Mostrando postagens com marcador Carreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carreira. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de abril de 2013

ThoughtWorks


A empresa norte-americana ThoughtWorks, especializada no desenvolvimento de aplicações por meio de metodologias ágeis e plataformas de software livre, realiza neste final de semana (dias 6 e 7) em São Paulo um Boot Camp para recrutamento e seleção de programadores e analistas de qualidade de software. O objetivo é identificar profissionais para preencher vagas nas cidades de Porto Alegre e Recife.

Os boot camps são eventos de imersão geralmente voltados para treinamento e networking profissional. No caso da ThoughtWorks, a agenda inclui relacionamento com outros profissionais da empresa e maratonas de exercícios de lógica e programação. Os candidatos interessados podem se inscrever no site da empresahttp://join.thoughtworks.com/events/recruitment-boot-camp-sao-paulo.
"Buscamos pessoas apaixonadas por tecnologia, que gostem de trabalhar em soluções desafiadoras e que queiram fazer a diferença", diz Camila Tartari, Líder de Recrutamento. "Os candidatos vão certamente se surpreender com dois dias muito intensos, mas que oferecerão uma oportunidade única para conhecer a ThoughtWorks e mostrar o que eles realmente sabem fazer de melhor”, comenta Ana Paula Machado, caçadora de talentos que estará presente no evento.
A ThoughtWorks está no Brasil há três anos, com escritórios em Porto Alegre e Recife, e está iniciando operações  em São Paulo. Ao todo já são 150 colaboradores no Brasil e esse número deverá aumentar em mais 50 funcionários até o final desse ano. No mundo todo a empresa atua há 20 anos e reúne mais de 2.300 funcionários – os ‘ThoughtWorkers’ – atendendo clientes em escritórios na  África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China,  Estados Unidos, Índia, Inglaterra, Singapura e Uganda.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Linguagem Cobol está ameaçada de morte?


Fonte: Computerworld


O futuro de Cobol não está ameaçado pelo abandono dessa tecnologia pelas empresas, mas pela falta de profissionais com domínio desta linguagem de programação, constata estudo global da Micro Focus. 

De acordo com o estudo da Micro Focus, 14% dos professores universitários do mercado mundial consideram Cobol uma tecnologia ultrapassada. Como consequência disso 73% dos estudantes de ciência da computação não têm acesso à programação Cobol em seu currículo.
Na contramão desse movimento, pelo menos 71% das grandes organizações disseram que vão continuar criando aplicativos para essa plataforma nos próximos 10 anos.
São dados preocupantes, especialmente se considerarmos que a cada dia a plataforma Cobol suporta 90% dos sistemas de negócios das empresas da Fortune 500, ou seja, das maiores empresas do mundo. Da mesma forma, 70% da lógica de negócios críticos são escritos nessa língua.
No entanto, muitos críticos afirmam que essa linguagem já não é aplicada no desenvolvimento de software. Mas os números, principalmente prestados pela Micro Focus, mostram que ocorrem todos os dias mais 200 transações de Cobol, mas que as buscas pelos sites Google+ e YouTube, dois dos portais mais visitados. 
Além disso, 1,5 milhões de linhas de código Cobol são escritas todos os dias, com um investimento total neste campo de mais de milhões de dólares e emprega dois milhões de pessoas em todo o mundo.
A arquitetura Cobol aparece com base nesses dados em quase todos os setores da economia. Assim, esta linguagem conecta atualmente 500 milhões de usuários de telefonia móvel a cada dia. 
Na saúde, os aplicativos Cobol gerenciam o atendimento de 60 milhões de pacientes a cada dia, enquanto na área comercial a plataforma processa 85% de todas as transações de negócios por dia. Hoje, 95% de todas as operações em caixas eletrônicos usam essa linguagem. 
Os aplicativos Cobol estão envolvidos também no transporte de 72 mil containers e processa 85% das operações portuárias. A tecnologia permite a reserva de 96 mil pacotes de viagem por ano e transaciona 80% de todas as operações dos pontos de vendas, segundo revela o estudo da Micro Focus.
No Brasil, Cobol está presente nas operações do sistema financeiro e em diversas companhias de grande porte como é o caso das operadoras de telecomunicações. Aqui muitos universitários dos cursos de tecnologias nunca estudaram essa linguagem em razão de a tecnologia não fazer parte da grade curricular. 
Por essa razão, algumas empresas como IBM criaram programas para incentivar professores e os futuros talentos de TI a se interessarem pelas plataformas do mundo mainframe. Elas temem que os cobolistas veteranos se aposentem e não tenha sangue novo para substituí-los. 
Em resumo, o Mercado precisa de profissionais que SAIBAM programar. Arrasta e cola, resolve um certo tipo de problemas, mas não resolve os problemas mais importantes. 

terça-feira, 26 de março de 2013

Carreira de desenvolvimento, regulamentação e o valor da experiência


Entrevista com Jorge Diz por Marcelo Costa em 06 Fev 2013 Duração 00:23:07    


Sumário
Nesta segunda parte de uma entrevista com Jorge Diz, desenvolvedor, arquiteto e 

professor, são discutidos, entre outros temas, a regulamentação das profissões em informática, a carreira de TI em geral e o valor da experiência.

Bio


Jorge Diz desenvolve, testa e busca entender software há quase três décadas. 


Com frequência, palestra em eventos técnicos e participa da organização de outros, como o TDC. É Mestre em Engenharia Elétrica e Bacharel em Ciência da Computação, 

Ambos pela UNICAMP. 

Atualmente trabalha como desenvolvedor de produtos para o mercado financeiro 
na Maps Soluções e Serviços.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cientista de dados é profissão do futuro


Apaixonado por números, o estatístico Julio Guedes aprendeu em seus 17 anos de experiência no mercado financeiro a analisar grandes bancos de dados para encontrar informações que possam aumentar a lucratividade dos negócios. Com essa habilidade, ele tornou-se cientista de dados e ocupa atualmente o cargo de gerente-executivo de Analytics e Data Intelligence para a América Latina da Serasa Experian, onde é desafiado diariamente pelo fenômeno do Big Data.


