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sábado, 3 de outubro de 2015

De Cobrança à Empresa de Consultoria em renegociação de créditos morosos.Um processo de disruptura.

Peter Drucker alertou para o surgimento de tecnologias genuinamente novas a partir da segunda metade do século XX e sobre o grau de descontinuidade que estas novas tecnologias iriam propiciar. Ele questiona sobre o que precisamos tentar solucionar hoje para construir o futuro, numa era de descontinuidade. Eu diria que estamos vivendo a Era da disruptura. O autor apresenta a ideia de que " o verdadeiramente novo, via de regra, não satisfaz atuais exigências, cria novas expectativas , estabelece novos padrões, torna possível satisfazer novas necessidades"

Novas tecnologias requerem novos mercados que nem mesmo eram concebíveis antes que a nova tecnologia tivesse criado novas exigências." (DRUCKER, p 68, 1970 - sim 1970 !!!). 

Este é o ciclo da criação e da inovação. Esta disruptura está atingindo todos os mercados impulsionado pela internet e pela conectividade. Uber, Netflix entre outros já estão aí. A mudança de paradigmas ocorrerá mais rápido na concessão de crédito. Já temos modelos bem consolidados de analise para isto. 
Na cobrança a disruptura acontecerá com a redução dramática  do uso de PA de acionamento, em detrimento do  uso de outras ferramentas de contato.  Este movimento só terá sucesso apoiado fortemente por ferramentas de BI e Analytics. Cada vez mais, será necessário que a Empresa de Cobrança se torne expert em analisar sua carteira. Garimpar (Data Mining) dentro dela, aquilo que realmente tem valor. Novos mercados, ou mercados em transformação, precisam de novas tecnologias.  O uso de novas tecnologias implica em profissionais com capacidade de aprender e aplicar rapidamente - ou seja, treinamento, capacitação serão os alicerces dessa nova empresa de cobrança. O novo cobrador deverá ser antes de tudo um consultor em finanças pessoais, capaz de realizar acordos ++, aqueles em que  instituição financeira e cliente encontram a melhor solução.

O que precisamos solucionar hoje? Desenvolver boas soluções de Business Inteligense, Data Mining, CRMs de Cobrança e capacitar as equipes de cobrança/renegociação de forma permanente. 
A maior métrica a ser perseguida hoje por uma empresa de cobrança (Por que não Consultoria em Renegociação de créditos morosos?) deveria ser a de Capital Intelectual. Quanto maior for o capital intelectual de uma empresa, maior srá a capacidade dela  sobreviver e triunfar em situações adversas.
Luciano Basile
CEO de i-Coll Soluções Telemática | OMNI-COLL SOluções Integradas | Revista CollBusiness. 






quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Tendencias para 2015

O Ano de 2014 já acabou. Hora de pensar em 2015. E agir. Será uma ano difícil? Será!!! Mas enquanto alguns choram, outro vendem lenços. Abaixo listamos aquilo que deve ser tendência no próximo ano...


A visão estratégica e dinâmica será preponderante para as empresas nos próximos anos.

141124 MAN ©bigpa TITrends Blog 
Especialistas da empresa de consultoria Gartner anteciparam o que acreditam serem as dez maiores tendências em TI no próximo ano. Eles apontam que a visão estratégica será preponderante para as empresas nos próximos três anos, e fazem uma síntese dos principais temas que vão compor o cenário tecnológico em 2015.

1- Mobilidade

O avanço contínuo das tecnologias para smartphones indica maior ênfase no atendimento das demandas do usuário móvel em diversos contextos e ambientes. Para a Gartner, os smartphones e dispositivos portáteis e móveis alavancam uma oferta ampla de computação para incluir telas conectadas nos locais de trabalho e nos espaços públicos. Esses usuários ganham cada vez mais espaço e importância como consumidores que precisam ser atendidos com inovações estéticas e funcionais em suas experiências de compras. Telas inteligentes e dispositivos conectados irão se multiplicar em diversas formas, tamanhos e tipos de interação.


2- Internet de Todas as Coisas (IoE)

Segue com a sua expansão, impulsionada também pelas demandas de um número cada vez maior de usuários e consumidores interessados em tecnologia. Cada vez mais surgirão eletrodomésticos, meios de transporte e até mesmo tênis, roupas e maçanetas conectados à Internet e a outros dispositivos, como computadores e smartphones.  Na indústria e nas operações o foco será em produtos de negócios e processos digitais.


3- Padronização das conexões

Dell, Intel e Samsung se uniram em julho deste ano para padronizar as conexões, em um grupo chamado Open Interconnect Consortium (OIC). Eles pretendem criar um protocolo comum para garantir o bom funcionamento da conexão entre os mais variados dispositivos: Wi-Fi, Bluetooth e NFC serão recursos desenvolvidos pela organização. Fazem parte do consórcio também a Atmel, empresa de microcontroladores; a Broadcom, de soluções de comunicação com e sem fio; e Wind River, de software e tecnologia embarcada. A ideia é que o mundo físico e o digital se tornem um só, por meio de dispositivos que se comuniquem com outros, os Data Centers e suas Nuvens.


4- Redução de custo da impressão 3D

Outra previsão da Gartner diz respeito à redução de custo da impressão 3D nos próximos três anos, levando a um rápido crescimento do mercado para estas máquinas. A expansão é prevista especialmente em aplicações biomédicas e industriais. A impressão 3D deve se tornar uma forma mais acessível para facilitar a otimização, agilizar e reduzir custos de projetos e protótipos.


5- Crescimento de aplicativos de análises

Análises avançadas continuarão a avançar em função da IoE e dos dispositivos embarcados que essa tendência continuará a promover. Grande quantidade de dados estruturados e não estruturados dentro e fora das organizações continuarão a ser gerados, e para atender a demanda de análise dessas informações, ferramentas e aplicativos capazes de avaliar os dados deverão ser desenvolvidos.


