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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tendências para call center em 2013



Tendências do mercado de call center para 2013


Um novo ano se inicia e, com ele, começam as previsões e perspectivas para 2013. A equipe do Blog da Teclan separou para você algumas das principais tendências para call center neste ano. Algumas são novidades; outras, apenas a continuação de ações do passado que devem ficar mais intensas no ano que começa. Confira nossas apostas para o porvir do mercado de contact center:
  1. Atendimento multicanal mais forte: ideia recorrente no mercado de contact center, a tendência é que o atendimento multicanal fique cada vez mais forte. Uma pesquisa recente do Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos (Sintelmark) aponta o caminho: se, em 2008, 70% dos contatos eram feitos por via telefônica, em 2013 esse valor poderá chegar a 50%. Diante desse cenário, os gestores precisam se preocupar com os outros 50%, pensando em outros meios de chegar ao consumidor como, por exemplo, redes sociais, chat, email ou campanhas de SMS.
  2. Redes sociais: como falamos aqui no Blog no nosso post sobre redes sociais nocall center, estes novos canais estão cada vez mais difundidos entre os consumidores e, por isso, cada vez mais na mira dos gestores profissionais de centrais. A central de atendimento deverá utilizar as mídias sociais como canal de contato para interagir com o seu público — especialmente com as novas gerações de consumidores.
  3. Mobile: telefones móveis estão cada vez mais presentes entre os brasileiros. Segundo os últimos dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), são 260,04 milhões de linhas ativas na telefonia móvel do país. Diante desses números, o call center precisa acompanhar essa tendência. Campanhas voltadas para este público, usando SMS e torpedos de voz, devem estar no radar da equipe do MIS.
  4. Investimento em tecnologia: para campanhas nas redes sociais e para dispositivos móveis, será necessário expandir o background de TI dos call centers. A pesquisa do Sintelmark aponta que o número de técnicos de TI nas centrais cresceu 23,41% entre 2009 e 2011. Por isso, vale a pena rever seus investimentos na área e avaliar se ocontact center conta com um suporte tecnológico adequado.
  5. Cloud call center e interiorização de centrais: tecnologias novas, como o cloud call center, ajudam contact centers com estrutura reduzida a se organizarem melhor, atendendo toda a demanda recebida. Essa inovação dá suporte a novos arranjos dentro da indústria do call center, como a interiorização de centrais: uma tentativa de reduzir custos, melhorar serviços e fugir dos problemas decorrentes da vida na metrópole.
  6. Big data no call centeruma central gera uma grande quantidade diária de dados sobre os consumidores contactados. Em 2013, os gestores profissionais saberão usar estes dados para dar suporte às operações. Da ação mais trivial até contatos mais segmentados, como na área de cobrança – as campanhas serão beneficiadas de um modo geral, munindo os agentes de detalhes sobre o perfil e as expectativas do usuário. As tecnologias de big data, usadas para administrar grandes volumes de informação, poderão estar presentes nos call centers brasileiros muito em breve.
  7. Call center como referência de qualidade no atendimento: o consumidor tem acesso a um grande número de canais de comunicação e pode utilizá-los tanto para elogiar quanto para criticar sua empresa. Diante desse cenário, percebe-se um movimento das centrais brasileiras para melhorar seu atendimento e profissionalizar seus núcleos, investindo em capacitação. Afinal, o call center baseia-se na lógica do contato: quanto mais agradável for a conversa com o cliente, maior será a probabilidade do seu retorno.
Fonte: Blog da Teclan

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Open source: 9 projetos mais bem-sucedidos em 2012


É hora de olhar para trás e analisar quais tecnologias brilharam mais em 2012. Entre estas, algumas na área de código aberto conquistaram espaço no mercado. Veja a seguir nove projetos de open source que tiveram mais sucesso durante este ano:


1- Apache Hadoop2012 foi o ano da decolagem do Big Data e da disseminação do Hadoop, projetada para tratar grandes volumes de informação. Vários distribuidores da ferramenta estão disputando a liderança do mercado. Hortonworks, Cloudera e MapR são apenas três dos líderes, mas gigantes como a IBM também abraçaram a plataforma. A revolução de dados grande só vai aumentar e parece que o código aberto Hadoop tem cimentado a sua posição de liderança. É usado por empresas como: Yahoo, Google, Facebook, Amazon.com e eBay.

