Reproduzimos AQUI artigo publicado no JOrnal El País sobre a nova fronteira da internet.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Qual é a forma física da internet?
A imagem acima é o mapa da internet mais apurado que já foi feito até hoje.
Ele foi divulgado a cerca de um mês, e foi feito de maneira completamente ilegal por um pesquisador informal. O hacker (na realidade) que o fez, entrou ilegalmente em diversos aparelhos que você não imaginaria estarem conectados na internet (como impressoras, webcams e outros periféricos) e totalmente desprotegidos ou usando senhas de proteção padrão. A quantidade desses aparelhos é gigantesca, e, embora o mapa não represente a realidade, é o mais próximo que temos dela. Incrível, não? Essa aí é uma das caras da internet.
Mas ao longo dos anos, desde que a internet começou a ser usada, uma série de metáforas físicas foram criadas para explicar a sua “aparência” ou comportamento. A mais comum e conhecida por todos, e talvez a que muitos tenham na cabeça hoje, é a da rede global: a “World Wide Web”.
Essa metáfora assume que a internet é uma série de pontos interconectados no espaço, mas para por aí com as descrições. Embora ela esteja completamente correta, isso é válido para qualquer rede de computadores ou uma série de outras redes — é uma metáfora bem genérica.
Nos anos 90, se começou a falar em “uma super rodovia de informação”. Essa metáfora já é bem mais próxima da experiência real que temos de usar a internet: a sensação de caminhar por uma estrada infinita, onde uma quantidade absurda de informação nos acompanha e guia o caminho.
Porém, o que vivemos hoje em dia com a internet não é bem assim. Como fala esse artigo da Motherboard, uma rodovia assumiria que você usa a internet para chegar a algum lugar, um objetivo. Mas muitas vezes usamos a internet hoje para não chegar a lugar algum. O objetivo da internet é cada vez mais estar nela, dentro dela, imerso, como em uma banheira quente infinita. Pessoalmente, acho essa metáfora bem pertinente quanto ao uso da internet na realidade.
Mas as metáforas não pararam por aí. O mapa da internet acima é de 2007, de uma pesquisa feita na Universidade de Tel Aviv em Israel, e como fala o artigo da PopSci, mostra que a distribuição de dados da internet faz com que ela tenha a forma de um grande pirulito. O mapa é uma representação matemática dos tubos, roteadores e outros pedacinhos de hardware que carregam dados pela web, que se organizam em camadas em torno de um conglomerado central. No coração vermelho central fica um concentrado de mais de 100 redes gigantescas operados por grandes corporações como o Google ou a ATT Worldnet. A parte periférica roxa consiste basicamente de redes menores (de pequenas empresas e provedores de internet).
O problema que o mapa mostra é que estar na periferia da internet significa que os seus dados precisam viajar pelo meio do centro congestionado. Por isso, navegar na internet não tem nada a ver com um pirulito, que é igualmente distribuído e homogêneo, fazendo com que você saiba onde vai chegar se continuar lambendo. Está mais para uma viagem extremamente ineficiente: um plano de vôo que passaria por Brasília para ir do Rio à São Paulo.
Mas apesar de todas as metáforas bonitas e o papo sobre como usamos a internet, a realidade é, mesmo, mais parecida com isso aí. Uma quantidade absurda de cabos e tubos aparentemente super caóticos, que de alguma forma conseguem fazer a coisa toda funcionar.
O ponto mais curioso do aspecto físico da internet é que ele é mais real e mais físico do que a maioria das pessoas imagina. Por exemplo, em Nova Iorque, a maior parte da conexão com a internet vem de um único prédio antigo na parte inferior de Manhattan. Para quem se interessar, há um documentário sobre o prédio, chamado “Bundled, Buried and Behind Closed Doors”, que conta a história de como a internet da cidade foi parar ali, num prédio desconhecido onde ninguem iria imaginar.