6- Conhecimento sobre o usuário

Conhecer o usuário, sua localização, sua trajetória, suas preferências, conexões sociais e outros atributos fornecerão inputs para as aplicações. Inteligência embutida combinada à capacidade analítica promoverá o desenvolvimento de sistemas alertas e sensíveis ao ambiente.


7- Desenvolvimento de máquinas inteligentes

A capacidade das máquinas de executar tarefas com precisão e aprender com rotinas trará nova dimensão aos mais diversos equipamentos. Algoritmos avançados irão levar a sistemas que aprendem por si mesmos e agem de acordo com esses aprendizados.
As “máquinas ajudantes” vão continuar a evoluir a partir dos protótipos existentes para veículos autônomos, robôs avançados, assistentes pessoais virtuais e assessores inteligentes. A análise passa a especular que a era da máquina inteligente será o mais intrigante na história da TI.


8- Convergência entre mobilidade e Nuvem

A computação móvel e a Computação em Nuvem continuam a convergir e reafirmar que podem ser entregues a qualquer dispositivo. Para a Gartner, a Cloud Computing é “elasticamente escalável”, ou seja, flexível a diferentes dispositivos.


9- Redução dos custos de largura de banda

Aplicativos que usam a inteligência e o armazenamento de dispositivo se beneficiarão de redução dos custos de largura de banda. A coordenação e a gestão serão baseadas em Nuvem e as aplicações vão evoluir e serão capazes de suportar a utilização simultânea de vários dispositivos. No futuro, jogos e aplicativos corporativos terão várias telas e outros dispositivos para fornecer uma experiência aprimorada.


10- Agilidade no desenvolvimento de programações

Métodos ágeis de desenvolvimento de programação, desde noções básicas de infraestrutura de aplicações, são essenciais para que as empresas ofereçam a flexibilidade necessária para fazer funcionar o negócio digital. Software de rede definida, armazenamento, centros de dados e segurança estão amadurecendo.
Essas mudanças rápidas demandadas pelos negócios digitais vão exigir modelos dinâmicos. A análise da Gartner concluiu que a segurança continua a ser uma importante consideração para evolução do futuro digital, mas não deve ser tão pesada a ponto de impedir o progresso.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

2015 - Tendências

As empresas de  cobrança, como conhecemos hoje podem estar com os dias contados. Em vez de ocuparem espaços em prédios comerciais, com agentes sentados lado a lado com fones no ouvido e os olhos cravados nas telas luminosas de computadores, estes serviços  tendem a ser descentralizados, conferindo mobilidade aos funcionários para acionarem de qualquer  lugar, a partir de dispositivos móveis conectados ao sistema. Tablets e smartphones são os novos atores neste cenário. Um agente de cobrança trabalhando em casa não será mais novidade. O Mundo é IP. É isto que diferenciará as empresas analógicas das digitais... E o mundo, será cada vez mais digital... A i-Coll vê o mundo através dessa ótica...e provê desde 2001 soluções para este mundo... O Futuro foi ontem...Por outro lado, o uso de novos canais de cobrança se intensificará...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

4 prioridades de investimentos em TI nas médias empresas


A atualização da infraestrutura é a principal preocupação dos CIOs, diretores e gestores de TI em todo o mundo neste ano, de acordo com levantamento realizado pela Dell, fornecedora de soluções de TI. O estudo, batizado de “Dell’s Midsized Company Research”, afirma ainda que o segundo principal desafio das áreas de TI das médias empresas é resolver questões ligadas à segurança da informação.

Essa tendência deve-se ao fato de que essas companhias estão mais cientes do aumento dos riscos a que estão expostas, já que muitas não têm os recursos necessários para se recuperar das consequências de longo prazo geradas por uma falha de segurança grave, destaca a Dell.
O terceiro tema prioritário, segundo o relatório da Dell, é a adoção de cloud computing. “Cada vez mais as médias empresas percebem que soluções e serviços na nuvem são a única forma de elas acessarem, por um custo adequado, o que há de mais avançado em termos de tecnologias e, assim, garantirem o crescimento e a competitividade dos negócios”, explica Luis Gonçalves, diretor de Vendas para Mid Market da Dell América Latina.
Ainda na pesquisa, que consultou mais de 2,3 mil executivos de companhias de médio porte, a quarta prioridade de investimento em TI é ampliar o uso da virtualização.
Veja abaixo a lista das prioridades de TI em 2013:
1. Upgrade da infraestrutura atual
2. Resolver questões relacionadas à segurança
3. Adotar cloud computing
4. Aumentar o uso da virtualização

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Bermuda, um uniforme carioca no verão





Paulinho Barroso, diretor artístico da Backstage, trabalha de bermuda no calor
Foto: Mônica Imbuzeiro / O Globo