A companhia onde Guedes trabalha processa mais de 6 milhões de consultas por dia para atender os mais de 500 mil clientes direitos e indiretos. Para tentar extrair ouro dessa grande mina de dados e dar inteligência aos negócios, o executivo conta com ajuda de uma equipe de mais de cem especialistas em Big Data distribuídos pela América Latina, sendo que 70 estão baseados no Brasil.
O desafio desse cientista de dados é capturar informações em tempo real, sendo a maioria não-estruturadas, como as publicadas em redes sociais, sites e nos diferentes Diários Oficiais. Guedes filtra tudo, cruza, analisa com os diversos bancos de dados da companhia e entrega relatórios valiosos que apóiam as estratégias de negócios. Desse trabalho surgem novos produtos que a Serasa Experian vende para seus clientes com a proposta de ajudá-los a reduzir o risco na concessão de crédito e coibir operações fraudulentas.
“Checamos se as pessoas que estão fazendo novas compras são realmente quem dizem ser”, explica Guedes, destacando que esse trabalho diminui calotes no mercado. “Dar crédito para inadimplente é um problema e trava a economia”, avalia o executivo. Ele considera que o cientista de dados é peça-chave para as companhias que operam com grandes massas de informações. Na sua visão, esse profissional é a conexão com o mercado porque transforma dados em negócios.
Profissionais como Guedes estão sendo muito demandados pelo mercado. Com aumento do interesse das organizações pela implementação de projetos de Big Data, a profissão de cientista de dados ganhou importância e se tornou uma carreira promissora, tendo sido considerada pela revista Harvard Busines Review como o emprego mais sexy do século 21.
Esses talentos estão sendo recrutados por empresas como PayPal, Amazon e HP. Os departamentos de TI também estão procurando por cientistas de dados e especialistas em ferramentas Hadoop, projetadas para uso intensivo de dados e aplicações distribuída e adotadas por sites populares como o Yahoo, Facebook, LinkedIn e eBay. As oportunidades de trabalho para esses profissionais estão surgindo em todos os setores, entre eles varejo, finanças, energia, saúde, utilities e mídia.
Porém, como se trata de uma profissão nova, achar gente com esse tipo de capacitação não é tarefa fácil. Especialmente no Brasil, onde há déficit de talentos qualificados em TI. A procura por cientista de dados vai crescer, alerta o instituto de pesquisas Gartner. Segundo estudos da consultoria, a ampliação das iniciativas de Big Data exigirá a contratação de um exército de 4,4 milhões de especialistas nessa área em todo o mundo até 2015.
Segundo Peter Sondergaard, vice-presidente sênior do Gartner, ter profissionais especializados para dar suporte a Big Data é um desafio global. Ele constata que os sistemas de educação tanto públicos quanto privados são falhos e não têm como formar essa quantidade de profissionais na velocidade que as empresas precisam.
“Essa área vai movimentar a economia no mundo todo, mas apenas um terço dos cargos será preenchido”, estima Sondergaard. Ele prevê que os especialistas em dados serão muito valorizados no mercado global. Das 4,4 milhões de oportunidades que serão geradas, 1,9 milhão serão oferecidas na América do Norte, 1,2 milhão serão abertas na Europa Ocidental e o 1,3 milhão restante será distribuído pela Ásia/Pacifico e América Latina.
Pelas projeções do Gartner, o Brasil deverá abrir 500 mil vagas para profissionais com habilidades em Big Data nesse período. O problema é onde buscar esses talentos, considerados uma preciosidade não só aqui, mas também no mercado externo.
Busca por especialização
As universidades do Brasil ainda não oferecem graduação para formação de cientistas de dados. Os Estados Unidos estão um passo adiante e algumas instituições estão criando cursos nesse nível para os que querem seguir a carreira. Por aqui, os programas oferecidos são mais no campo da pós-graduação. A Serasa Experian, por exemplo, resolveu criar um curso sob medida para capacitar seus talentos em Big Data.
A empresa fechou uma parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo (USP) para oferecer uma pós-graduação em “Inteligência Analítica”, com duração de 18 meses. O curso começou no ano passado, mas por enquanto é fechado para funcionários da companhia. A empresa tem intenção de abrir essa especialização para o mercado.
A Escola de Matemática Aplicada (Emap) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro também está oferecendo especialização em Big Data pelo seu programa de pós-graduação. O mestrado é em Modelagem Matemática da Informação, tem duração de dois anos e engloba disciplinas de Matemática Aplicada, Ciência da Informação e Ciência da Computação.
O coordenador da pós-graduação da Emap FGV, Renato Rocha Souza, explica que o mestrado foi criado para atender a demanda por profissionais com habilidades em Big Data no Brasil. O curso tem o objetivo de apresentar aos alunos as diferentes técnicas de data mining, processo de exploração e mineração de dados para tentar preencher a lacuna existente pela falta de graduação nessa área.
Segundo Souza, os que procuram a pós-graduação da Emap FGV são geralmente profissionais de áreas técnicas e os que “gostam” de números como engenheiros, matemáticos, estatísticos, cientistas da computação e economistas. São alunos que procuram o curso em busca de novas oportunidades do mercado de trabalho.
De acordo com o professor, esses talentos têm sido bastante requisitados pelas empresas e ganham bons salários. Alunos do curso estão trabalhando em organizações como Petrobras e Gávea Investimentos. “Temos visto universidades oferecendo mestrado em Big Data porque é mais fácil misturar as matérias que são importantes para o currículo”, constata Pedro Desouza, cientista de dados brasileiro, que exerce o cargo de gerente sênior de Consultoria Inteligência de Negócios da EMC, baseado em Dallas, nos Estados Unidos.
Competências necessárias
O cientista de dados tem de saber programação, ser capaz de criar modelos estatísticos e ter o conhecimento e domínio apropriado de negócios. Precisa também compreender as diferentes plataformas de Big Data e como elas funcionam. Usualmente esse profissional é formado em estatística, matemática ou ciências da computação.
Desouza explica que cientista de dados tem capacidade analítica para identificar informações de valor e fazer previsões de situações com base na tecnologia de Big Data. Ele tem de transformar tabelas de números em palavras e ser bom em comunicação para traduzir dados na linguagem dos negócios.
“O cientista de dados também precisa ter muita criatividade para conseguir construir gráficos bonitos, com boa visualização e que possam ser compreendidos pelos clientes. Eles têm de saber transformar cem tabelas em duas com dados fáceis de serem interpretados”, ensina Desouza.
É para ajudar na formação desses profissionais que a EMC promoveu em janeiro no Brasil a primeira edição da Summer School on Big Data (Escola de Verão EMC em Big Data). O curso gratuito de uma semana recebeu cerca de 700 inscrições, sendo que 160 foram selecionados para participar das aulas.
O programa reuniu pesquisadores, estudantes de pós-graduação e profissionais interessados em atuar nessa área. Segundo Angelo Ciarlini, gerente de Pesquisa do Centro de Pesquisa & Desenvolvimento em Big Data da EMC, a Escola de Verão teve o objetivo incentivar a pesquisa em Big Data no Brasil e formar especialistas no assunto.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Telemarketing aposta na mão de obra da 3ª idade para melhorar serviços