Qual a forma da internet para você? Se quiser ver mais, The Internet Mapping Project é um projeto de mapas da internet desenhados por várias pessoas e enviados para a artista, que juntou tudo num flickr. Bem interessante!
terça-feira, 30 de abril de 2013
Primeiro site do mundo faz 20 anos
Reprodução do primeiro browser da história, o NeXTDIVULGAÇÃO CERN
GÊNOVA — Há exatamente 20 anos, a primeiro website da história entrava no ar. Em 30 de abril de 1993, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) publicou a página “The World Wide Project”, com informações sobre o projeto criado no centro de pesquisas anos antes, que se tornava público naquele momento.
Para comemorar a data histórica, o Cern recuperou, nesta terça-feira, o endereço original do primeiro site da história: http://info.cern.ch/hypertext/WWW/TheProject.html.
A web começou a tomar forma em 1989, quando um time de cientistas liderado pelo físico Tim Berners-Lee propôs um sistema de compartilhamento de informações, concebido originalmente para melhorar a comunicação entre laboratórios universitários. Com a publicação da página em 1993, o projeto se tornava público e livre de royalties. Pela página rudimentar, desenvolvedores podiam ter acesso gratuito aos protocolos necessários e a informações sobre como configurar um servidor. O computador de Berners-Lee, onde os arquivos estão armazenados, ainda está preservado no Cern.
Quando foi criado, o projeto era conhecido como “Mesh”. A ideia de chamar o sistema “World Wide Web” só surgiu em 1990, quando o físico estava escrevendo o código da web. Um nome grandioso, sinal da dimensão que o sistema teria, como reflete o atual diretor-geral do Cern, Rolf Heuer.
— Da pesquisa a negócios e educação, a web tem transformado a forma como nos comunicamos, trabalhamos, inovamos e vivemos. A web é um exemplo poderoso de como a pesquisa básica beneficia a humanidade — disse o diretor, em comunicado publicado nesta terça-feira.
A recuperação da primeira URL faz parte de um projeto maior do centro de pesquisas, dedicado a preservar a memória da internet.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
O Museu da Internet
Para quem não foi dos tempos heroicos é importante conhecer como tudo aconteceu e evoluiu. Sim, a Internet não foi inventada hoje, e nem sempre tivemos banda larga. Veja mais AQUI
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Rede da NET cai e usuário fica sem banda larga no feriado
Os serviços da operadora NET caíram repentinamente nesta sexta-feira, 12/10, em São Paulo, deixando muitos usuários sem acesso à Internet.
Além da queda, outro fato que está irritando os clientes da empresa seria a falta de atendimento para resolução do problema.
No Twitter e no Facebook, dezenas de pessoas que também estão sem sinal do serviço Virtua afirmam não ter conseguido contato com a NET pelos telefones de atendimento.
O mesmo aconteceu em diversas ligações para o número 4004-7777, com a linha sempre dando ocupada e uma mensagem dizendo que todas as linhas de atendimento estão ocupadas no momento.
NET já trabalha em solução
A assessoria da NET informou que a empresa já tem conhecimento do problema, que teria sido causado por um "acidente com um cabo", e trabalha em uma solução.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Neutralidade da Rede
Uma rede neutra é aquela que não discrimina o tráfego de pacotes a partir do seu conteúdo, fonte ou destino.
A neutralidade da rede (ou neutralidade da Internet, ou princípio de neutralidade) significa que todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando a mesma velocidade. É esse princípio que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede.