Paulinho Barroso, diretor artístico da Backstage, trabalha de bermuda no calor Mônica Imbuzeiro / O Globo
RIO - Com este calor de “maçarico” que anda imperando na cidade,  trabalhar de terno, gravata e camisa social ou uniforme é um suplício, principalmente para os homens. E quem lida com o público tem um desafio ainda maior: precisa ficar impecável, sem aquelas terríveis marcas de suor na roupa. A solução, já adotada por alguns escritórios, lojas e até salões de beleza da cidade, é liberar o uso de bermudas, calças curtas e camisas de tecido mais leve. Em algumas empresas, vale até calçar um chinelo de dedo e seguir para ralação.
No escritório da empresa Polo Marte, uma start-up de produtos e sites para internet, localizada no Humaitá, o jeito de se vestir dos funcionários lembra muito o dress code dos cariocas que circulam pelo calçadão ou pelas ruas da Zona Sul. O designer Marcelo Gluz, um dos sócios da empresa, não só vai trabalhar de bermuda, como incentiva seus 17 funcionários a se vestirem da maneira confortável. Nada de gravata, sapato social ou calça preta.
— Tem a ver com o clima da cidade e com o estilo do carioca. Neste calor, eu e meus dois sócios usamos bermuda e deixamos sempre uma muda de roupa social num armário. Um deles trabalha até de sandália Havainas. Além de nós três, quase todo mundo usa bermuda diariamente, sem contar que muitos vêm trabalhar de bicicleta e calça com pedal, não combinam — diz Marcelo, cuja empresa edita o site Posto Zero, que tem dicas de roteiros, bares e programas para o carioca
O estilo mais despojado também agrada Pedro Hermeto, advogado e sócio do restaurante Aprazível, em Santa Teresa.
— Trabalhei 11 anos de terno e gravata no Centro da cidade e fiquei com trauma. Além disso, o traje mais leve é coerente com o espaço do Aprazível. Quando tenho uma reunião com cliente ou algum compromisso mais formal, uso calça jeans, mas sempre tenho uma bermuda, ou na mala, ou no próprio restaurante para poder trocar— diz Pedro — Meus colegas do antigo escritório de Direito, quando vêm almoçar aqui, morrem de inveja — brinca.
Na BackStage, produtora responsável, entre outros eventos, pela Árvore de Natal da Lagoa e pelo Festival Vale do Café, a maioria dos funcionários também adere ao modelo mais fresquinho nesta época do ano. Paulinho Barroso, diretor artístico da empresa, acha que tem tudo a ver com o verão carioca.
— Eu acho um absurdo certas empresas que obrigam os funcionários a usaram terno e gravata quando isso não tem a ver com a função que eles exercem — diz Paulinho.
A empresária Ivani Werneck dona do salão Care, em Ipanema, concorda. E por isso decidiu encomendar um uniforme mais fresquinho para os cinco manobristas do seu empreendimento. Eles já tiraram do armário o uniforme (bermuda cargo e blusa, na cor cáqui) e andam sofrendo menos para hora de correr para estacionar ou buscar os carros da clientes.
— Eles antes usavam terno e gravata e, toda vez que chegava o verão, sofriam. Eu viajei para Miami e vi no hotel todos os funcionários usando bermudas, num estilo safári. Quando voltei ao Rio, decidi copiar o estilo. Os manobristas adoraram. Gostaram tanto que nem se importam com as piadinhas que escutam da clientela e dos seguranças e dos funcionários das lojas vizinhas — conta Ivani Werneck.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Quais as tendências para o software corporativo em 2013


CHRIS KANARACUS/COMPUTERWORLD (US)


O final de cada ano é oportuno para avaliar os movimentos do mercado e olhar para o futuro. A Computerworld americana ouviu analistas de mercado para saber como se comportará o segmento de sofware empresarial em 2013. Veja a seguir nove previões traçadas por eles.

1- Sistemas de gestão empresarial (ERP) na nuvemPara melhor conforto dos clientes, aumentará significativamente no próximo ano a oferta de pacotes de ERP hospedados na cloud. É esperado que pacotes como o Microsoft Dynamics ganhe opções adicionais de implementação na nuvem como Infor e Epicor. 

Empresas como Plex e Kenandy, que se especializam em sistemas empresariais baseados na cloud, vão ganhar mais atenção. 

Enquanto isso, a Oracle e a SAP vão esperar mais para se defender da concorrência global, levando seus módulos para nuvem. A grande questão é se os clientes estarão dispostos a fazer grandes investimentos em pacotes tradicionais.

2- Salesforce.com no campo de ERP O sucesso obtido com o fornecidmento de customer relationship management (CRM) na nuvem poderá levar a Salesforce.com a jogar com novas aplicações. Os analistas de mercado afirmam que a companhia tem que fazer uma investida agressiva em ERP próprio ao invés de trabalhar com soluções de parceiros como Workday e Infor.

A Salesforce.com deu um pequeno passo na direção de ERP com o fornecimento do  Work.com, um aplicativo de recursos humanos para a gestão de desempenho de empregados. 

Ainda não está claro se Salesforce.com irá desenvolver um ERP robusto com aplicações próprias ou comprar em 2013 um fornecedor que já tem essa solução. Entretanto, os analistas esperam algum tipo de movimento, mesmo que seja apenas um reforço das parcerias da empresa nessa área. Os pacotes de ERP consomem muito do orçamento de TI e a Salesforce.com vai querer levar uma fatia maior da pizza de aplicações empresariais.

3- Foco na mobilidadeA Oracle e outros vão investir fortemente em middleware para mobilidade. Desenhar e implantar aplicativos móveis se tornou um jogo forte no mercado de software empresarial em 2012 e continuará com vigor em 2013. A SAP tem dedicado energia para seu middleware móvel e software de gerenciamento de dispositivo, resultado de investimento de 5,8 bilhões de dólares na compra da Sybase em 2010.

A Oracle apresenta uma lacuna em aplicações móveis, mas deverá se movimentar e comprar uma ou três empresas em 2013 especializadas em soluções de mobilidade a fim de reforçar a sua posição nesse campo. Empresas como Hewlett-Packard e IBM devem seguir na mesma direção.

4- Oracle se desfaz de negócios de hardware Oracle deixará alguma parte do negócio de hardware. Não é nenhum segredo a luta da empresa para tentar emplacar a linha da Sun adquirida em 2010. Executivos da companhia têm demonstrado que mais  foca em aumentar a margem de sistemas como o Exadata Database Machine do que competir com a HP e IBM no campo de servidores de commodity.

