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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Outsourcing de TI: revisão de um negócio em expansão



Sempre nesta época, analistas de mercado são rápidos nas projeções para determinados setores. Mas o que aconteceu com as previsões feitas no ano passado? Das 11 tendências traçadas para o segmento de outsourcing TI verifica-se que não se concretizaram nem a metade. Claro, que este é o jogo da terceirização, onde as expectativas sobre o nível de serviço representam cerca de 99,99%. Algumas dessas previsões foram um fracasso: o Egito se tornará o centro do mundo? Haverá uma mega fusão entre uma empresa de grande porte na Índia e um fornecedor dos EUA? Houve falhas nas previsões feitas por especialistas.
Veja a seguir algumas das previsões que foram acertadas e as que falharam:
Revisão dos contratos
Lideres de TI prometiam revisar contratos existentes para reduzir custos. Embora isso seja óbvio, na verdade, sempre ocorreu. Com as pressões para cortes de orçamentos dos CEOS e diretores financeiros para fazer mais com menos, os CIOs estão sempre renegociando contratos de médio prazo para cortar despesas. Mas 2011 pode ter sido o ano em que esse esforço foi maior e bem sucedido. Algumas companhias fizeram ajustes, optando pelo full outsourcing para ficar com um único fornecedor ou terceirizaram mais atividades para obter preços melhores. Essas mudanças geram economias para os compradores.
Serviços na nuvem
Os prestadores de serviços de TI ainda estão tateando na nuvem. Segundo alguns especialistas, provedores de outsourcing estavam com novas ofertas de cloud, embora na realidade muitas não eram novas. Mas isso pode ter jogado a favor deles, pelo menos por enquanto por causa das notícias na mídia sobre ataques de determinadas redes na nuvem que levou à exposição de dados do usuário.
A proteção de dados é a principal preocupação das empresas na hora de contratar serviços na nuvem. Fornecedores de outsourcing reconhecem as ameaças de segurança desse modelo, principalmente quando se trata de rede pública. A infraestrutura compartilhada traz mais riscos que os ambientes privados.
Queda de preços
Os prestadores de serviços mantiveram seus preços. Em 2011, houve queda de preços de alguns serviços. Mas em muitos casos, a redução foi concedida durante processos de negociação para prorrogação dos acordos. Isso em razão de muitos fornecedores não estarem dispostos a comprar empresas ou entrar em negócios que não estejam saudáveis.
Fornecedores de serviços de TI disputam os custos da mão de obra, demissões e terceirização. Todas as grandes operadoras dos EUA continuou a terceirizar suas operações ao redor do mundo. E enquanto fornecedores da Índia têm fortemente negociado suas estratégias de aquisições no mercado norte-americano. Eles também têm feito a maioria de seus investimentos em força de trabalho no exterior.
Fusões
Os analistas previam uma fusão entre um contratante e fornecedor dos EUA com uma prestadora de serviços indiana. Nos últimos anos, muitos observadores de outsourcing de TI vêm sinalizando um e outro casamento entre companhias desses dois países. Mas a verdade é que isso ainda não aconteceu.
As habilidades dos provedores de outsourcing indianos têm sido construída em torno de multinacionais e não há razão para pagar o alto custo de aquisição de qualquer uma dessas empresas. Pode haver uma fusão de fornecedores indianos no futuro para aumentar a competição com as multinacionais maiores. Mas mesmo este cenário é incerto porque muitos provedores indianos ainda são controlados por estruturas familiares. Elas carregam diferenças culturais profundamente enraizadas.
A China, Brasil e Egito serão o centro do universo. Egito fez muitas manchetes em 2011, mas não por terceirização. China está crescendo, mas principalmente como um fornecedor de TI nacionail e regional com serviços de Business Process Outsourcing (BPO).
Os chineses ainda não descobriram como oferecer serviços de valor agregado, além de suas fronteiras. Da mesma forma, o Brasil tem um mercado interno forte em serviços de TI, mas seus negócios com exportação de serviços ainda são reduzidos, em parte por causa das políticas comerciais restritivas do País.
Acertos aproximados
Os analista sinalizaram que haveria uma redução dos constratos de outsourcing em 2011, o que de fato ocorreu. No terceiro trimestre, houve um declínio substancial no mercado de serviços de TI, com volumes de transação mais baixos tanto em terceirização quanto em BPO. Embora haja incerteza sobre economia na Europa e Estados Unidos, não é previsível estimar como será o comportamento desse setor no mercado munndial neste ano.
Até meados de 2012 não é esperado qualquer grande negócio. As empresas ainda estão aguardando para ver o impacto real sobre as questões europeias e se a China consegue manter o mesmo nível de crescimento.
Os contratos de serviços em nuvem ainda não decolaram. Muitas empresas estão avaliando esse modelo com promessas de firmar acordos ao longo do ano. CIOS estão fazendo arranjos, mas departamentos de TI demonstram resistência em colocar alguns serviços na nuvem e estão criando modelos para evitar acordos individuais de cloud. As empresas estão descobrindo o valor da TI, especialmente quando se trata de examinar as propostas, implementar, integrar e gerenciar.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Previsões para o desenvolvimento de software em 2011