É uma filosofia que prega basicamente a democracia na rede, permitindo assim acesso igualitário de informações a todos, sem quaisquer interferências no tráfego online. Essa foi a concepção inicial da Internet, permitindo transferência de dados entre pontos (End-to-End), sem qualquer discriminação. Entretanto, certas práticas dos provedores de serviços da Internet (ISPs) e provedores de banda larga da Internet (IBPs), pontos importantes no desenvolvimento da Internet, originaram o debate sobre a neutralidade da rede. Como exemplos dessas práticas podemos citar: aplicações em tempo real; difusão de aplicações que usam muita largura de banda (P2P), (que demandam maior investimento no desenvolvimento da rede e que são incompatíveis com os modelos de cobrança dos provedores); o uso crescente de redes sem fio domésticas (que permitem compartilhamento da conexão com vizinhos, reduzindo as receitas dos provedores). Visando proteger seus interesses econômicos, muitos ISPs introduziram práticas que usuários acham ilegais ou prejudiciais para o futuro da internet, principalmente o chamado “traffic shaping”. ISPs tentam evitar que usuários usem roteadores sem fio, usem VOIP e programas de compartilhamento de arquivos. Além disso, alguns ISPs bloqueiam acesso a certos sites e filtram e-mails que contêm críticas sobre eles.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Vem aí o Bolsa Banda Larga: Brasil começa a testar no sábado a banda larga 0800
O Brasil começa a testar no próximo sábado (14/07) o acesso gratuito à internet, conhecido como banda larga 0800. Pelo serviço oferecido pelas operadoras móveis, usuários vão poder acessar sites na web pelo celular, mesmo que não tenham nenhum plano. O projeto-piloto foi lançado nesta quinta-feira (12/07) pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Assim como as ligações gratuitas para telefones 0800, a conexão à internet será paga pelo site que está oferecendo o serviço, como portais do governo federal, em que o cidadão possa se informar, por exemplo, sobre ofertas de emprego, agenda cultural, horários de ônibus, concursos públicos e notícias em geral.
Os testes, que começarão oficialmente no sábado, em evento na cidade de São Sebastião (DF), próxima a Brasília. O piloto terá duração de 15 dias e contará com a participação de 80 pessoas da comunidade, selecionadas pelo governo do Distrito Federal.
As prestadoras Claro, Oi, TIM e Vivo fornecerão os aparelhos de telefone celular e darão suporte técnico, financeiro e operacional ao projeto.
Para a fase de testes, o Ministério das Comunicações criou um portal específico - bandalarga.0800.br - que poderá ser acessado gratuitamente via celular pelas pessoas selecionadas. O órgão distribuirá aos usuários um questionário para conhecer as dificuldades de navegação e a aceitação da facilidade.
Após o período de testes, será definido o público-alvo, que poderá envolver pessoas que já fazem parte de programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. Também serão estudadas as necessárias adequações de redes e sistemas. Comprovada sua viabilidade técnica e econômica, o projeto pode evoluir para o setor privado, como bancos e sites de compra, por exemplo.
Para a fase de testes, o Ministério das Comunicações criou um portal específico - bandalarga.0800.br - que poderá ser acessado gratuitamente via celular pelas pessoas selecionadas. O órgão distribuirá aos usuários um questionário para conhecer as dificuldades de navegação e a aceitação da facilidade.
Após o período de testes, será definido o público-alvo, que poderá envolver pessoas que já fazem parte de programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. Também serão estudadas as necessárias adequações de redes e sistemas. Comprovada sua viabilidade técnica e econômica, o projeto pode evoluir para o setor privado, como bancos e sites de compra, por exemplo.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Google aprimora buscador enquanto fortalece suas defesas
Google parece empenhada em incitar debates (Fonte: Reprodução/Alamy)
Para uma empresa que já é constantemente submetida ao intenso escrutínio de autoridades antitruste nos dois lados do Atlântico, a Google parece surpreendentemente empenhada em incitar ainda mais debates quanto à sua dominância do mercado de buscas online. No dia 10 de janeiro a gigante da internet anunciou uma série de mudanças na forma com que sua ferramenta de buscas opera, o que provocou a ira de alguns rivais. O conselho geral do Twitter, um serviço de microblogging, foi longe a ponto de alegar em um tweet que as buscas online estavam sendo “corrompidas” pela Google, cujas decisões representavam “um dia ruim para a internet”.
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A Google diz que sua nova iniciativa, chamada de “Buscas, mais o Seu Mundo”, foi projetada para ajudar os usuários a conseguirem resultados ainda melhores com suas ferramentas de busca. Mas seus críticos dizem que na verdade devia ser chamada de “Buscas, mais Google+” já que as mudanças parecem ser arquitetadas essencialmente para promover a nova rede social da empresa. Um dos ajustes feitos significa que agora qualquer um que esteja registrado no Google vai ter informação recolhida de suas contas pessoais no Google+ afetando os resultados de suas buscas individuais. Outra coisa que mudou é que agora perfis e páginas no Google+ de pessoas conhecidas, que sejam relevantes para uma busca vão começar a aparecer nas páginas de resultados. Usuários serão então capazes de acompanhá-los virtualmente. Essas novas ferramentas vão inicialmente estar disponíveis para pessoas fazendo buscas em inglês e com uma conta no Google.