Mas a rentabilidade real com Exadata depende em grande parte das vendas de banco de dados Oracle e outros software que geram lucro com cobrança de manautenção. A Oracle sempre teve em seu coração o negócio de software. Espera-se que a empresa reduza presença em hardware em 2013.

5- SAP comprará empresas de Big DataO aumento de negócios com Hana levará a SAP a engrossar o discurso de Big Data. A companhia poderá comprar um produto ou fornecedor nessa área. Talvez uma das aquisições seja especializada em integração com a estrutura Hadoop para processamento de dados em grande escala, prevê Jon Reed, analista independente que acompanha de perto a empresa. Tal movimento, certamente, será tomado com um olho na construção das capacidades da plataforma Hana, que armazena informações in memory.
A SAP também deverá desassociar a marca NetWeaver de seus produtos de nuvem, profetiza Reed. 

6- Escalada do Hadoop A plataforma de código aberto Hadoop continuará escalando mercado. Clientes corporativos deverão abraçar com mais força a arquitetura. O analista Curt Monash da  Monash Research observa que a maioria das empresas está sendo desafiadas a tratar do grande volume de dados, principalmente os desestruturados, como o e-mail. Esse cenário fará com que as empresas aumentem a adoção do Hadoop.

7- MySQL ganhará novos competidoresO MySQL tem se apresentado como uma alternativa aos banco de dados da Oracle e IBM DB2. Mas em 2013 sua disputa no mercado ficará mais difícil. "Os produtos NoSQL e NewSQL muitas vezes são alternativas ao MySQL", analisa Monash.
"A Oracle realmente fez um bom trabalho com a tecnologia MySQL, mas agora suas práticas de negócios estão assustando empresas", constata o analista destacando que o SQL DBMS está pronto para uso. É preciso olhar também para o PostgreSQL, que vem ganhando visibilidade no mercado.

8- Movimentação no mercado de softwareO ano de 2013 promete ser bastante movimentado para indústria de software com anúncios de grandes aquisições. O analista Ray Wang, CEO da Research Constellation, observa que todo mundo quer marcar presença nessa área. "Grandes fornecedores de hardware e integradores de sistemas vão aproveitar [a tendência da consumerização.] e a nuvem para entregar soluções baseadas em software para seu mercado e concorrentes."

Uma das empresas que deverão se apoiar nessa estratégia é a HP, que recentemente pagou 10,3 bilhões dólares pela fornecedora de soluções de infra-estrutura Autonomy, apesar dos questionamentos sobre o negócio.
Mesmo que os acionistas da HP estremeçam com o plano da companhia de gastar bilhões em aquisições, a CEO Meg Whitman pode comprar uma outra grande empresa como parte de seu plano de recuperação da gigante de PCs.

Juntamente com o software de gestão de dados de Autonomia, a HP conta com solução de software poderosa da Vertica. Mas ainda falta em suas aplicações de middleware. Por isso é esperado acordo nessa área.

9 - Turbulências econômica vão adiar projetos de TIA recessão econômica nos EUA vai impactar nos gastos de TI em 2013. As empresas serão mais cautelosas especialmente em novas compras e investimentos, de acordo com o analista Frank Scavo, presidente da TI pesquisas Computer Economics firmes.

Na avaliação de Scavo a crise vai afetar os convencionais fornecedores de software corporativo mais do que se imagina. "Os projetos de atualização para os sistemas tradicionais da empresa serão cancelados ou atrasados. Negócios de outsourcing serão mais procurados pelos clientes para reduzir os custos de suporte. Haverá uma pressão maior sobre os fornecedores tradicionais para que cortem taxas de manutenção".
Os fornecedores baseados na nuvem vão sofrer menos, mas tendem a levar mais tempo para fechar os contratos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

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Yoshio KawakamiCrescimento não é igual Desenvolvimento

É importante entender que são fenômenos distintos entre si – e da real situação dos nossos negócios.
Enquanto a América do Norte ainda se recupera lentamente da crise financeira de 2009 e a Europa ainda se debate para encontrar uma saída viável para a sua crise, os países emergentes apontam para um crescimento menor para o próximo ano.
O Brasil tem conseguido manter-se afastado dos piores aspectos da crise e segue crescendo, apesar dos índices mais moderados que do passado.
Neste estágio, que lições podemos extrair desta experiência de crescimento dos países emergentes para nossos negócios e nossa vidas familiares?
Creio que muitas já se deram conta de que o crescimento e o desenvolvimento são fenômenos distintos. Assim como as economias de países como o Brasil cresceram nos últimos anos, nossos negócios também cresceram rapidamente, de forma até inesperada para muitos de nós.
E embora as economias destes países tenham crescido de forma exuberante, notamos que os problemas sociais continuam, a segurança não melhora e a educação segue em níveis inaceitáveis. Nem mesmo a criminalidade, que era tida como um subproduto da pobreza, mostra queda apesar da economia ter crescido.
E nos nossos negócios? Os negócios cresceram, mas a eficiência continua abaixo do desejável, a qualidade pode até ter piorado e o fluxo de caixa continua apertado? É necessário manter o olhar crítico para dentro das nossas “casas” também, pois o crescimento mascara todas mazelas e cobre as ineficiências estruturais.
É preciso entender que o crescimento e o desenvolvimento são fenômenos distintos também do nosso negócio. Ele pode ter crescido, mas a sua competitividade pode ser a mesma ou até mesmo menor devido ao crescimento do negócio.
É preciso estender o seu olhar crítico para além do DRE e dos indicadores financeiros antes de seguir festejando o crescimento. A sustentabilidade do seu negócio não é assegurada pelo crescimento, mas sim pela melhoria da qualidade da sua performance e pelo desenvolvimento equilibrado de todos aspectos.
Uma forma de analisar se a estrutura da empresa está mais robusta com o crescimento é a simulação do “worst case”, ou “pior cenário”. Muitas vezes uma queda simulada do faturamento e do nível de atividade pode expor de forma visível a sua vulnerabilidade.
A sua competitividade é determinada pelos aspectos menos consistentes e pelas maiores debilidades do seu negócio, mesmo que em outros aspectos a sua empresa seja superior aos concorrentes. O que fazemos quando buscamos uma ação contra o nosso concorrente? Não procuramos seus pontos fracos?  
Vale a pena fazer algum tipo de análise crítica, como o SWOT, em que você lista os seus pontos fortes (interno), seus pontos fracos (interno), oportunidades (externo) e riscos (externos), para avaliar as exposições existentes.
Aliás, normalmente um crescimento rápido impõe uma necessidade maior de recursos e cria pressão de capital. As empresas são compelidas a buscar alternativas de capitalização que podem ir do aporte dos acionistas ou sócios, passando por estratégias agressivas de endividamento e até mesmo ao deliberado atraso de pagamentos de impostos e tributos. Cada qual estabelecendo seus custos e seus riscos. Quais foram as suas escolhas?
Muitas vezes a busca do crescimento gera um enfraquecimento temporário da empresa, além da maior dependência ao volume de negócios ou ao faturamento. Uma análise com cenários menos otimistas pode indicar a real situação do seu negócio.
Por isso, o desenvolvimento da sua empresa, para estabelecer novos patamares de eficiência e competitividade é essencial para o restabelecimento da sua sustentabilidade. Grande empresas não são empresas apenas grandes. São empresas que se desenvolvem ao mesmo tempo em que crescem e estabelecem uma posição competitiva superior.  
Se, com uma redução moderada do crescimento, você estiver percebendo uma situação menos confortável, verifique se o seu negócio desenvolveu-se adequadamente enquanto cresceu. Pode ser interessante direcionar o seu olhar crítico para esta situação.