Telemarketing-aposta-na-mao-de-obra-da-3-idade-para-melhorar-servicos-televendas-cobranca-oficial
‘Não faltam, não atrasam, se dedicam mais’, explica gerente de RH.
Convênios de saúde e odontológico atraem quem tem mais de 60 anos.
Conhecido por empregar principalmente jovens na situação do primeiro emprego, o setor de telemarketing está em busca de profissionais da terceira idade. Maturidade e comprometimento estão entre as razões para que as empresas invistam neste perfil. Para trabalhar como operador, função que emprega a maior parte dos funcionários no setor, não é preciso experiência. Isso estimula quem está a procura de uma recolocação profissional já em idade avançada ou quem quer se manter ativo após a aposentadoria.
Trabalhar no setor de telemarketing é garantia de benefícios que ajudam no orçamento familiar para quem está na terceira idade, como assistência médica e odontológica. A média de salário para a função de operador é de R$ 700, mas é possível fazer plano de carreira na empresa e conseguir remuneração de até R$ 5 mil no cargo de coordenador de atendimento. As empresas também oferecem cursos gratuitos de capacitação, desenvolvimento de funcionários para cargos de gestão e programa de recrutamento interno que possibilita desenvolvimento de carreira.
Uma empresa de contact center instalada em Campinas (SP) possui no quadro de funcionários 124 pessoas com mais de 45 anos, sendo que 11 estão acima dos 60 anos. O operador Virgílio Amaral tem 53 anos e garante que disposição não falta para se manter em três empregos, entre eles em uma empresa de contact center instalada em Campinas (SP). Além de trabalhar em um escritório de advocacia e em uma Organização Não Governamental (ONG), ele divide o tempo no trabalho com telemarketing.
Telemarketing-aposta-na-mao-de-obra-da-3-idade-para-melhorar-servicos-televendas-cobranca-interna-1
A aposentada Ruti Amaral não pensa em parar de trabalhar. Ela trabalha com atendimento ao cliente há nove meses e diz que já se adaptou à nova rotina, mesmo aos 62 anos. “Não dá pra parar. A gente para no tempo… Deprime, falta dinheiro, falta tudo…”, explica a aposentada.
Mara Lima também trabalhava como operadora, mas conseguiu se destacar e foi promovida para a função de monitora de qualidade. Para conseguir o novo cargo, a disputa foi com pessoas bem mais jovens. “Eu disputei a vaga com 17 pessoas, na maioria todos jovens. Foi prazeroso, porque pude perceber que sou capaz”, ressalta.
A gerente de recursos humanos da Atento, Christina Leon, que possui funcionários nesta faixa etária, explica que os funcionários acima de 45 anos são vantajosos para a empresa porque são mais compromissados com o trabalho. “Eles são habilidosos, pacientes, tranquilos. Não faltam, não atrasam, ficam mais tempo, se dedicam mais”, afirma.
Setor em números
O setor de telemarketing emprega 1,4 milhão de funcionários no Brasil. A maior parte desses trabalhadores é composta de mulheres jovens, no seu primeiro emprego, com ensino médio completo cursado em escola pública. A estimativa do Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos (Sintelmark) é que o número de empregados mantenha o crescimento anual de 11%, índice parecido ao verificado nos últimos 12 anos.
Telemarketing-aposta-na-mao-de-obra-da-3-idade-para-melhorar-servicos-televendas-cobranca-interna-2
De acordo com o Sintelmark, cerca de 550 mil operadores atuam em empresas terceirizadas, sendo 350 mil em São Paulo, enquanto 850 mil trabalham em setores de call center próprios das empresas. Cerca de 45% dos teleoperadores atuam em serviço de atendimento ao cliente (SAC), enquanto 22% trabalham em televendas, 23% em recuperação de crédito e 10% em outras atividades.
As principais funções do setor de contact center são operador, auditor, monitor, supervisor, coordenador de atendimento, gerente operacional, gerente de cobrança, gerente comercial e gerente de tecnologia. Na área de tecnologia da informação das empresas, os principais cargos são de técnico de telecomunicação, técnico em eletrônica, programador da linguagem Java, programador da linguagem DotNet e administrador de redes. Existe ainda a função de assistente administrativo de diversos departamentos, como recursos humanos e financeiro.
As empresas do setor, segundo o Sintelmark e o Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), têm vagas abertas todas as semanas devido à alta rotatividade, que gira em torno de 7% ao mês. Um dos motivos para o entra e sai é que funcionários usam o emprego como “trampolim” para vagas em outros setores. Outra razão é o mercado aquecido da área, que faz com que as empresas de telemarketing disputem os trabalhadores.
“Tem a situação do jovem que procura o primeiro emprego e depois muda para outra coisa. E tem o aspecto de muita oferta, o empregado joga dentro do próprio setor em busca de carga horária, salário e benefícios melhores”, explica Stan Braz, diretor-presidente executivo do Sintelmark. Stan Braz afirma que o setor de telemarketing respeita a diversidade e não discrimina ninguém na hora de contratar. “O importante é ser maior de 18 anos, ter no mínimo nível médio de escolaridade e saber se comunicar”.

Exame para certificação de segurança da CompTia ganha versão em português


A CompTIA, que fornece certificações para os profissionais de tecnologia da informação (TI) em todo o mundo, passa a oferecer uma versão em português do exame para obtenção de seu selo CompTIA Security+.


Segundo a entidade, a certificação CompTIA Security+ credencia profissionais experientes na área da cyber segurança, um dos campos de crescimento mais rápido da TI. Mais de 230 mil especialistas no mundo todo já receberam esse título. 

