempo
Às vezes, os líderes de TI apenas "sabem" que um projeto é uma boa ideia e decidem que comprovar com números é um desperdício de tempo. "Há uma tendência a ver o business case como um obstáculo para conseguir o dinheiro, porque você intui que é um bom investimento", diz Peter Weis, CIO da Matson. Mas isso não é bom o suficiente, adverte. É importante aprender a fazer suas próprias projeções de ROI. "Não é mais aceitável supor que você vai ser perdoado por não saber finanças, porque você é de TI", diz ele.
2. É tudo igualHá grandes projetos, há pequenos projetos, e há projetos que não são opcionais, porque eles estão mandatórios por questões como conformidade regulatória. Não faz sentido tratá-los todos igualmente, mas algumas empresas fazem exatamente isso, disse Matt Wyman, vice-presidente de TI da Terex Corp.
"Se uma empresa tenta colocar todos os projetos na categoria de ROI, alguns problemas de alto risco podem ficar comprometidos", diz ele. 
"Temos três níveis de gastos, e nós colocamos projetos em caixas diferentes", acrescenta Wyman. "Os projetos de menor custo não passam pelo mesmo nível de escrutínio". É melhor deixar que os gestores tomem essas decisões menores, acrescenta.
3. As unidades de negócios passam o bastãoO CIO tenta agradar a todos, mas às vezes os pedidos de líderes de negócios não dizem muito sobre ROI, diz Michael Smith, analista da Gartner."Alguém vai dizer: 'Precisamos de meios de comunicação social." Isso expressa uma tecnologia, não uma necessidade de negócio. "O profissional de TI pode avaliar algumas soluções de mídia social e chegar a um plano de implementação, mas todo mundo vai ter pulado a etapa em que você projeta um benefício mensurável de negócio", diz Smith.
Em vez disso, ele deve trabalhar com pessoas de negócios e finanças para chegar a um determinado benefício do negócio mensurável. "Você não pode apenas ficar para trás como o Mágico de Oz e dizer-lhe para ir buscar a vassoura da Bruxa Má do Oeste", diz Smith. "Finanças deve desempenhar um papel de treinador."