O objetivo da empresa de acrescentar esse “sabor social” às suas buscas é uma resposta ao crescimento do Facebook, que está encorajando as pessoas a encontrarem informação dentro de sua rede de amigos online. Muita gente espera que a gigantesca rede social, que tem cerca de 800 milhões de usuários ativos, em comparação com os 65 milhões do Google+, pressione ainda mais a fortaleza construída pela Google na área de pesquisa online no futuro. Buscando integrar o Google+ com sua ferramenta de buscas, o objetivo da Google é fortalecer suas defesas contra esse tipo de ataque.
Mas também parece ser um convite a acusações de abuso de influência. Tais reivindicações surgem em um momento delicado para a Google, que já está sob investigação na Europa e nos Estados Unidos por causa de acusações de ter beneficiado injustamente certas empresas nos resultados de suas pesquisas. Em sua defesa, a empresa diz que é fácil desligar esses novos recursos caso os usuários não queiram resultados personalizados.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Wikipédia em inglês sai do ar contra lei antipirataria
A página da Wikipédia, em inglês, explica a campanha, defendendo a internet livreREPRODUÇÃO WIKIPÉDIA
RIO - A versão em inglês da Wikipédia, a maior enciclopédia colaborativa on-line do mundo, saiu do ar às 3h (horário de Brasília, meia-noite no horário de Washington, nos EUA) desta quarta-feira, em protesto contra projetos de lei antipirataria que estão em discussão no Senado dos Estados Unidos. O site se junta a mais de 10 mil outros endereços, de menor alcance, que também se propuseram a sair do ar no mesmo dia. A proposta da Wikipédia americana é ficar fora de serviço durante 24 horas.
Na página em português da enciclopédia, um banner preto avisa: “A Wikipédia precisa da internet para continuar livre” Os projetos de lei SOPA e PIPA ameaçam as Wikipédia em todos os idiomas.” e completa logo abaixo:
“A comunidade da Wikipédia em inglês autorizou a retirada do ar de todas as páginas daquele projeto no dia 18 de janeiro de 2012 durante 24 horas. A ação é um protesto contra uma legislação (SOPA-PIPA), em discussão no Congresso dos Estados Unidos, que poderá atentar contra a liberdade de expressão e informação na Internet.”
De todas as gigantes de internet, apenas Google, Wordpress e Wikipédia se manifestaram, a primeira com um link na página inicial, já as duas últimas, de forma mais drástica, puseram o site abaixo em protesto. BoinBoing, Reddit e Greenpeace também fizeram seu manifesto on-line.
Os projetos de lei conhecidos como SOPA e PIPA - siglas de “Stop Online Piracy Act” e “Protect Intellectual Property Act” - surgiram de um esforço das indústrias fonográfica e de cinema americanas para retomar as vendas que perdem com pirataria de seus produtos na internet.
O primeiro, que tramita na Câmara dos EUA, tem como líder Lamar Smith, republicano do Texas, além de um grupo bipartidário de doze autoridades. O segundo, tramita no Senado americano com votação prevista para dia 24, e foi proposto pelo senador democrata Patrick Leahy e um grupo de 11 integrantes também bipartidário.
As leis de combate à pirataria pretendem bloquear o acesso a sites que comercializam conteúdo pirata como música, filmes e livros além de impedir empresas de pagamento de transferir dinheiro para seus donos e suspender imediatamente publicidade relacionadas a eles. Motores de busca seriam solicitados a apagar links para tais sites dos resultados e provedores seriam obrigados e interromper o acesso - especialmente a sites estrangeiros.
Para proteger a propriedade intelectual na internet, a nova legislação pretende dar ao governo dos EUA maiores de poderes de punir donos de "sites dedicados à pirataria ou produtos falsificados".
Se aprovadas, da forma como foram redigidas, as normas irão obrigar os sites a acharem um meio técnico de impedir a distribuição do conteúdo sob pena de fechamento ou até cinco anos de prisão para os organizadores do portal ou rede social. Produtores de conteúdo e estúdios de cinemas como Disney, Universal, Paramount e Warner Bros. e outros gigantes apoiam a iniciativa.