"O setor de TI no Brasil está crescendo em ritmo acelerado e o número de pessoas com acesso à internet também está aumentando", afirmou Terry Erdle, vice-presidente executivo de certificação de habilidades da CompTIA.
Ele argumenta que a versão em português da CompTIA Security+ se justifica pelo avanço do mercado brasileiro de TI. O execuivo observa que o setor está em ritmo acelerado de expansão, aumentando também o acesso à internet . Esses fatores, segundo ele, intensificam a necessidade de uma forte vigilância de cyber segurança.

O executivo ressalta que os profissionais que já receberam essa certificação aprenderam a aplicar seu conhecimento de conceitos de segurança, ferramentas e procedimentos para reagir a incidentes. Eles também têm conhecimentos para prever riscos de segurança e de se proteger contra eles. 

O exame
Antes de realizar o exame CompTIA Security+, os profissionais precisam obter o certificado CompTIA Network+ ou ter pelo menos dois anos de experiência em rede técnica com ênfase em segurança. O teste contém 100 questões, que devem ser respondidas em 90 minutos. Para ser aprovado, o candidato precisa atingir uma pontuação de, no mínimo, 750 em uma escala de 100-900.

Além da nova versão em português, o exame da CompTIA Security+ está disponível em inglês, alemão, japonês, coreano, mandarim simplificado e mandarim tradicional. Para mais informações, acesse CompTIA Certification.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Carreira: 2013 marca a ascensão do especialista em experiência do usuário


Roberto Masiero lembra-se bem do ano de 2011, quando ficou claro para ele que a concepção de uma aplicação móvel era um esforço consideravelmente diferente do que projetar uma aplicação para desktop.

Como chefe dos laboratórios de inovação da empresa de terceirização ADP, que processa 10 bilhões de dólares de folhas de pagamento, Masiero gerenciou a equipe de engenharia encarregada de criar o ADP Mobile, versão móvel da aplicação de gestão de capital humano da companhia.
"Começamos com uma lista de cem recursos que consideramos incríveis", lembra Masiero. Mas o entusiasmo de sua equipe acabou depois que um grupo de designers de experiência do usuário (UX, na sigla em inglês) de uma agência externa foi contratado para participar do projeto. Esse time considerou os recursos irrelevantes para os usuários móveis, argumentando que tantas opções iriam confundi-los.
Ao final, os designers reduziram a lista de recursos para menos de 80% do projetado inicialmente. "A mensagem deles era simples: menos é mais", afirma Masiero. Em um aplicativo móvel, é melhor fornecer 20 itens de informação mais importantes do que forçar as pessoas a navegar por cem recursos que talvez nunca usem. "Aprendemos que é preciso abrir mão da perfeição em nome da usabilidade."
Masiero, assim como outros líderes de tecnologia, percebeu que na era da mobilidade, áreas de TI que não têm um especialista em experiência do usuário vão enfrentar desafios diante da concorrência. 
Os desenvolvedores de interface de usuário (UI, na sigla em inglês) e experiência do usuário estão em alta, afirma Shane Bernstein, diretor da QConnects, empresa californiana de recrutamento digital. E esse é um fenômeno relativamente recente, completa. Entre 2010 e 2011, a QConnects observou aumento de 25% na busca por designers de UX. Entre 2011 e 2012, o aumento foi de 70%.
Os salários também estão saltando. Recrutadores apontam que os salários iniciais desses talentos variam de 70 mil dólares a 110 mil dólares nos Estados Unidos. O Creative Group, divisão da Robert Half Technology, especializada na seleção de talentos, começou a acompanhar a demanda por designers de UX de forma separada em sua pesquisa salarial anual em 2011. Como resultado constatou que os salários subiram 6,2% em 2012 e a companhia espera salto de 4,8% em 2013.
Graças à Apple, usuários esperam perfeição
Na linguagem do design, a interface de usuário é o que o usuário vê. Já a experiência do usuário é como o aplicativo se comporta. Recrutadores e profissionais afirmam que os designers precisam saber os dois elementos. Ou seja, devem se concentrar não apenas em como um projeto parece, mas no "wireframe" todo da aplicação.
Afinal, o que está impulsionando a demanda por tais habilidades? Muitas pessoas na indústria dão o crédito (ou a culpa) à Apple, com a sua atenção quase fetichista de como hardware, design e interface devem funcionar em sintonia. "Agora, as pessoas esperam que tudo o que eles têm funcione da mesma forma que o iPhone", destaca Matt Miller, CTO da CyberCoders, companhia de recrutamento nos Estados Unidos.
Com a explosão da computação móvel o cenário foi intensificado. "Com os dispositivos móveis se tornando onipresentes, temos de servir 30 milhões de usuários, de um funcionário em um canteiro de obras a um piloto de avião. A empresa deve criar um projeto para que a experiência seja acessível a todos, enquanto continua a fornecer uma sensação de exclusividade”, comenta Masiero.
Alta tecnologia
Com o design na vanguarda da mente das pessoas, especialistas de UX estão sendo caçados pelas empresas. A demanda é alta, mas a oferta não está no mesmo nível. Um dos motivos é a dificuldade de encontrar um profissional que reúna capacidades de programação, design e comportamento humano. "Quando você encontrar essa pessoa, me avise", brinca Masiero.
"Fazemos um pouco de pesquisa de mercado e um pouco de psicologia. Usamos diferentes metodologias juntas", diz o designer de experiência do usuário, Whitney Quesenberry, que dirige sua própria agência nos Estados Unidos. Sua empresa tem realizado trabalhos para Novartis, Siemens, Dow Jones e Eli Lilly. "UX é como programação", compara.
Donna Farrugia, diretora-executiva do The Creative Group, agência de criação, insiste que o bom talento da área é aquele com capacidade de combinar design e layout com habilidades tecnológicas que abrangem HTML e JavaScript. Características reunidas por Michael Beasley, designer para marketing de internet da agência Pure Visibility, nos Estados Unidos. Ele cursou Inglês e música pela Universidade de Michigan, e depois obteve um diploma de mestrado em Interação Homem-Computador.
"Foi onde conquistei minha habilidade para atuar com design de interface", diz Beasley. "A abordagem multidisciplinar me ensinou cognição humana, design, e princípios de usabilidade. Também tenho um bom entendimento de como funcionam as organizações e os fluxos de informação. Isso me fez uma pessoa completa", relata.
Esse perfil de profissional tem um bom alinhamento com gerentes de TI como Masiero, para quem um bom design vai além de cantos arredondados em ícones. "Queremos alguém que entenda o modelo mental do usuário e traduza isso para o comportamento da aplicação. Ele tem de sempre pensar em fazer o usuário confortável”, explica.
“Designers que entendem interação humana estão um passo à frente dos outros", concorda Donna. "Eles são peças raras e preciosas."
Contar com um time próprio de UX?
No mundo dos negócios, quase tudo hoje depende do sucesso de aplicações móveis. Por isso, a maioria das empresas sente que não pode renunciar ao desenvolvimento até faculdades ou escolas profissionais formarem profissionais com a combinação ideal de design e sensibilidades de codificação.
Enquanto isso, para lidar com a falta de mão de obra na área, as organizações formam equipes multidisciplinares para substituir um especialista em UX. "Um designer pode não ser capaz de programar, mas ele deve ser capaz de ter uma conversa razoável com um programador para que compreenda o impacto de uma decisão de projeto", aconselha Quesenberry.
Donna tem observado a formação de equipes híbridas nos últimos meses. "Pessoas do lado técnico estão interagindo com mais frequência com a equipe de front-end para entender usabilidade e cenários de uso”, constata.
"Um designer realmente criativo pode ajudar a organização a obter grandes saltos de qualidade. Mas o lado quantitativo é muito importante. Designers precisam se sentir mais confortáveis com o lado técnico para construir essas habilidades”, conclui Beasley.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Como profissionais de TI podem concorrer a bolsa para estudar no exterior