2- MongoDB
A revolução de Big Data tem exigido o desenvolvimento de bancos de dados não-relacionais para fazer análise de grandes volumes de informações. Embora seja muito cedo para declarar um vencedor na corrida NoSQL, o MongoDB da 10gen, desenvolvedora da aplicação, parece estar na frente. Com uma equipe bem-sucedida de veteranos de tecnologia, o MongoDB é geralmente reconhecido como o líder, até mesmo por seus concorrentes. É usado por Etsy, Disney, CraigsList, Foursquare e The New Yok Times.

3- OpenStack
Com capacidade para gerenciar componentes de múltiplas infraestruturas virtualizadas, o OpenStack é resultado de esforço conjunto da Nasa (Agência Espacial Americana) e do provedor Rackspace. Chamado de sistema operacional da nuvem, o projeto já é suportado por diversas empresas. Porém, o apoio generalizado que gerou criticas de especialistas, quequestionam a interoperabilidade em nuvem e falta de clareza sobre companhias que estão apoiando o projeto. Ainda assim, existem mais de 6 mil linhas de código em OpenStack, o que sinaliza que alguém está fazendo algo. O projeto tem como principais concorrentes a Amazon e CloudStack. É usado pela NASA, HP, AT&T, Deutsche Telekon, etc

4- Pentaho
O Pentaho conquistou espaço no terreno de business intelligence, integração com parceiros de Hadoop, bem com empresas NoSQL. A tecnologia também levantou capital e reforçou o número de clientes em 2012. Tem parcerias com HP, Read Hat, Cloudera, MySQL e Accenture

5 - PostgreSQL
Apesar de ter havido muito barulho em torno de NoSQL, o mar para banco de dados relacional tradicional não secou. Embora o MySQL tenha deixado a comunidade preocupada quando passou para as mãos da Oracle, ele abriu uma janela para um outro banco de dados open source. Trata-se do PostgreSQL, que é suportado comercialmente pela EnterpriseDB. A plataforma avançou no mercado. É usada por Skype, Reddit, State Farm, Sony online e Instagram.

5- Joomla
O gerenciador de conteúdo de website de código aberto se tornou um dos mais utilizados para desenvolvimento de lojas virtuais, blogs, portais e catálogos online. A plataforma se destacou por suportar vários aplicativos diferentes e extensões para dar aos usuários mais poder e flexibilidade na produção de sites customizados. A ferramenta já registrou mais de 35 milhões de downloads.

6- WordPress
Enquanto o Joomla se posicionou como plataforma de gerenciamento de conteúdos para construção de sites, o WordPress se tornou a preferida dos blogs. Especialistas do mercado afirmam que o WordPress é a tecnologia mais popular na categoria de Web Management. Embora as preocupações de segurança tenham aumentado nos últimos anos, a tecnologia tem se mostrado como uma das menos vulneraveis. É usada por sites como da CNN, Forbes, Reuters, Mashable

7- DotNetNuke
Menos conhecido na lista das plataformas WCM, o sistema DotNetNuke (DNN), para criação de aplicativos web na plataforma .Net da Microsoft, teve um ano excepcional. Em outubro desse ano, a Microft fechou um parceria estratégica para levá-la para sua arquitetura de nuvem Azure. Além disso, o projeto continua a adicionar várias funcionalidades para suportar e-commerce e hospedagem em cloud. 

