Google parece empenhada em incitar debates (Fonte: Reprodução/Alamy)
Para uma empresa que já é constantemente submetida ao intenso escrutínio de autoridades antitruste nos dois lados do Atlântico, a Google parece surpreendentemente empenhada em incitar ainda mais debates quanto à sua dominância do mercado de buscas online. No dia 10 de janeiro a gigante da internet anunciou uma série de mudanças na forma com que sua ferramenta de buscas opera, o que provocou a ira de alguns rivais. O conselho geral do Twitter, um serviço de microblogging, foi longe a ponto de alegar em um tweet que as buscas online estavam sendo “corrompidas” pela Google, cujas decisões representavam “um dia ruim para a internet”.
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A Google diz que sua nova iniciativa, chamada de “Buscas, mais o Seu Mundo”, foi projetada para ajudar os usuários a conseguirem resultados ainda melhores com suas ferramentas de busca. Mas seus críticos dizem que na verdade devia ser chamada de “Buscas, mais Google+” já que as mudanças parecem ser arquitetadas essencialmente para promover a nova rede social da empresa. Um dos ajustes feitos significa que agora qualquer um que esteja registrado no Google vai ter informação recolhida de suas contas pessoais no Google+ afetando os resultados de suas buscas individuais. Outra coisa que mudou é que agora perfis e páginas no Google+ de pessoas conhecidas, que sejam relevantes para uma busca vão começar a aparecer nas páginas de resultados. Usuários serão então capazes de acompanhá-los virtualmente. Essas novas ferramentas vão inicialmente estar disponíveis para pessoas fazendo buscas em inglês e com uma conta no Google.
O objetivo da empresa de acrescentar esse “sabor social” às suas buscas é uma resposta ao crescimento do Facebook, que está encorajando as pessoas a encontrarem informação dentro de sua rede de amigos online. Muita gente espera que a gigantesca rede social, que tem cerca de 800 milhões de usuários ativos, em comparação com os 65 milhões do Google+, pressione ainda mais a fortaleza construída pela Google na área de pesquisa online no futuro. Buscando integrar o Google+ com sua ferramenta de buscas, o objetivo da Google é fortalecer suas defesas contra esse tipo de ataque.
Mas também parece ser um convite a acusações de abuso de influência. Tais reivindicações surgem em um momento delicado para a Google, que já está sob investigação na Europa e nos Estados Unidos por causa de acusações de ter beneficiado injustamente certas empresas nos resultados de suas pesquisas. Em sua defesa, a empresa diz que é fácil desligar esses novos recursos caso os usuários não queiram resultados personalizados.
Um comentário:
Eu gosto. Permite pesquisas mais diretas. Reclamações me parecem apenas choro, porque a pessoa sempre poderá usar o Bing, yahoo search etc...
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