Estão nos seus projetos dar um upgrade na sua carreira em 2013 com estudos fora do Brasil. Jovens talentos que estão fazendo graduação na área de Tecnologia da Informação ou profissionais que já atuam no mercado e fazem pós-graduação podem concorrer a uma bolsa para estudar no exterior pelo programa Ciências sem Fronteira (CsF). As inscrições para seleção para o próximo ano estão abertas.

O prazo das inscrições para bolsa em cursos de graduação sanduíche vai até 14 de janeiro. Já para os programas de doutorado o prazo encerra no dia 31 de janeiro de 2013.

O CsF foi criado pelo governo federal com o objetivo de promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, inovação e competitividade brasileira por meio do intercâmbio com universidades estrangeiras. 

Pela iniciativa, alunos de graduação e pós-graduação têm a oportunidade de fazer estágio no exterior e manter contato com sistemas educacionais de tecnologia avançados.

Em operação desde julho de 2011, o CsF tem a meta de financiar 101 mil bolsas até 2015 para estudantes e pesquisadores no País e exterior. Desse total, 75 mil bolsas serão concedidas pelo governo federal e 26 mil pela iniciativa privada. 

Balanço que acaba de ser divulgado pelo governo federal revela que em pouco mais de um ano foram beneficiados 21.418 mil bolsistas, entre os quais 1.185 são de cursos da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). 

O programa beneficia alunos da graduação e pós-graduação de cursos considerados estratégicos para o desenvolvimento do Brasil. A área de TIC é uma das prioridades em razão do crescimento dessa indústria e carência por mão de obra especializada.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), revelam que a escassez por profissionais capacitados é uma barreira para sustentar o crescimento do setor de TIC que registra taxas de expansão acima de 10% ao ano.
Esse é um negócio que movimenta 197 bilhões de dólares (em 2011) e tem um peso significativo na economia do País, tendo respondido por 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. 

O setor de TIC foi considerado pelo governo da presidente Dilma Rousseff uma das indústrias essenciais para a competitividade e produtividade da economia nacional. Pesquisa da IDC, contratada pela Brasscom, prevê que até 2015 o segmento continuará aquecido, registrando taxas de crescimento de 10% ao ano.

Atualmente, o setor emprega 1,2 milhão de profissionais. Entretanto, esse exército não é suficiente para atender as demanda da indústria. Estudos da Brasscom apontam que o País deverá fechar 2012 com um déficit de 115 mil especialistas em TI, ante 92 mil no ano passado.
Formação de novos cérebros
O CsF é uma das iniciativas do governo federal para tentar reverter esse quadro, com a formação de novos cérebros tanto para transmissão de conhecimento nas universidades quanto para atuar no mercado de trabalho, ajudando nos projetos de inovação da indústria. Existem outros programas como o Pronatec e Brasil Mais TI.

O programa é coordenado pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). O apoio financeiro vem de instituições de fomento das duas pastas que são CNPq e Capes. Também é suportado pelas Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.
O CsF financia bolsas de estudos de graduação e doutorado sanduíche, que significa que o aluno pode fazer uma parte do curso no Brasil e outra no exterior. O programa beneficia ainda doutorado pleno, pós-doutorado, professor visitante especial e jovem talento que vão estudar fora do País.

De acordo com o balanço do CsF, os mais de 21 mil bolsistas atendidos pelo programa até agora estão espalhados por mais de 30 países, onde há instituições parceiras do projeto. 

"Os bolsistas do CsF devem voltar e permanecer no País por, pelo menos, o mesmo período em que ficaram estudando no exterior com o nosso apoio. Com isso, devem contribuir com pesquisas em empresas e instituições brasileiras", informa o coordenador do CsF na Capes, Geraldo Nunes Sobrinho.

O governo brasileiro paga 100% dos custos dos pesquisadores no exterior. A bolsa inclui auxilio para deslocamento, moradia, plano de saúde. Confira aqui os valores que o CsF financia para cada curso no exterior
O programa também busca atrair pesquisadores estrangeiros que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os brasileiros em áreas consideradas estratégicas. A iniciativa dá ainda oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

Novas inscrições 
O CsF lançou no mês passado as novas chamadas para graduação sanduíche para interessados em estudar na Austrália (G8/ATN), Alemanha, Canadá (CALDO/CBIE), Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Itália, Japão, Noruega, Portugal, Reino Unido e Suécia. 

As inscrições vão até 14 de janeiro de 2013. Os bolsistas iniciarão suas atividades no exterior a partir de meados de 2013, caso realizem curso de idioma, ou, em setembro de 2013. Para saber detalhes sobre o tempo prévio ao início do semestre letivo para curso de idioma no exterior o candidato deverá observar o texto de cada chamada. 