8- SugarCRM
O SugarCRM, sitema de gerenciamento de clientes está construíndo história de sucesso. Durante muito tempo, foi considerado apenas uma versão de código aberto da Salesforce.com. Mas emergiu e vem avançando no mercado. Com várias opções de consumo, a ferramenta tem ofertas com preços para atender clientes de portes variados. Com inovação, o CRM encontrou o seu lugar. Já tem integração com Sharepoint (Microsoft), Lotus Notes, Yahoo Mail, Outlook e Gmail.

9- Audacity
Embora não seja um grande sucesso comercial como o resto dos projetos de código aberto mencionados, o software de edição digital de áudio Audacity vem se destacando no mercado pela sua facilidade de uso. Eu não estou ciente de qualquer suporte comercial da empresa e serviços, mas quem precisa? Ele simplesmente funciona. Se você tem que trabalhar com arquivos de áudio, o Audacity se apresenta como uma ferramenta poderosa. O sistema já foi baixado cerca de 70 milhões de vezes.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Cinco dicas para proteger os investimentos em TI



Analistas do Gartner listaram cinco recomendações para assegurar e garantir o investimento em tecnologia. Veja a abaixo.
1 – Faça diagnóstico dos desafios e mudanças urgentesO custo de implantação de um novo projeto e as despesas operacionais em curso são, muitas vezes, tratadas separadamente. É essencial tirar conclusões claras para vincular os gastos do projeto e os custos operacionais. 

Se o aumento nos custos de operação de novos projetos não for sustentável, há riscos de a TI ficar sem orçamento. As hipóteses de investimentos futuros ficam reduzidas, levando a uma espiral descendente.
2 – Planeje-se para evitar surpresasOs custos ocultos podem ser mais perigosos do que os visíveis. Em muitas organizações é obrigatório prever os custos futuros de operação nos planos do projeto. No entanto, o otimismo é ainda generalizado quando se trata de planejamento. Na fase inicial dos novos projetos, muitos erram ao subestimar custos com suporte e custos e dependências de fornecedores exclusivos, sem levar em conta mudanças.

3 – Tenha visão única sobre ativos, serviços e despesas
Esta estratégia deve ser alcançada com eliminação de silos de informação. Um dos caminhos é ter gestores de serviços e de projeto trabalhando juntos na aprovação das iniciativas. Além disso, certifique-se de que as novas despesas operacionais são identificadas por meio de uma análise de custo total de propriedade.
4 – Identifique quando implantar plano de ativos abrangenteNovos projetos e serviços são vistos como muito valiosos para as organizações. No entanto, essa percepção pode ser reduzida em razão de a  manutenção e compra de novos ativos e serviços de TI exigirem investimentos. Muitos ativos de TI e serviços contêm dados sensíveis para os negócios que devem ser mantidos em conformidade com as regulamentações e normas legais. Se a decisão for substituir, atualizar ou remover esses bens ou serviços, isso pode implicar despesas inesperadas capazes de engolir o orçamento do departamento.
5 – Decida o que fazer e quando“Fazer mais com menos” é uma utopia em épocas de crise. Os analistas preferem dizer: minimize os gastos com TI. Nesse sentido, o sucesso de um projeto pode ter o efeito de aumento da procura. Portanto, é tão importante administrar bem a procura por um serviço ou um bem quanto gerenciar o próprio projeto. Caso contrário, a eficiência e a poupança podem desaparecer e colocar em risco o financiamento para projetos futuros.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Prepare-se para a próxima geração de contato com o cliente


O mundo muda todos os dias, e a maneira com que nos comunicamos também. No mundo 2.0, novas mídias surgem a cada momento, o que não só nos faz pensar sobre o modo com que interagimos com os nossos amigos e colegas, mas também sobre a forma com que fazemos negócios.
Como resultado, estamos frente a frente com uma nova tendência, que é o consumidor 2.0. Para ter sucesso nesse novo mundo, as empresas precisam entender esse novo cliente, que confia mais nas opiniões dos seus amigos do que no posicionamento institucional das empresas.