Yoshio Kawakami é Presidente da Volvo Construction Equipment Latin America e também escreve no blog yoskaw.blogspot.com

sábado, 16 de junho de 2012

Mail

O novo aplicativo de email da Microsoft: Uma interface mais limpa, menos botões, ajuste de tamanho automático. Parece ser uma tendência em termos de interface, aliás a microsoft evoluiu muito e em alguns casos chega a superar a Apple neste quesito, basta ver a interface do Windows Phone, simplesmente clean. Vejam mais aqui.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Nove tendências tecnológicas que os CIOs devem ficar atentos


Gerenciar e administrar sistemas de informação de uma empresa não se limita a saber o estado atual dos equipamentos e demais soluções. É preciso se antecipar às mudanças tecnológicas que estão à frente e preparar o ambiente para as futuras arquiteturas de TI.


Por isso, as principais consultorias do mercado tendem a produzir listas que antecipam quais tecnologias serão estratégicas para o CIOs. O instituto de pesquisas Gartner identificou as dez principais tendências tecnológicas que terão grande impacto nos negócios nos próximos meses. Veja abaixo.

1. MDM
A ascensão de dispositivos móveis, como os tablets, está tornando os processos de gestão desses terminais bastante caro e complexo. À medida que se amplia o número de usuários móveis, ferramentas degerenciamento de dispositivos móveis inteligentes (MDM) serão essenciais para apoiar as várias configurações e controlar o ciclo de vida desses equipamentos. 

Por essa razão, o Gartner acredita que os CIOs devem desenvolver políticas de mobilidade para mitigar o risco associado à perda de dispositivos e também considerar uma estratégia de apoio à diversidade para alinhar o desejo de segurança e o controle da empresa com a escolha do usuário final.

2. Aplicações focadas em interfaces móveis

A gestão de aplicações e de dados dos smartphones é muito mais importante do que o terminal de gerenciamento em si. Um aplicativo pode operar em vários sistemas operacionais e o CIO deve estar ciente de que cada equipe trabalha de maneira diferente e gerencia as informações de forma totalmente oposta. O Gartner recomenda que os líderes de TI estabeleçam um centro de competências para dispositivos móveis com o objetivo de prover a atenção adequada a essa área.

3. Experiência contextual e social
Context-aware computing usa informações do usuário final ou do ambiente, suas atividades, conexões e preferências para melhorar a qualidade de interação com o usuário. O Gartner acredita que até 2015, 40% dos proprietários de smartphones permitirão que prestadores de serviços contextuais acompanhem suas atividades diárias.

4. Internet das coisas
A web deverá crescer graças a uma variedade de sensores e de inteligência artificial, permitindo que todos os tipos de objetos se comuniquem e se autogerenciem com base em informações fornecidas por outros elementos físicos. A tendência, também chamada de machine to machine (M2M), está desenhando conversas em torno de cidades inteligentes, mas também será refletida no mundo corporativo.

5. Lojas de aplicativos
Até o final deste ano, mais 31 milhões de donwloads de aplicativos serão realizados. A infinidade de opções torna difícil distinguir entre as de consumo e as de finalidade empresarial. Portanto, o CIO terá de controlar a forma como o usuário utiliza essas lojas, e que tipo de aplicações baixam pela nuvem.

6. Nova geração de análise
Tudo interligado. Esse cenário obriga as companhias a ter um sistema para entender, gerenciar e analisar a avalanche de informações, tirar conclusões, sem erros e em ambientes de nuvem, onde a demanda de recursos não pode sobrecarregar a infraestrutura da empresa.

7. Big Data
O rápido crescimento da tecnologia de consumo e a queda dos custos unitários de processamento, armazenamento e comunicações resultaram em um aumento exponencial das informações disponíveis nas organizações. 