Twitter e Facebook são contra mas não participam do blecaute
Segundo informações da Reuters, o projeto de lei que parecia ter aprovação rápida e garantida talvez seja diluído ou mesmo abandonado, depois de ser criticado até pela Casa Branca, que teria pedido mudanças. Com a virada de mesa no Congresso americano, gigantes de internet como Twitter e Facebook, que são contra, não aderiram ao blecaute.
É provável que três seções importantes do atual projeto sejam mantidas, disse uma pessoa informada sobre o assunto. Elas envolvem cláusulas que levariam serviços de busca a desativar links que conduzam a sites estrangeiros irregulares e corte de serviços publicitários e de processamento de pagamentos a eles, o que afeta diretamente a Google com o Google.com e o Google Ads.
Mas outras cláusulas, que exigiriam que provedores de internet como a Verizon Communications e a Comcast cortem acesso aos sites irregulares por meio de uma tecnologia de bloqueio de endereços de sites, agora devem ser eliminadas.
Google, Amazon, Facebook, eBay, Twitter, PayPal, Zynga, Mozilla, entre outras, escreveram cartas ao Congresso. Era aguardado que todas retirarssem seus sites do ar temporariamente, permitindo que os visitantes tivessem acesso apenas ao conteúdo sobre os polêmicos SOPA e PIPA.
A ação tem como objetivo encorajar os internautas a procurar um membro do congresso do local onde reside, para pedir que ele vote contra as propostas de lei.
A página inicial do Google nos EUA o buscador acrescentou em sua home a frase “Diga ao Congresso: por favor, não censure a web”, que remete a um link para que internautas possam assinar uma petição contra os projetos de lei.
Na manifestação, a empresa admite que combater a pirataria online é importante, mas defende que não há a necessidade de prejudicar redes sociais, blogs e ferramentas de busca que fazem a internet prosperar e criar milhares de empregos.
Grandes nomes da web se posicionam sobre blecaute
Apesar do esforço liderado pela enciclopédia on-line, importantes redes sociais não aderiram ao blecaute. Nesta segunda-feira, o diretor-executivo do Twitter, Dick Costolo (@dickc), disse que a decisão de tirar o microblog do ar seria "uma tolice".
“Fechar um negócio global por causa de uma questão de política nacional é insensato", escreveu no seu microblog em resposta a mensagens de jornalistas que perguntaram se o Twitter iria se unir ao blecaute.
Já o TwirPic, ferramenta externa que permite usuários postarem fotos no Twitter, amanheceu com fundo de tela preto e uma faixa "Stop Censorchip" sobre seu logotipo.
Com pouco apoio de companhias de internet, sites de personalidades como o do documentarista americano Michael Moore, ganharam destaque.
"Tenho orgulho de participar com a Wikipédia e outros milhares de sites nessa mobilização contra essa ameaça à internet livre", disse em comunicado.
"Eu tenho certeza que tudo isso é apenas um acidente que esses projetos de lei estão sendo propostos depois de um ano em que levantes em todo o mundo foram iniciados na internet. Esse é um artifício assustador para quem está no poder", disse.
Senador diz que apagão é 'golpe publicitário'
O presidente da Comissão de Justiça da Câmara dos EUA, Lamar Smith, e um dos autores do projeto Sopa, disse que o "apagão" da Wikipedia e de outros sites é "um golpe publicitário (que) presta um desserviço aos seus usuários ao promover o medo ao invés dos fatos".
- Talvez durante o apagão os usuários possam procurar em outro lugar uma definição precisa de pirataria on-line.
Os projetos restringem o acesso e os pagamentos a sites de fora dos EUA que ofereçam conteúdo roubado ou falsificado. As medidas têm o apoio de produtoras cinematográficas, editoras, companhias farmacêuticas e vários outros setores, que alegam perder bilhões de dólares por ano devido à pirataria.
Outras empresas adotaram a posição de criticar os projetos, mas sem tirar seus serviços do ar. Entre elas estão companhias que em novembro escreveram ao Congresso dos EUA se queixando da nova proposta de legislação, como AOL, eBay, Mozilla e Zynga.