À medida que os canais de comunicação se expandem e adicionam novas mídias à nossa rotina diária, as empresas devem estar preparadas para trabalhar em colaboração com seus clientes, em vez de simplesmente interagir com eles. A comunicação com o cliente está deixando de ser uma interação cujos termos quem define é a empresa, e tornando-se uma colaboração cujas regras são estabelecidas pelo cliente. Portanto, para alcançar um novo patamar de relacionamento cliente-empresa, as ferramentas 2.0 precisam estar inseridas nos processos da empresa.

Segundo Bern Elliot, vice-presidente do Gartner, os contact centers terão aplicativos sociais integrados dentro dos próximos três a cinco anos. "A pressão da concorrência vai forçar os contact centers a mudar a forma com que entregam seus serviços", explicou.

Devido ao caos produzido pela troca mais intensa de informações ao longo de um número maior de canais, a comunicação tende a se tornar um assunto mais complexo para as empresas. Neste cenário, as comunicações unificadas (UC) têm o poder de deixar tudo mais simples. Elas unificam a grande quantidade de canais e de informação produzida, e os transformam em inteligência estratégica, oferecendo comunicação transparente, fluida e ágil.

Por exemplo: tendo em mente que mais de 10% das interações com os clientes exigem o apoio de especialistas que estão fora do contact center, os agentes podem, com o recurso de presença, ver uma lista de especialistas da empresa e sua disponibilidade, escolher a pessoa que tem condições de ajudar de forma mais eficiente, e com um clique conversar com o especialista sobre as respostas às dúvidas do cliente. Estas interações em tempo real podem acontecer por voz/telefonia, mensagens de chat e compartilhamento de tela ou de dados, numa única sessão, enquanto o agente está conectado ao cliente.

As comunicações unificadas ajudam as empresas a envolver o cliente, agregando ferramentas de contato de próxima geração com a empresa 2.0. Como resultado, as empresas podem resolver os problemas na primeira chamada e melhorar os índices de satisfação do cliente, oferecendo serviços mais focados que atendam às necessidades do cliente com mais eficiência.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Tendencias para 2012 - Cloud será investimento prioritário em 2012, aponta Unisys


Pesquisa da Unisys aponta que para 50% da empresas, computação em nuvem será investimento prioritário em 2012. Dos 300 respondentes do levantamento, realizado de setembro a outubro de 2011, por meio do site da companhia, indica ainda que o modelo, pelo segundo ano consecutivo, está no topo do interesse das organizações. 

No ano passado, 44% dos 262 entrevistados afirmaram que a computação na nuvem era número um na lista de prioridades para 2011. “Nos últimos dois anos, a computação em nuvem passou a ocupar um lugar central nas decisões de investimento de TI”, afirma Colin Lacey, vice-presidente, Serviços e Soluções de Centro de Dados da Unisys. 

De acordo com Lacey as companhias agora enxergam nuvem como vital para obter serviços de TI que permitam oferecer soluções para clientes e entregar produtos competitivos.

Outro dado relevante da pesquisa deste ano mostra outros itens que fazem parte das prioridades, entre eles segurança virtual (21%), mobilidade/computação social (21%) e Big Data (8%).

    quinta-feira, 21 de julho de 2011

    08 tendências seguidas pela i-Coll para ser o SAP da Indústria de Cobrança



    01 - Oferecer uma solução completa e única, capaz de atender a todas as demandas de um Escritório ou call center de cobranças, dentro de um único Front End. Isto se fez possível pela combinação de um poderoso CRM de Cobrança com poderosas ferramentas de Telecom (SMS, IVR, VOIP, e discador interativo) + Ferramentas de BI capazes de transformar dados em informações de decisão


    02 - Mesclar tecnologias proprietárias com tecnologias open source, reduzindo de maneira significativa o TCO da operação;


    03 - Virtualizar cada vez mais a empresa, em todos os seus níveis: Escritório administrativo, Escritório de Projetos e Fábrica de Software, dotando a i-Coll de capacidade de atendimento, flexibilidade e agilidade. 