Antever o futuro num mercado tão volátil como o de TI pode ser complicado.  Mais complicado ainda é fazer previsões para a área de software, diante de tantas fusões e aquisições. Por exemplo: é natural que muitos programadores estejam preocupados sobre  “o que fazer com a Oracle?”. Desde que o gigante concluiu a aquisição da Sun Microsystems, em Janeiro, movimentou-se agressivamente para consolidar o seu controle sobre o portfólio da Sun. Os programadores Java ficaram de baixo de fogo cruzado.
A decisão da Apache Software Foundation em sair do Java Community Process (JCP), foi uma condenação muito forte ao processo de especificação Java, sob a direção da Oracle, e lançou sérias dúvidas sobre o futuro da Java livre e aberta. Esperam-se mais deserções da JCP, em 2011, embora estes sejam gestos mais simbólicos do que qualquer outra coisa.
Agora, a questão principal para a Apache Software Foundation (ASF) é saber como proceder. A Java tornou-se muito central nos esforços da organização para ela abandonar a tecnologia. No passado, a ASF contava com o apoio de empresas como a IBM, mas a decisão da IBM de reduzir o seu desenvolvimento sobre Apache Harmony, em favor do OpenJDK, da Oracle, deixa à ASF poucos aliados capazes de ajudar a fazer frente à Oracle.
A Google deve movimentar-se para preencher esse vazio. A Google usa Java de forma ampla nos seus centros de dados, mas sua batalha legal com a Oracle sobre o uso da tecnologia Java no Android pode deixar um gosto amargo na boca. A Google deve tornar-se mais ativa no seu apoio ao desenvolvimento de código aberto da Apache, e no alojamento de recursos e documentação para dar aos programadores maior confiança na escolha de uma aplicação Java que não esteja sob o calcanhar da Oracle.
A longo prazo, no entanto, a Google não pode se dar ao luxo de colocar todos os seus ovos na cesta da Java. Haveremos de ouvir falar outra vez da Go, a linguagem Java que a Google lançou em 2009, e que tenta tornar mais fácil aos programadores o desenvolvimento de aplicações de processamento paralelo. Embora a Go seja muito imatura para ser um verdadeiro concorrente para a Java, deve-se esperar uma versão beta no final de 2011 capaz de estimular a dinâmica por trás da linguagem.
Abalo nas plataformas móveis
Ironicamente, uma tecnologia que não será muito afetada pela disputa entre a Google e Oracle será a Android. A iniciativa da Google é muito  importante para o gigante das buscas para ela desistir sem lutar – não falando já nos investimentos realizados pelas operadoras de telefonia móvel e fabricantes de aparelhos como a HTC, Motorola e Samsung. Por enquanto, os bolsos profundos da Google devem ser suficientes para isolar o ecossistema Android de qualquer efeito colateral.
O posicionamento na pesquisa em mobilidade da RIM é mais precário. Embora, ao contrário da Google, a RIM dê licenças Java para os seus BlackBerry, ela não pode se dar ao luxo ser abandonada pela Oracle, enquanto o Android e a Apple corroem a sua quota de mercado. A RIM deve finalmente perder o domínio em 2011 e anunciar planos para alargar a próxima geração do sistema operativo QNX, que adquiriu para o seu tablet PlayBook, para todos os seus aparelhos no futuro, deixando para trás as raízes da plataforma BlackBerry Java ME.
Uma plataforma móvel que deve obter muitas atenções em 2011 é a Palm WebOS. O motivo? Em uma palavra: a Microsoft. Como as vendas do Windows 7 Phone continuam a desapontar, Redmond deverá entrar em pânico. Prevê-se que a Microsoft lance um novo “surto” de publicidade em torno da plataforma, no final do primeiro semestre, afastando os seus parceiros fabricantes de celulares – a HP entre eles. Por isso haverá novos dispositivos da marca HP Windows Phone 7 aparelhos nas prateleiras enquanto os WebOS acumulam poeira – mais um erro no mercado móvel tanto para a Microsoft e HP.
Novas regras, novas dores de cabeça
As questões jurídicas terão um impacto muito importante, tanto quanto a tecnologia em 2011. Entre estas terá especial visibilidade o tema da neutralidade da rede, tanto para redes fixas como sem fio. Os programadores de aplicações para smartphones serão os mais afetados, tal como as operadoras de comunicações móveis que devem continuar a rever os seus planos de dados, restringindo largura de banda e aumentando as taxas sobre o uso de mais dados do que o pacote pré-estabelecido, pelo menos em países como  Estados Unidos e Brasil.
A questão que os programadores enfrentam hoje – depois de terem presenciado o surgimento da Web 2.0 e AJAX, depois o SaaS e o cloud computing – será como inovar no mercado de software, quando os prestadores de serviço de rede poderão limitar o acesso à largura de banda.
Outra área em que se espera alguma ação é na aplicação da privacidade online. O debate em torno do WikiLeaks colocou na cabeça do Congresso dos Estados Unidos e de outras nações no mundo que é uma má idéia para deixar a informação fluir livremente na Internet. Isso, combinado com ocorrências periódicas de fuga de dados e violação da privacidade, poderá estimular os legisladores a elaborar novas leis para regular como as informações podem ser partilhadas online. Infelizmente.  Muitos esperam que este seja um pequeno desastre, resultando em procedimentos de conformidade vagos e onerosos não só para os programadores de software, como para todos os usuários da grande rede.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Previsões open source para 2011