Ao lidar com Big Data, sistemas de arquivos precisam de uma camada de abstração para permitir o processamento rápido de dados. Essas tecnologias incluem sistemas de arquivos.

8. Computação in-memory
Nesses ambientes, o principal repositório de informação está em um armazém na memória do computador ou na rede. Embora essa abordagem tenha uma série de vantagens, como maior velocidade ao acessar os dados, também envolve uma revisão da concepção de aplicações usando a tecnologia in-memory [em especial bancos de dados] para garantir que o desempenho da arquitetura não seja comprometido.

8. Servidores de baixo consumo
São máquinas construídas com processadores projetados originalmente para ambientes de baixo consumo de energia, resultando em reduções significativas de contas de energia elétrica em data centers grandes ou pequenos.

9. Cloud computing

O Gartner estima que até 2015, quase 5% de todas as máquinas virtuais vão executar a modalidade infraestrutura como serviço (IaaS). Os CIOs devem ser capazes de trabalhar com provedores distintos de cloud, pública ou privada, assim como seus próprios sistemas on premise em busca de melhor performance a um custo reduzido.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Aspect anuncia acordo com a Dell Services para oferecer soluções de Comunicações Unificadas de próxima geração.


Aspect anuncia acordo com a Dell Services para oferecer soluções de Comunicações Unificadas de próxima geração.
A Aspect anunciou recentemente um acordo com a Dell Services para oferecer soluções de Comunicações Unificadas baseadas em produtos da Microsoft para empresas e contact centers.
O acordo Aspect-Dell oferece aos clientes a tecnologia, os serviços e a expertise em contact center capazes de entregar soluções de interação com o cliente dinâmicas e eficientes, a partir de uma única fonte. O acordo também fornece aos clientes a flexibilidade e escalabilidade para customizar seus PABXs e sua solução de contact center para que melhor se adaptem às suas necessidades.
"Com mais de oito milhões de posições de atendimento disponíveis ao redor do mundo, as comunicações unificadas no contact center são uma oportunidade de mercado crescente", disse Mike Sheridan, vice-presidente global de vendas da Aspect. "O relacionamento da Aspect com a Dell oferecerá aos nossos clientes uma solução Microsoft Lync verdadeiramente abrangente para as Comunicações Unificadas e Colaboração."

O acordo Aspect x Dell fará com que clientes de todo o mundo possam adquirir soluções de comunicação unificadas de ponta a ponta de próxima geração que incluem hardware, software, serviços e suporte de um único fornecedor.


A tendencia por soluções unificadas é irreversível.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