Para Austrália foi adicionada a chamada para o ATN, conheça mais sobre as Universidades Tecnológicas da Austrália clicando aqui. Para os Estados Unidos foram liberadas duas chamadas: uma para tecnólogos e outra para as Universidades e Instituições Comunitárias Historicamente Negras.

Foram reabertas as chamadas para Alemanha, Austrália-G8, Canadá-CALDO e CBIE, Coreia do Sul, Holanda e Reino Unido para entrada em setembro de 2013. Novos países entraram nestas demandas tais como: Espanha, França, Hungria, Japão, Suécia e Portugal. 

As chamadas para novos países e as abertas em julho desse ano, as quais foram retificadas neste lançamento, trazem novos requisitos e cursos específicos de graduação os quais são os únicos elegíveis à concessão da bolsa. 

Quem pode concorrer ao CsF
O candidato deve ter nacionalidade brasileira ou ser naturalizado. Precisa estar regularmente matriculado em instituição de ensino superior no Brasil em cursos relacionados às áreas prioritárias do programa e ter concluído 20% do currículo previsto para o curso no País.
Os interessados têm que ter sido classificado com nota do Exame Nacional do Ensino Médio  (Enem) com no mínimo 600 pontos. É exigido bom desempenho acadêmico.
De acordo com os requisitos, será dada preferência aos candidatos que foram agraciados com prêmios em olimpíadas científicas no País ou exterior. Também levam vantagem os que tenham tido ou estão usufruindo de bolsa de iniciação científica ou tecnológica do CNPq ou Capes. 

Na listagem de cursos de graduação contemplados pelo programa, a área de TIC aparece com diversos cursos. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Evangelista em TI


A palavra evangelista é associada, na maior parte das vezes, à religião. Mas não em Tecnologia da Informação (TI). Guy Kawasaki, da Apple, popularizou o termo na área. Segundo analistas do mercado, ele foi o primeiro a usar o nome evangelista para definir seu trabalho na empresa de Steve Jobs. Sua missão era convencer a comunidade de desenvolvedores que a plataforma da companhia era a mais adequada para eles.

Por aqui, a expressão é pouco utilizada por carregar significado bíblico, mas o quadro tem mudado e a carreira de evangelista saltou.  
Eu sou o Evangelista da i-Coll. A 12 anos falo de web e outras tecnologias  e megatendências  aplicáveis à Indústria de Cobrança. Trabalho na vanguarda levando ao mercado o que há de novo na tecnologia e como isso se aplica à Industria de Crédito e Cobrança. Não vendo, não convença empresas ou pessoas a mudarem para nossa solução, apenas explico as vantagens em se usar essa ou aquela tecnologia. Planto sementes. A maior parte do tempo passo fora do Escritório, ouvindo o Mercado, percebendo, dentro da dinâmica de nossa Indústria o que é necessário e importante. Compartilhar conhecimento faz parte do meu dia, daí a razão de escrever este blog.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Como lidar com profissionais de TI da 'Geração Millennial'


A Geração Y, Geração Net ou Millennials, ou o que você escolher para chamar o grupo de profissionais de TI com idade entre 20 e 30 anos, nasceu com o DNA tecnológico. Por essa razão, a contratação desse pessoal requer estratégias diferenciadas.  


CIO.com conversou com especialistas da indústria para descobrir o que há por trás dessas percepções e aprender como as empresas e Millennials podem trabalhar melhor juntos. Afinal, uma geração inteira de Baby Boomers está saindo do mercado de trabalho e agora as companhias terão de aprender a contratar, gerenciar a promover os trabalhadores da Geração Y.

Pesquisa recente encomendada pela Adecco Group North America, empresa de soluções para força de trabalho, revela alguns fatos interessantes sobre os Millennials e o processo de contratação desse grupo. 

Braun Research, em nome da Adecco, realizou uma pesquisa com 501 gestores responsáveis pelas tomadas de decisão na contratação em TI e pediu que eles contassem sobre suas experiências e percepções com profissionais maduros (50 anos) e os que fazem parte do grupo Millennials. Ele também perguntou como essas diferenças afetam suas decisões de contratação.

Os resultados revelaram que os gerentes responsáveis pela contratação são três vezes mais propensos a contratar um profissional maduro do que um Millennial. "Os trabalhadores maduros estão associados com confiança, mas muitos também acreditam que eles não têm conhecimento tecnológico suficiente", diz Diana Fitting, vice-presidente sênior de Tecnologia da Informação no Engineering & Information Technology and Medical & Science. Então, por que algumas empresas contratam trabalhadores mais jovens? E o que as companhias podem fazer para abraçar a Geração Millennial?

Percepções atuais sobre a Geração Y

"Os executivos notam que os Millennials são esclarecidos em relação à tecnologia, mas sentem que o seu compromisso de longo prazo com uma empresa é desconhecido", diz Diana. 

Considerando que essa é a primeira geração a ser completamente imersa no mundo digital desde seus primeiros anos, não é nenhuma surpresa que esses jovens conheçam bem as tecnologias do momento. 
O que torna essa geração tão diferente? "Millennials têm problemas para tomar um direção em comparação com os mais velhos, ao passo que o trabalhador maduro pode resistir à entrada de colegas mais jovens na empresa.
Esse tipo de atrito de idade é algo que deve ser levado em conta. "O talento de TI parte da Geração Y também precisa de feedback mais constante e validação de seu trabalho, mais do que as gerações anteriores", revela Fitting.

Millennials são diferentes: nem sempre o dinheiro é o fator principal de retenção

"Millennials procuram no local de trabalho um ambiente agradável", avalia Lauren Rikleen, do Rikleen Institute. As duas qualidades que normalmente estão no topo da lista são o trabalho flexível e um trabalho relevante. 

De acordo com Lauren, mídias sociais também têm contribuído para que essa geração colabore, se comunique e compartilhe informações em tempo real. Atrativo importante.

Atrair e reter Millennials. Não há outra saída 

"Empresas têm de lidar com as características dessa geração", aconselha Lauren. Millennials cresceram em um mundo cercado de comentários, de acordo com ela. Por isso, é um pouco chocante para eles quando entram em uma empresa e não obtém retorno sobre o trabalho executado. 