    04 - Ter todos os seus ativos na nuvem. Isto significa ter nossos servidores, nossas ferramenta de desenvolvimento, nossos ativos de software, nosso servidor de e-mail, qualquer planilha, qualquer documento podendo ser acessado de qualquer parte do mundo. Com segurança e rapidez;


    05 - Ter como mercado o mundo, sem fronteiras, sem barreiras, levando uma solução i-Coll onde se precise gestionar uma operação de cobrança. Isto se fez através de uma poderosa rede de parceiros locais, e do versionamento inteligente das soluções disponibilizadas pela empresa.


    06 - Oferecer os mais diversos serviços ligados ao crédito & cobrança, participando desses negócios como o provedor de tecnologia, ou sócio tecnológico. Estamos exercitando os mais diversos modelos de negócios: venda de software, consultoria de negócio, capacitação de equipes de cobrança, oferta das soluções em modelo On Demand, consultoria para analise de informações, podendo participar de qualquer negócio seja como o provedor de tecnologias ou como o sócio tecnológico. 


    07 -  Aprofundar o uso das  tecnologias disponíveis  sem deixar de pesquisar o uso de novas tecnologias, podendo desta forma ser sempre a próxima geração de software de cobrança para nossos clientes.


    08 - Alicerçar nossas soluções em um profundo conhecimento do contexto de negócios da Indústria de Crédito & Cobrança. Soluções de quem conhece C&C para quem vive em C&C. Estamos falando de especialização. 

    10 tendências tecnológicas para os próximos 10 anos



    Uma breve visão do futuro. Uma breve visão do futuro.

    É difícil falar de futuro mantendo um pé no chão enquanto a cabeça vai para as nuvens. É muito fácil imaginar utopias distantes e esquecer-se da realidade possível e plausível. Divagar em possibilidades tecnológicas que beiram os quadros de Salvador Dalí no que tangem à sua probabilidade de concretização.


    O que esperar nos próximos 10 anos


    Em meio a tantas novidades e a velocidade estupenda com a qual os avanços nos campos computacionais ocorrem, conversamos com dois expoentes na área para responder à seguinte questão: “Na sua visão, quais as tendências do mundo da tecnologia para os próximos 10 anos”?
    As respostas de Paulo Iudicibus, diretor de Inovação e Novas Tecnologias da Microsoft e Isar Mazer, vice-presidente de Produto e Procurement da Positivo Informática trazem luz a um futuro obscuro, e fornecem uma visão gloriosa no que tange a mobilidade, a informação e a integração.


    10 – Mais sustentabilidade, menos desperdício


    Não é de hoje que a questão é levantada. Em 1992, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (que ficou conhecida como ECO-92) já discutia conceitos ainda desconhecidos como desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas e a conservação e reaproveitamento de recursos naturais.
    Verde é bom. Prepare-se para escutar mais sobre isso.Quase 20 anos depois, o cerne da questão verde foi bastante aprofundado, e áreas como desenvolvimento de novos produtos e tecnologias levam a sustentabilidade como um de seus pilares fundamentais.
    Para Paulo Iudicibus (Microsoft) existe um lado ecológico da tecnologia. “Cada vez mais os dispositivos terão que ser sustentáveis”. A teoria é corroborada por Isar Mazer (Positivo Informática): “A preservação do meio ambiente se ampliará também na área de TI, com o uso de materiais menos poluentes e recicláveis. Novos transistores e múltiplos núcleos vão viabilizar a redução de consumo dos computadores”.
    Desta forma, ocorrerá a eliminação de componentes dispensáveis em eletrônicos, materiais biodegradáveis poderão ser empregados para bens de consumo supérfluo e a energia será gerada pelo próprio usuário simplesmente andando com o celular no bolso da calça.