A Motion Picture Association of America (MPAA), entidade sem fins lucrativos que defende os interesses dos maiores estúdios de cinema americano, emitiu um comunicado na terça-feira, véspera do blecaute cordenado, em que o senador e presidente da MPAA Chris Dodd reprovou a atitude de sites americanos que adotaram o protesto.
Em resposta aos blecautes, a MPAA acusou companhias de se aproveitarem do seu poder em uma campanha "irresponsável", manipulando seus usuários em vez de buscarem uma solução com os senadores americanos.
"Algumas empresas de tecnologia estão recorrendo a manobras que punem seus usuários ou os transformam em peões corporativos, em vez de virem para a mesa encontrar soluções para o problema", escreveu.
"É um abuso de poder", afirmou. "O chamado 'blecaute' é um artifício destinado a punir o governo que está trabalhando para proteger os empregos americanos de estrangeiros criminosos", completou.
Fonte: O Globo On line
Minha opinião: Não tenho dúvida quanto a necessidade da internet ser livre. Como também não tenho dúvidas quanto a necessidade de se proteger o direito de autor. Músicas, livros, filmes, vídeos, softwares são obras de criação. Pilhar este acervo trata-se de roubo. Penso que os grandes sites deveriam encabeçar sim, uma campanha contra a pirataria.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Hoje, a Internet. Amanhã, a Internet das Coisas?
O calcanhar da chuteira foi um dos primeiros exemplos da Internet das Coisas, mas Andrew Duncan não sabia disso na época. "Minha namorada foi capaz de me ver na tela do computador quando fiz uma caminhada de cinco quilômetros", lembra Duncan, um consultor de tecnologia de Los Angeles, que participava de uma caminhada para angariar fundos para combate ao Alzheimer, em novembro de 2010.
Seu sapato, equipado com GPS, é da GTX Corp e custa 299 dólares, com uma assinatura mensal wireless. Esse é um exemplo amplamente previso da Internet das Coisas, em que qualquer coisa com inteligência (incluindo máquinas, estradas e edifícios) terá uma presença on-line, gerando dados que poderiam ser usados de formas inimagináveis atualmente. Observadores da indústria discordam apenas que estamos longe disso e ficção científica melhor retrata o que está vindo.
"Qualquer coisa inteligente teria uma presença on-line", diz o analista da ABI Research, Sam Lucero.
O Chief Futurist da Cisco, Dave Evans, concorda. Ele prevê 50 bilhões de aparelhos conectados até 2020, e as redes sociais para conectá-los. "Nos próximos anos, qualquer coisa que tenha um interruptor on-off estará na rede", diz ele. "Prevejo que ocorrerá em praticamente todos os setores e fluxos da vida."
E essa grande onda já começou...
"Há várias indústrias em que a Internet das Coisas está acontecendo", diz Steve Hilton, de uma consultoria sediada em Londres, Analysis Mason. Está acontecendo nas áreas de energia e utilities, automóveis e transporte, e segurança e vigilância. Há um "pouquinho na saúde", acrescenta. Se você incluir o leitor de e-books como o Kindle, que já está acontecendo no campo do consumidor.
Ainda não estão acontecendo, diz ele, na linha branca de eletrodomésticos. "Os vendedores querem, mas eu não acho que vai ser um grande mercado", diz Hilton. "Se custa um extra de 150 dólares, você compraria? Nesse caso, a tecnologia está à frente da demanda do mercado."
A vice-presidente da IBM Research, Katharine Frase, pergunta o que os modelos de negócio poderiam desenvolver para a máquina de lavar roupa, o termostato e o aquecedor de água serem geridos em conjunto, por qualquer consumidor. "Nós vemos uma disposição das pessoas em compartilhar informações entre si se vão receber algo de volta. Se houver algum benefício, como se souber que posso reduzir a conta de energia quando eu estou tomando banho, então pode ser OK".
"Os investimentos estão sendo feitos agora", acrescenta o gerente de produtos da Microsoft Windows Embedded, Kevin Dallas, que se recusou a dar exemplos específicos. "Estamos vendo isso em todas as indústrias, e vamos começar a ver os resultados nos próximos dois a três anos."