As previsões para o próximo ano costumam ser as mais positivas, principalmente, durante o mês de dezembro - período de 13.º salário, Natal e ano novo. E as previsões para o Linux e demais softwares de código aberto não são exceção. 
Ainda que para alguns o setor de tecnologia seja quase "imprevisível", vale compartilhar alguns pensamentos sobre o que 2011 reserva para as aplicações open source.
1. Android

Em outubro, o Android abocanhou aproximadamente um quarto do mercado de smartphones - e tenho certeza que em 2011 o seu desempenho será ainda melhor.
E se especialistas apontam que a plataforma será líder absoluta no mercado móvel em alguns anos, eu seria mais ousado e apostaria todas as minhas fichas que isso acontecerá já em 2011, possivelmente, no final do ano.
Já o iPhone, da Apple, fará parte de nicho de mercado, incluindo um grupo relativamente pequeno de fanboys.
Sobre o Windows Phone 7, da Microsoft, acredito realmente que ele será um verdadeiro fracasso.
2. Tablets

Também neste campo, o Android será um forte concorrente ao iOS, da Apple. Só em 2011, diversos fabricantes devem lançar tablets rodando a plataforma móvel da Google.
Diante dessa situação, é difícil imaginar como o solitário iPad conseguirá dominar em um mercado com diferentes modelos e preços para o consumidor.
3. Ubuntu e Linux

O Ubuntu continuará com os avanços significativos que fez este ano e, finalmente, levará o Linux a um merecido reconhecimento no mercado de desktops - talvez, até no de dispositivos móveis -se tornando um forte concorrente até mesmo entre o público não especializado.
Em particular, a combinação da nova interface com o sistema gráfico Wayland, finalmente, promete levar as próximas versões do Ubuntu ao que pode ser considerado o primeiro e verdadeiro Linux para as "massas".
De fato, prevejo grandes e boas novidades para este sistema operacional open source no próximo ano, como também imagino que o Linux continuará firme no quesito servidores e o Windows continuará desaparecendo em meio a uma nuvem de malwares.
4. Dual-boot