    09 – Imigrantes e nativos digitais trabalhando juntos


    A maioria de nós é um imigrante no que tange a computação e a internet. Uma pessoa que nasceu e criou-se num ambiente offline, mas que aprendeu os meandros da computação e hoje em dia consegue executar suas atividades diárias utilizando uma ferramenta que era estranha no começo, mas que foram pensadas tendo em mente o nosso aprendizado e utilização.
    Pessoas nascidas nos anos 90 e 2000 são nativas digitais.No entanto, o mercado de trabalho deve começar a receber em breve os chamados nativos digitais. Pessoas nascidas nos anos 90 e 2000, que nunca precisaram pensar e agir offline, e para as quais um ambiente digital é tão natural quanto um ambiente não composto por bits e bytes.
    Apesar da antecipação deste momento, as ferramentas que possuímos hoje não são pensadas para estas pessoas e sua habilidade natural de locomover-se pelos meios eletrônicos, bem como sua visão completamente natural do digital. Estes atributos novos no mercado de trabalho devem ser bem explorados, mas sem deixar de lado usuários imigrantes, que farão parte dos ambientes empresariais ainda pelas próximas duas ou três gerações.
    Os nativos digitais estão imersos em tecnologia desde o nascimento.A força de trabalho multigeracional, como é chamada, integra estes dois universos, e para Paulo Iudicibus (Microsoft) os ambientes de trabalho tem que se habituar às diversas gerações; a tecnologia terá que suportar a capacidade de trabalhadores, sem se dividir com fronteiras.
    As grandes empresas do ramo de informática (inclusive nós do Baixaki, que nasceu no início dos anos 2000, pouco depois do grande boom da internet) já estão se preparando para esta diversidade cultural no ambiente de trabalho. Aos poucos, os outros segmentos do mercado devem seguir o mesmo padrão.


    08 – Online o tempo todo e com todas as informações


    Conexões Wi-Fi, Edge, 3G e 4G. Satélites, fibras óticas e redes ad-hoc. Laptops, notebooks, netbooks, smartphones, tablets, celulares, PDAs, pagers, televisões, desktops e muito mais pode ser resumido em uma única palavra: conectividade. E as formas inventadas de se conectar a esteuniverso de dados que recobre o mundo ainda não acabaram.
    Toda a informação gerada é acessível por todo o mundo.
    Todos os dias, milhares de pesquisadores e engenheiros procuram a forma perfeita de manter um ser humano informado e conectado. Por meio do maior portal de downloads do Brasil, você fica sabendo as novidades sobre programas e área de tecnologia no seu desktop. Na faculdade ou trabalho, utiliza seu netbook para acessar emails e bater papo com os colegas. Em casa pode ligar a televisão e escolher o conteúdo que vai assistir.
    Um universo de pesquisa.A fragmentação do digital ainda é presente na nossa vida, mas tende a diminuir. Para Isar Mazer, da Positivo Informática, é fato que nos próximos 10 anos pessoas e máquinas vão se comunicar por redes de conexões neurais, permitindo aplicações práticas e inéditas, como o monitoramento da saúde, alimentação e clima.
    Exemplos do que esta visão incluí são o fato de que seu médico saberá como anda a sua alimentação e enviará mensagens de acompanhamento instantâneo da sua saúde. Você se arrumará de manhã sabendo o que vestir para o dia vindouro, pois já conhece a previsão do tempo para o período.


    07 – Tecnologia mais presente e menos aparente


    É estranho pensar que, quanto mais a tecnologia avança, menos nós prestamos atenção a como ela nos cerca. Mas é exatamente isto que Paulo Iudicibus visualiza em um futuro próximo.
    Donas de casa não precisarão fazer listas de compras, já que seus refrigeradores e dispensas farão encomendas automaticamente quando produtos estiverem acabando. Pagamentos efetuados por meios eletrônicos superarão o uso de papel moeda, e tornarão notas e cheques ultrapassados.
    Mas tudo isso será cotidiano. Ninguém pensará “uau, como é tecnológico”. Será tudo... Banal.