Dallas prevê vários possíveis cenários de futuro próximo com base na Internet das Coisas:
- Como membro de um programa de fidelidade, você envia sua lista de compras a uma loja. Recebe uma tag RFID na chegada, e os sinais digitais de exibição em rede da loja vão direcioná-lo pelos corredores, de item para item, para encontrar o que você precisa.
- Sua geladeira monitora o seu conteúdo e faz sugestões para reabastecimento (refrigeradores com conectividade já estão no mercado, incluindo um da Samsung, mas para Hilton, atualmente não há demanda de mercado)
- Seu carro prevendo para onde vai e com sugestões se você perguntar qual posto de gasolina mais próximo, utilizando os dados da nuvem. (Toyota e Microsoft já estão construindo serviços como esses.)
- Seu carro, adicionalmente, monitora suas funções internas e oferece conselhos de manutenção, como o OnStar, uma facilidade de diagnóstico remoto que já é oferecida pela General Motors e, agora, por fabricantes de outros carros.
- Seu carro pode ter uma caixa-preta de dados que podem ser submetidos à sua companhia de seguros, em um esforço para obter taxas reduzidas, assumindo que os dados constituem evidência de uma condução segura. Um número de empresas de seguro do carro já oferece políticas de uso de dados coletados por um instrumento montado no carro.
- Seu carro pode enviar-lhe um aviso, se o adolescente estiver dirigindo numa determinada velocidade, ou por meio de um especificado "geo-fence", como pode agora ser feito com certos dispositivos.
"Depois de três ou quatro anos, irá além de varejo, e depois de dez anos toda a nossa vida será diferente do que podemos imaginar agora", prevê o estrategista da Compass Intelligence, uma empresa de consultoria em Scottsdale, Arizona, Kneko Burney."Em dez anos, não vai ser estranho ter um fone de ouvido de telefone celular embutido no próprio ouvido."
Na China, o premiê Wen Jiabao fez da Internet das Coisas uma meta nacional, observa o professor do MIT, Edmund W. Schuster, que trabalha no Auto ID Center da universidade. "Os chineses veem como parte fundamental de uma sociedade harmoniosa, especialmente aquilo que tornaria mais fácil coordenar os serviços nas cidades densamente povoadas", diz Schuster.
Além disso, o governo municipal de Wuxi, um subúrbio de Xangai, anunciou a intenção de construir um parque temático baseado em Internet das coisas.
Origem no M2M
A Internet das coisas começou há cerca de 15 anos com a ideia das tecnologias machine-to-machine (M2M) para monitorar ativos remotos. A maioria acabou extinta com as redes proprietárias, explica Alex Brisbourne, chefe do Kore Telematics, um provedor de serviços sem fio.
A mudança para a Internet das Coisas iniciou em 2001, "quando começamos a ter os IP (Internet Protocol) oferecidos por meio de redes de telefonia celular", lembra ele.
"A Internet das Coisas é um termo mais novo, mas significa o mesmo que M2M", concorda o analista da Research Beecham, Bill Ingle. "As operadoras têm se interessado em M2M nos últimos dois anos como outra fonte de receitas, quando o mercado de voz começou a saturar."
Lucero, da ABI Research, acrescenta que há uma sobreposição considerável entre a Internet das Coisas, M2M, RFID, medidores inteligentes, redes de sensores diversos e sistemas de controle industrial e automação residencial.
A tecnologia
Um grande catalizador será disseminação do IPv6, que tem o potencial de oferecer endereços de Internet suficientes para cada átomo na face da terra, observa Evans.
"Não há barreiras técnicas", concorda Burney. O fator limitante é o custo dos microcomponentes, a largura de banda das redes sem fio, as estratégias de negócios e a capacidade dos humanos de absorver tanta informação, acrescenta.
Os laboratórios da HP Labs estão atualmente desenvolvendo sensores de nanotecnologia para Internet das Coisas, diz o cientista sênior da HP e diretor do Grupo de Pesquisa em Nanotecnologia de laboratórios da empresa, Stan Williams. Até agora, seu laboratório desenvolveu um dispositivo baseado em MEMS para vibração, detecção e movimento, que pode sentir a vibração em três eixos. A HP está trabalhando também com sensores para sabor e cheiro baseados em laser. Ambos ocupam cerca de um milímetro quadrado, o que significa que sua produção pode ser muito barata.