"Pessoas que recebem mais comentários se sentem melhor com aquilo que fazem e aprendem mais rápido”, relata Lauren. Os gestores devem dar feedback em uma base mais regular. Todos serão beneficiados, de acordo com Lauren.

As empresas que fornecem retorno regularmente, treinamento e desenvolvimento, bem como algum tipo de mapeamento da carreira se sairão bem não só com a Geração Millennial, mas também com todas as gerações de profissionais.

Implemente ou, pelo menos, considere criar uma política de trabalho mais flexível. De acordo com estatísticas recentes do BLS os funcionários que trabalham remotamente trabalham em média uma hora a mais a cada dia. No mesmo relatório, o BLS também afirmou que "diversos trabalhos podem ser realizados em casa”. 

Lauren acredita que é possível reduzir o atrito entre as gerações. Para isso, ela sugere treinamento para educar os funcionários sobre as diferenças de pensamento entre as gerações. Ou então, implementar programas de mentoring para fazer com que profissionais da Geração Millennial trabalhem e lidem com outras gerações.

Conselhos para Geração Y em busca de uma vaga


De acordo com a pesquisa realizada pela Adecco, um erro cometido pela Geração Y na procura de um emprego é vestir trajes inadequados em uma entrevista. Claramente, esse é um reparo fácil de ser efetuado. 

Trabalho e vida flexibilidade incluem mídias sociais no trabalho e a capacidade de trabalhar remotamente. Esses tipos de regalias são apenas isso: regalias. Se você não pode viver sem elas, busque posições em empresas que adotam esse tipo de cultura.

Se a organizações cria uma cultura que ouve, educa e valoriza o trabalho de seus funcionários, será muito mais fácil para atrair talentos, independentemente da geração

MBA em TI? Por que é vital para a carreira


ANN BEDNARZ, NETWORK WORLD/USA

Fazer um MBA pode ajudar profissionais de tecnologia a estabelecer uma ponte entre negócios e TI, mas não é garantia de sucesso, nem se traduz automaticamente em um salário maior. Então, quando um diploma de negócios faz sentido para um profissional de TI? Dependente da posição ocupada pelo talento, diz Jack Cullen, presidente do pessoal de TI da Modis.
No topo da hierarquia de TI, os CIOs estão mais envolvidos na estratégia corporativa, operações e transformação de negócios ao longo dos anos, fazendo do MBA uma especialização atrativa.
"Vemos uma série de executivos menos técnicos, mas os CIOs são muito focados no business. Por isso, o MBA para o líder é vital para empresas que estão à procura de uma abordagem de negócios em linha com a tecnologia", avalia Cullen.
Gerente de projetos e analista de negócios são outros talentos que podem se beneficiar de um MBA. Administradores de banco de dados, embora menos diretamente envolvidos com a estratégia de negócios, também podem tirar proveito de um MBA. 
“Há valor no MBA para administradores de banco de dados porque eles podem olhar para o negócio em execução, o que eles estão fazendo a partir de uma perspectiva de negócios, e garantir que todo o processo e arquitetura de banco de dados da empresa esteja em linha", ensina Cullen.
Na empresa de eletrônicos Philips, ter um MBA é útil para determinadas funções que exigem um alto nível de conhecimento técnico e de negócios, diz Maridan Harris, diretor de TI da Philips América do Norte.
"Diversas funções de TI que temos são voltadas para aumentar o valor, reduzindo custos, melhorando a eficiência etc. Nesse cenário, ter um MBA torna-se bastante útil", acredita Harris. "O MBA ajuda a fazer uma transição mais rápida e suave”, completa.
Um exemplo atual é área de cadeia de abastecimento da Philips, que está em busca de um gerente de projetos e prioriza candidatos com MBA, bem como engenharia ou experiência em operações. "Ser capaz de combinar conhecimentos técnicos com competências de gestão estratégica, análise e projeto é diferencial importante para a função", relata Harris.
"Ele permite que o indivíduo tenha credibilidade com líderes técnicos e não-técnicos e possa contribuir para a direção estratégica do negócio em diversas disciplinas”, explica.
De volta à escola
“O surgimento de programas de MBA orientados à TI nas escolas de negócios diz muito sobre a importância, respeito e consideração dos MBAs no mundo da tecnologia”, assinala Cullen.
No entanto, ele adverte. "Fazer um MBA não é garantia de sucesso na área." Tudo depende onde o profissional quer chegar em TI. "Quanto mais perto você quer ficar do lado de negócios, maior valor terá com um MBA", explica Cullen.
A importância dada a um MBA, muitas vezes, depende de quem está contratando, acrescenta Cullen. Para alguns recrutadores, certificações como Project Management Professional (PMP) ou Certified Business Analysis Professional (CBAP) são mais importantes do que um MBA. 
Mike Rosenbaum, CEO da Catalyst IT Services, provedora de serviços de TI, não encontrou provas de que ter um MBA vai fazer alguém ter melhor desempenho. Sua empresa usa uma abordagem analítica para a contratação de profissionais de TI e formação de equipes.
"Coletamos grandes quantidades de dados sobre as pessoas, e então construímos algoritmos que nos permitem dizer se alguém vai ter ou não grande performance em uma equipe", diz Rosenbaum. "Pós-graduação em geral tende a ser estatisticamente insignificante para determinar se o profissional terá destaque em uma equipe de desenvolvimento, por exemplo."
Mas, enquanto pós-graduação "geralmente não significa sucesso", Rosenbaum reconhece que existem algumas competências associadas à pós-graduação que são relevantes. "No topo da lista está ser capaz de escrever, por exemplo", observa.
Para um profissional de TI que quer mudar de carreira, o valor de fazer um MBA pode estar na possibilidade de agregar aspectos do negócios - finanças, contabilidade, cadeia de suprimentos, gestão de projetos. 
Por exemplo, um profissional de TI com foco em infraestrutura pesada poderia aprender sobre aplicativos, processos de negócios e gerenciamento de projetos em um programa de MBA. "Não é nenhuma garantia de que ele vai chegar onde quer, mas é um bom caminho para treinar sua mente sobre o que é preciso saber", finaliza Cullen.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A importância de se definir o importante


Publicado Originalmente no Jornal do Empreendedor.