Acredito que, com a chegada de novos concorrentes, a disputa entre os sistemas operacionais se tornará mais dinâmica, com um número cada vez maior de aparelhos com dois sistemas operacionais e pelo menos um deles baseado em Linux - e exemplos para isso não faltam.
Uma das primeiras coisas que as pessoas fizeram quando a Google revelou o netbook Cr-48, com Chrome OS, foi instalar o Ubuntu. E já vimos tablets de empresas como Acer e Augen oferecer a opção de dois sistemas operacionais também.
Ter escolhas é algo bom e acredito que os fabricantes estão começando a reconhecer isso. 
5. Mais drivers de código aberto

Este ano, li que a Broadcom abriu o código de seus drivers wireless, como também pude acompanhar a AMD lançando drivers open source para o chip Ontário. 
Sem dúvida, à medida que o Linux se tornar mais popular, ele ganhará mais notoriedade. Afinal, nenhum fabricante quer ficar de fora de um mercado cada vez mais lucrativo.
6. ARM
Como os dispositivos móveis devem ser tornar mais populares que os PCs nos próximos 18 meses, os chips da ARM - famosos pela sua baixa potência e por seu código aberto - continuarão a brilhar.
A Microsoft e a Intel podem tentar recuperar o atraso, mas acredito que tais iniciativas não deverão surtir o efeito desejado.
Os processadores ARM se tornarão comum em PCs e até em servidores, ajudados pela crescente popularidade do Ubuntu e de outras aplicações Linux, que não exigem a potência que o Windows exige.
7. Oracle e OpenOffice.org

Em 2010, a Oracle teve um ano muito ruim quando o assunto é open source, deixando claro que não pretende incentivar qualquer ação que não esteja diretamente ligada ao lucro da empresa.
Além de processar a Google por utilizar o Java, a empresa ainda cancelou o projeto OpenSolaris. Isso apenas para citar alguns famosos acontecimentos contrários ao código aberto.
Por outro lado, estou apostando nos resultados do remodelado LibreOffice - o antigo OpenOffice.org - que assumirá muito bem o papel de suíte de aplicações para escritório no universo de código aberto. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

As previsões de economistas renomados para 2011


Ilan Goldfajn, economista-chefe do Banco Itaú (Fonte: Exame)




O Portal Exame colheu previsões de alguns dos principais economistas do país sobre o comportamento da economia brasileira em 2011. Veja abaixo as principais delas:
Ilan Goldfajn, economista-chefe do Banco Itaú
A menor previsão para o PIB brasileiro em 2011 entre os economistas ouvidos pelo Portal Exame: 4,3%.
Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda
O único que prevê superávit da balança comercial em 2011 maior do que em 2010: US$ 18 bilhões (neste ano a balança deve fechar com saldo entre US$ 16 bilhões e US$ 17 bilhões).
Alexandre Schwartsman, economista-chefe do Santander
Prevê a maior alta dos juros pelo Banco Central, com a Selic chegando a 13% no ano que vem.
José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda
Junto com Octavio de Barros, do Bradesco, é quem prevê o câmbio mais valorizado ao final de 2011, com o dólar a R$ 1,70.
Antonio Corrêa de Lacerda, doutor do departamento de Economia da PUC-SP
Prevê o maior valor para o dólar em 2011, chegando a R$ 1,90 em dezembro, e é o único a prever baixa da Selic.
Carlos Thadeu de Freitas, chefe do departamento econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC)
Prevê a inflação mais alta para o ano que vem: 5,7%.
Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco
Além de prever o câmbio mais valorizado, junto com José Roberto Mendonça de Barros, diz que há 60% de chances de a Selic se manter estável em 2011.
José Julio Senna, sócio-diretor da MCM Consultores
Prevê que o aperto monetário começa já em janeiro e que o dólar fecha o ano a R$ 1,77.