CEO da Mozilla: browser tomará lugar do sistema operacional no futuro



Gary Kovacs, da Mozilla: não deixe a web nas mãos de um só
Gary Kovacs, da Mozilla: não deixe a web nas mãos de um só
Em visita relâmpago ao Brasil – já que seu avião pousou na parte da manhã e o retorno estava marcado para a noite –, o CEO da Mozilla Corporation, Gary Kovacs, explicou, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19/04), o que o projeto Boot To Gecko, que leva o navegador Firefox a um ambiente de sistema operacional móvel com capacidade de trabalhar offline, propõe-se a fazer. E o trabalho não é pequeno: mudar o paradigma de separação entre web via PC e smartphone, o que deve transformar totalmente, o conceito do que conhecemos como navegador.
A proposta de se valer do HTML5 como padrão open surce de plataforma móvel – permitindo ao usuário customizar seu sistema, a partir dos códigos que estarão abertos – é consumir menos processamento dos aparelhos de telefonia. Desta forma, um smartphone, que hoje precisa ser extremamente parrudo para conseguir executar aplicativos e sistema operacional, poderia ser mais espartano e obter as mesmas funcionalidades.  Como resultado, o acesso à web será mais democratizado, em especial em países como o Brasil, que tem uma parcela da população que não consegue comprar os dispositivos pela simples combinação falta de dinheiro e altos preços. Os featurephones, portanto, seriam porta de entrada para a web nessa população.
“Onde você quer viver sua vida online? No Google? Na Microsoft? Na Apple? Uma só companhia, não importa o quão boa seja, não pode satisfazer as necessidades de bilhões de pessoas no mundo”, disse o executivo, comparando o futuro lançamento, marcado para o fim deste ano e início de 2013. “É por isso que a web existe para conectar todo mundo. Acreditamos que a web, e não um sistema proprietário como o iOS, o Android ou o Windows Phone, é a melhor plataforma”. Estão sendo montadas várias parcerias de hardware, mas não foram detalhadas.
“Se for crítico empresas de navegadores, todos nós – Microsoft, Google, Nós [Mozilla] –  que com o intuito de permitir que o mundo consuma a internet móvel, nos últimos 15 anos tenhamos desenvolvido web browsers para telas de computadores cada vez maiores, porque as telas estão ficando cada vez maiores, e encolhendo para smartphones. Eu não acredito nisso. Me impressiona que não tenhamos feito um trabalho melhor. Estamos trabalhando muito fortemente para tonar a web mais consumível em dispositivos móveis”, prometeu.
De acordo com o executivo, não há  forma consistente de criar aplicações multiplataformas, porque as lojas virtuais da Apple, Android e Windows Phone não se conversam. Isso gera retrabalho ao desenvolvedor que quer ter seu app em todas elas. “Isso não é internet aberta para nós. Tudo isso contribui  para algo fundamental: limita a inovação. Hoje parece que temos muita inovação em aplicativos porque começamos do zero. Dez anos atrás, a inovação da internet era muito devagar. AOL tinha 17 milhões de usuários, quando o ambiente foi aberto para padrões open source, saltou para cem milhões. O mesmo vai acontecer com mobile”, complementou.
Na visão do executivo, um ambiente web permitirá que os 2,5 milhões de desenvolvedores web entregar seus aplicativos independentemente da plataforma em qualquer ligar do mundo. uma vez feitas em HTML5, rodam em qualquer browser.
 1. Haverá conversa entre a plataforma e sistemas operacionais convencionais?
Gary Kovacs: O fato de não conseguir rodar em um browser é o problema. Estamos forçando usuários a escolher onde ele viverá sua própria vida: Google, Apple ou Microsoft. E por isso que a abertura da web é tão critica. Se eu for obrigado a escolher onde terei que viver minha vida online, isso irá contra a ideia da web, que é conectar a todos, sem distinções. O que vimos há dez anos estamos vivendo hoje. O segundo problema: é improvável, se não impossível, que uma companhia, não importa quão deliciosa [aqui, talvez, fazendo uma alusão ao Google e à proposta de nomear as versões do Android com nomes de doces, como Ice Cream Sandwich, Honeycomb, etc] ela seja, consiga satisfaze todas as nossas necessidades. A web existe hoje para conectar a todos. Se o aplicativo for criado em HTML5, vai rodar lindamente no Boot To Gecko. Se for em Android, vai rodar no browser.  
2. O modelo que conhecemos hoje vai ser substituído por esse modo padronizado em web?
Kovacs: Estamos entrando em previsões. Não acredito que vão brigar. Serão plataformas múltiplas, mas acho que o que acontece é o mesmo que Steve Jobs disse uma vez: a web continua. O primeiro iPhone foi o primeiro conectado à internet, mas o HTML5 não estava pronto. Browser modernos, compatíveis com a mobilidade, são uma realidade há apenas um ano. O Google se importa muito com padrões abertos. Tudo isso vai para um bom lugar, mas vai levar tempo.
3. Mas o pontapé da Mozilla seria uma motivação para a forma de consumir internet no dispositivo móvel mudar?
Kovacs: Acho que vai ser um chute inicial sim. Na Mozila, não estamos em busca de lucro, não respondemos a acionistas ou ao público, mas aos usuários da web. Nossa motivação não é dirigir lucros, mas dirigir a web. Temos que tomar essa posição para que alguém comece a chutar conosco. A história vai nos contar se quando começarmos esse processo vão fazer o mesmo. Acredito que isso vá acontecer.
 4. E qual o impacto desse novo conceito em privacidade?
Kovacs: A  forma como a Mozilla coloca a oferta dita a política de privacidade. Em sua existência, é focada nisso, não há dados coletados, não usamos para vender coisas para você. Isso, na verdade, nem chega até a nós. Deste ponto de vista, é o único browser hoje que não registra seu comportamento, o que você  faz, onde navega. Isso porque não queremos fazer dinheiro vendendo você, estamos permitindo que a internet seja aberta, e estamos construindo as mesmas políticas e implementações no Boot To Gecko. Vai haver um painel de privacidade, para determinar como você quer que seu dado seja apresentado, se você não quer que vá a lugar nenhum.
 5. Haverá uma app store? Se sim, quais os cuidados com segurança?
Kovacs:Ao final deste ano terá o Open Web Marketplace, para colocar aplicativos – gratuitos e pagos. Ela terá todas as funções que uma loja de aplicativos tem. Desde nossa existência somos líderes em segurança, tanto de invasores quanto de dados do usuário. A tecnologia é a mesma que trazemos. Segurança e privacidade são os drivers de como criamos nosso programa. Isso é tão critico quanto é no Firefox.6. Não está muito tarde para tentar mudar o usuário de lugar? Ele já não está confortável em escolher onde quer ficar?
Kovacs: Absolutamente. Estamos muito no começo, não somos nem 10% da web [em termos de acessos móveis].Quanto mais pessoas adotam, maior será a frustração de ter de escolher onde ficar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Nos próximos anos, TIC ganhará nova dimensão


O ano passado deve ficar marcado na história pelo advento de tendências que acabarão por romper com os atuais paradigmas do setor. A TI do futuro começou a ganhar novos contornos com conceitos e tecnologias como mobilidade, consumerização, cloud computing, Big Data e negócios sociais. Segundo especialistas, essas tendências criarão um ambiente em que a gestão da tecnologia nas empresas ficará muito mais complexa mas, ao mesmo tempo, vai gerar grandes oportunidades. A TI dos próximos anos será a chave para o desenvolvimento de novos negócios e para o aumento da competividade.

No ano em que se iniciou essa nova fase de transformações, outro desafio da TI foi dar resposta à grave crise dos países desenvolvidos. Em 2011, os números do setor mostram que ele respondeu bem às dificuldades econômicas dos Estados Unidos, da União Europeia e do Japão. Segundo a consultoria IDC, a TI deve atingir faturamento de pouco mais de 1,7 trilhão de dólares, o que significará crescimento de 7,3%, taxa que foi garantida, em grande parte, pelas nações emergentes como China, Brasil e Índia. Para o mercado brasileiro, o instituto prevê expansão de 13%, já para China e Índia, a expectativa é que tenham incremento de 21% e 12%, respectivamente.
Cláudio Soutto Mayor, líder da área de Consultoria de TI da Deloitte, diz que o ano de 2011 foi um período de aprendizado em relação aos impactos causados  pelo avanço do conceito de cloud computing, mobilidade e necessidade de uso de soluções analíticas. “A combinação desses três fatores acarretou em mudanças globais da TI. Mas aqui no Brasil estamos em momento favorável na economia, que deve ajudar no crescimento das empresas e consequente aumento de investimentos em TI”, afirma.

Um pouco abaixo da média mundial, e representando algo em torno de um terço do total do faturamento da TI global, o mercado norte-americano deve apresentar aumento de 6,7% neste ano. Já a Europa Ocidental, não crescerá mais do que 3,5%, segundo previsões da IDC. E o Japão, afetado pela crise econômica e pelos efeitos do terremoto e pelo tsunami, que atingiram o país no primeiro trimestre, terá desempenho negativo, com recuo de 2,4%.