O cenário é bastante comum, para não dizer corriqueiro: o profissional chega ao escritório, liga o computador e abre o programa de e-mails. A enxurrada de correspondências virtuais diárias toma praticamente todo o tempo da manhã, às vezes até o período da tarde. Entre as coisas urgentes e desnecessárias, o que realmente pode fazer a diferença no dia, na semana ou no mês dentro da organização, ou seja, o que é realmente importante, em muitos dos casos acaba por ser relegado para segundo, terceiro ou quarto planos. Mas por quê?
Infelizmente, a maioria dos profissionais – e aqui podemos abordar aqueles de praticamente todas as áreas – e também das pessoas de um modo de geral não adquire o saudável hábito de gerenciar bem o seu tempo e, mais do que isso, as suas escolhas. A pressão por resultados e respostas rápidas e precisas, seja do chefe ou dos clientes, faz com que o urgente se torne cada vez mais na rotina empresarial como prioritário e agente do "bom serviço prestado". Sendo assim, neste sentido é comum que se caia em armadilhas, cedo ou tarde.
Mas em que tipo de armadilhas os profissionais podem cair quando optam por apenas resolver questões urgentes? Acredito que seja algo bem simples e direto de se responder. Trabalhar somente no chamado "piloto automático", uma vez que em grande parte das situações o que é considerado urgente, ou no jargão popular "para ontem", pode ser resolvido sem muito planejamento, estratégia e, mais do que isso, em outro determinado momento do dia que se esteja mais tranquilo.
Sabemos que todos aqueles que trabalham precisam, cada vez mais, ser profissionais multidisciplinares, ou seja, desenvolver a capacidade de realizar inúmeras tarefas praticamente ao mesmo tempo. Como a concorrência no atual mercado de trabalho é acirrada, se faz necessário que todas essas atividades interrelacionadas sejam executadas com o máximo de eficiência possível. Porém, é público e notório que nem sempre conseguimos atingir um nível de excelência, seja para os gestores, para os clientes ou para nós mesmos, dentro de nossa autocrítica.
Neste contexto, realmente é bastante importante traçar metas, objetivos e, acima de tudo, estratégias que consolidem a posição de destaque deste profissional dentro da empresa. No trabalho que realizamos na FranklinCovey, hoje uma das principais consultorias especializadas na melhoria da eficácia corporativa e pessoal em todo o planeta, desenvolvemos o mais recente programa de gerenciamento chamado As 5 Escolhas para uma Produtividade Extraordinária que visa justamente colocar em discussão a questão do bom gerenciamento das escolhas que fazemos no dia a dia.
Dentro destes conceitos, há um tópico inteiro dedicado à importância de se definir as ações mais importantes como diferencial real para o ganho de produtividade dentro da empresa e para a própria satisfação profissional e pessoal. Segundo pesquisa coordenada pela própria FranklinCovey em todo mundo, com 350 mil pessoas em diversos países, constatou-se que 70% de nosso tempo nós usamos para atividades urgentes ou para aquelas que realmente são, de fato, totalmente irrelevantes dentro do contexto corporativo.
Percebe-se, então, que as pessoas têm demonstrado uma disposição maior em trabalhar no "piloto automático" ao invés de dirigirem suas vidas e carreiras em busca da inovação e do extraordinário. Pela minha experiência, uma vez que a cultura inovadora seja permeada no seio empresarial, todos têm a ganhar. Por isso que os cases de maior sucesso recentemente são as startups, um fenômeno corporativo que ganhou o mundo. Ano passado, por exemplo, a brasileira Peixe Urbano (de compras coletivas) foi eleita a melhor startup internacional pelo conceituado The Crunchies Award, uma das mais importantes premiações do setor.
Quando conseguimos um tempo para a inovação dentro do ambiente de trabalho, fazemos um exercício de comprometimento com a empresa. Neste caminho, se faz extremamente necessário aumentar, gradativamente, o percentual de 30% (segundo a pesquisa da FranklinCovey) dedicado a buscar ideias que realmente possam revolucionar ou, em termos mais diretos, causam impacto dentro da companhia. Porém, como fazemos isso sem que a rotina do expediente seja comprometida? Talvez uma palavra explique muito bem toda esta questão: disciplina. Precisamos saber dosar nosso tempo e nossas escolhas em prol daquilo que, no final das contas, nos trará satisfação pessoal e profissional.
Porque toda e qualquer pessoa sabe que quando uma ideia própria é colocada em prática e os resultados desta ação começam a aparecer, seja na forma de indicadores de performances nas organizações ou mesmo na satisfação de outras pessoas que "compraram a sugestão", o prazer de quem confabulou a estratégia é inigualável. Gosto muito, para explicitar, da frase do escritor inglês William Shakespeare, que diz: as ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade. Independentemente se for uma grande inovação ou uma mudança sutil em um procedimento, por exemplo, é necessário que a ideia seja expressa. Guardar para si pode fazer a empresa perder ganhos e você se sentir frustrado.
Nunca que o velho e batido ditado "separar o joio do trigo" foi tão bem empregado. Tirar uns minutinhos do dia para trocar ideias com seus colegas de trabalho – sem a rigidez de uma reunião clássica – é tão, ou até mais, importante do que responder aquele e-mail que pode ser respondido umas duas horas depois, por exemplo. E criar na empresa a cultura do brainstorm diário ou semanal é uma das alternativas mais viáveis, onde gestores podem sentir a necessidade de seus colaboradores e, juntos, buscarem as melhores soluções.
Por fim, termino com uma grande citação do genial cientista alemão Albert Einstein que afirmava que a mente que se abre para cada ideia nova jamais voltará a seu tamanho original. Mais do que nunca as boas ideias são fundamentais para que se obtenha sucesso profissional e maior contentamento pessoal. Aqueles que mantêm a mente focada na inovação, na busca pelo extraordinário, trazem para si um ganho inestimável. Mirem-se nos exemplos das pessoas que, de uma ideia simples, conquistaram o mundo!
Paulo Kretly - é presidente da FranklinCovey Brasil e reconhecido palestrante em liderança, gestão e produtividade pessoal e interpessoal, é especialista em gerenciamento do tempo e vem cativando milhares de pessoas e organizações que o procuram com o desejo de manter suas vidas pessoal e profissional equilibradas.