No próximo ano, os laboratórios da HP estarão montando seu primeiro grande projeto usando tecnologia da Internet das Coisas, um projeto de imagem sísmica para a Shell Oil, dando transparência para os 20 quilômetros da crosta da Terra por uma área de 10 quilômetros quadrados. "Nós vamos fazer o mesmo para a Terra, como já foi feito com as imagens dentro dos seres humanos", diz Williams.
Mas, uma vez que a Internet das Coisas se generalizar, o volume de dados que será gerado será milhares de vezes maior que o atual, então a tecnologia de processamento "terá de ser milhares de vezes mais capaz", acrescenta Williams. "Isso é possível? Sim".
Os processadores podem ser capazes mas, " quando vamos ficar sem largura de banda?", pergunta Katharine, da IBM. Para evitar isso, as informações deveram ser, de alguma forma, filtradas. A IBM está trabalhando em processamento de fluxo (para discernir sinais de ruído, utilizando análise rudimentar), e está fazendo outros trabalhos para que a atual largura de banda seja eficaz. O objetivo, diz Katharine, é "torná-la mais acessível para implementar dispositivos."
Enquanto isso, os dispositivos ligado à Internet das Coisas precisará de novas interfaces de usuário, que deve ser intuitivo, observa Burney. A tecnologia básica, as interfaces e até mesmo os procedimentos para inicializar novos dispositivos envolverão novas especializações que exigirão extensa parceria com a indústria, prevê.
Privacidade e segurança
Sejam quais forem os desafios e vantagens da Internet das coisas, os usuários querem que seus dados permaneçam privados. E ainda não há resposta sobre como isso pode ser assegurado.
"Nós não chegamos lá ainda", afirma Schuster, do MIT , em relação ao ambiente de segurança necessário.
"Você poderia invadir seu medidor de energia e chegar até à usina de energia nuclear do outro lado da linha?", pergunta Brisbourne. "Para ser totalmente honesto, há projetos em nível federal, onde há gente tentando fazer exatamente isso e descobrir para onde realmente levam os buracos de segurança."
Já existe uma força-tarefa na Comissão Europeia para estudar questões de privacidade em relação à Internet das Coisas, diz Dan Caprio, que trabalhou na Comissão Federal de Comércio que atualmente é um consultor estratégico do escritório de advocacia em Washington McKenna Long & Aldridge LLP. No ano passado, a Comissão Europeia o nomeou especialista em Internet das Coisas.
"Há uma suposição, tanto na Europa quanto nos EUA, que teremos uma Internet das coisas", diz ele, acrescentando que se espera que a força-tarefa da CE faça suas recomendações em 2012 ou 2013.
Nos EUA, segundo Caprio, a abordagem que concentra na proteção de informações sensíveis relativas às crianças, informações de saúde e informações financeiras.
"Os europeus têm um monte de regulamentos, mas poucas ações para serem executadas", observa ele. "Nós (nos EUA) não têm os regulamentos de base, mas temos uma protecção eficaz contra as práticas enganosas."
Nos EUA, os anunciantes podem achar especialmente atraente encontrar dados recolhidos pela Internet das coisas, nota Burney. Levará de três a cinco anos para descobrir o que é legalmente prudente, mas "eu acho que o resultado se assemelhará a um lista do que não se pode fazer, com os usuários tendo o controle sobre os dados de si mesmos que eles querem compartilhar", diz.
Mas com um sistema inteligente contextualizado, posicionado corretamente, com a informação certa, no momento certo do anunciante certo ", será quase um prazer ser anunciado", prevê. "As pessoas podem vir a gostar de propagandas, desde que elas tenham valor."
Automóveis, edifícios, medicina, entretenimento e até mesmo publicidade - parece que a Internet das Coisas acabará por tocar quase todos os aspectos da vida. O resultado final poderia ser tão inimaginável hoje como a rede de energia elétrica moderna teria sido para Benjamin Franklin.
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