O gerente-geral da IDC Brasil, Mauro Peres, informa que as dificuldades econômicas de 2011 foram amenas se comparadas à gravidade da crise de 2008 e 2009, que levou à suspensão dos investimentos. “Grandes projetos são os que mais sofrem quando há uma crise mais profunda. E o que se viu em 2010 e 2011 foi a retomada de muitos investimentos que foram interrompidos em 2008 e 2009”, diz o executivo. Em 2011, prossegue, o mercado de serviços de TI manteve constância, por ser mais estável. 

Segundo ele, a expectativa é de que os países desenvolvidos cresçam mais do que neste ano, com os da Europa apresentando incremento de 4,9%, os Estados Unidos, 7,1%, e o Japão se recuperando, com expansão de 3,5%. Já os países emergentes sofrerão desaceleração, sentindo os efeitos da crise econômica internacional. No entanto, esses mercados continuarão com taxas mais altas. Na América Latina, a expectativa é de alta de 9,8%, ante 13,2% em 2011, sendo que o Brasil expandirá 11,5%. “O País vai continuar avançando, com previsão de crescer quase quatro vezes o PIB”, afirma Peres, lembrando que o Brasil, junto com Índia e China, continuará a ser um dos mercados mais cobiçados pelas empresas. 

Segundo o analista de mercado da IDC, Martim Juacida “a mobilidade está no centro das atenções dos consumidores”. A condição da economia no País, somada ao fato de a classe média continuar com acesso a crédito, faz com que o segmento aponte para números maiores a cada trimestre.
Mayor, da Deloitte, acrescenta à explosão da mobilidade, o aumento da demanda por aplicações de inteligência de negócios, que acabaram saltando para os dispositivos móveis, aprimorando e agilizando as tomadas de decisão e aquecendo ainda mais a febre de tablets e smartphones.
Independentemente do desempenho do setor de TI no mundo, o que não muda são as atuais tendências para aquilo que a IDC definiu como a “Terceira Onda de Tecnologia”. Segundo Peres, redes sociais, explosão de dados, mobilidade e nuvem, são ingredientes disruptivos, que alteram a forma como a Tecnologia da Informação será desenvolvida no futuro. Por conta disso “o ambiente de TI está ficando mais caótico e mais difícil de ser gerenciado. Trata-se de uma época em que a tecnologia está se fragmentando. Um ambiente em que ela é mais complexa de ser gerenciada, porém com maior potencial de se usá-la para gerar valor ao negócio”.

Com a explosão do universo digital, o gestor de TI precisa ter consciência de que terá de trabalhar muito para minimizar o risco que esse nível caótico pode gerar. Para o executivo da IDC, o CIO deve conscientizar-se de que, cada vez mais, perderá o controle sobre a tecnologia acessada pelos usuários nas empresas. “O crescimento de informações em zetabytes é exponencial. Em 2020, vamos ter mais smartphones do que PCs, até dez vezes mais servidores no mercado de TI do que existem hoje, 70 vezes mais informações para serem gerenciadas e o número de pessoas alocadas em TI vai crescer apenas uma vez e meia. E o orçamento somente duas vezes maior”, diz. 

Segundo dados do instituto de pesquisas Gartner, em 2010, a base instalada de PCs móveis e smartphones superou a de PCs. Cerca de 20 milhões de tablets (como o iPad) foram vendidos em 2010, mas, até 2016, o Gartner estima que 900 milhões de tablets serão comercializados, o que representa um equipamento para cada oito pessoas do planeta. Até 2014, os dispositivos baseados em sistemas operacionais móveis [como o iOS da Apple, o Android do Google, e o Windows 8 da Microsoft] superem todos os sistemas baseados em PCs. 
“Há três anos, medimos o uso corporativo das redes sociais. Menos de 20% das empresas empregavam em 2009. Em 2011, mais da metade das companhias já a adotou para alguma função corporativa”, diz Peres.

Para os analistas do Gartner, o crescimento das mídias sociais tem significado o advento da informação instantânea, com a criação de um ambiente para aplicativos sociais e preparado terreno para a era dos negócios digitais. O vice-presidente do Gartner, Peter Sondergaard, afirmou durante o evento Gartner Symposium ITxpo 2011, realizado no final do ano passado, em São Paulo, que o próximo estágio da chamada computação envolverá clientes, cidadãos e funcionários com os sistemas corporativos.
“Com 1,2 bilhão de pessoas nas redes sociais - cerca de 20% da população mundial – a computação em nuvem está em nova fase. Os líderes de TI devem incorporar imediatamente as capacidades de software social em seus sistemas empresariais”, disse Sondergaard.

Na opinião do executivo do Gartner, o tradicional data warehouse empresarial, centralizando todas as informações necessárias para as decisões, não terá lugar nessa nova era. Para Sondergaard, múltiplos sistemas, incluindo gestão de conteúdo, data warehouses, data smarts e sistemas de arquivos especializados, unidos com serviços de dados e metadados, vão se tornar um warehouse “lógico” dos dados empresariais. “A informação é o combustível do século 21, e as análises, o motor de combustão”, descreve Sondergaard.

Nesse estágio, entra outra tendência disruptiva, pois essa busca por análises vai gerar um volume sem precedentes de informações com enorme variedade e complexidade. Isto está levando a uma mudança nas táticas de gestão de dados, conhecida como Big Data, criando o que o Gartner denomina Estratégia Baseada em Padrões (Pattern-Based Strategy Architecture, em inglês), que busca sinais e os modela pelo seu impacto – e, depois, os adapta ao processo de negócio da organização.