    06 – O fim do papel e o reinado do e-paper


    Pensando em todos os itens anteriores combinados, parece óbvio que o uso do papel cotidianamente desapareça. No seu lugar surgirão telas ultraflexíveis que imitarão a utilização dada para seus predecessores, expandindo-as. Cadernos de notas se tornarão aparelhos celulares. Jornais serão atualizados instantaneamente. Cadernos carregarão informações de um terminal ao outro.
    Algumas das formas citadas (bem como diversos pontos tratados neste texto) podem ser vistas neste vídeo, que é uma espiadela no futuro, criado pela Microsoft.


    05 – Um mundo formado por imagens digitais em todo o mundo real


    Devido ao barateamento das telas sensíveis ao toque e outras tecnologias de visualização, muito do que é feito de maneira precária hoje será digital. Os painéis com propagandas em movimento como na Times Square, em Nova Iorque, causarão espanto pela pouca qualidade e usabilidade das tecnologias disponíveis.
    Mapas com visualização em tempo real das rotas e posições de transportes públicos estarão em cada parada, acompanhados da previsão de chegada do próximo veículo. Telas transparentes no lugar de vidros, imagens saltando das lojas e espelhos funcionando com realidade aumentada ajudando moças a escolherem suas roupas nos provadores são apenas algumas das possibilidades.


    04 – Mescla entre realidade e “digitalidade”


    Filmes de ficção científica tem o costume de mostrar holografias e imagens em três dimensões interagindo com usuários como uma pessoa normal. Para todos os que achavam este sonho sci-fi muito distante, repensem. A Microsoft deu um grande salto na interação homem e máquina introduzindo no mercado o Milo, um jovem cibernético que interage com você e reconhece seus movimentos, expressões e fala.
    Agora imagine este tipo de tecnologia completamente desenvolvida, aliada ao barateamento dos custos de monitores e telas 3D sem o uso de óculos, e teremos guias turísticos em três dimensões andando com estudantes em museus, atendentes virtuais em lojas de roupas e muito mais.


    03 – Armazenamento e colaboração nas nuvens


    Para Paulo Iudicibus este ponto já é realidade, e tende a ser apenas aprofundado e melhorado. A computação em nuvem traz benefícios gigantescos, como a necessidade de espaços de armazenamento menores, edições colaborativas e menores requerimentos de hardware para aplicações, mas depende de uma conexão a internet constante e de alta velocidade para funcionar corretamente.
    Este recurso ainda é subaproveitado, e com o barateamento da transmissão de dados, os equipamentos eletrônicos e a melhoria da qualidade dos serviços das operadoras de internet, a tendência é de que a maioria dos arquivos em um computador deixe de ser armazenada localmente e passe a ser pega diretamente da nuvem.
    Pensando pequeno, você não precisaria ter uma coleção de MP3 e filmes em seu disco. Basta acessá-los e aproveitar um momento de descontração. Seus documentos, trabalhos e estudos ficarão hospedados na rede, e não será necessário enviá-los por email para o destinatário. Basta que ele acesse o arquivo e faça as alterações. Tudo será registrado, e você poderá ver exatamente o que foi alterado, quando e por quem.
    Isar Mazer levanta um ponto importante: na nuvem, o usuário poderá interagir com aplicativos inteligentes, que utilizam suas várias experiências em diversos campos para evoluir linhas de raciocínio e fornecer serviços cada vez mais precisos e especializados.
    Escritórios tendem a deixar de existir. Determinados cargos existirão apenas na forma de Home Office, já que o trabalhador não precisará se deslocar até o local do emprego, economizando os recursos naturais que seriam utilizados no transporte e o tempo do translado (retomando o ponto 10 – Sustentabilidade).


    02 – Você não os vê, mas eles estão lá


    Nanotecnologia. Computadores cada vez menores, com usos diversos. Microcirurgiões realizando operações dentro do corpo humano. Nadadores minúsculos despoluindo rios e mares. Robôs tão pequenos que são capazes de serem levados pelo ar para analisar condições atmosféricas no mundo todo, promovendo uma qualidade superior na previsão do clima e catástrofes naturais.
    Robôs miniaturizados para efetuar tarefas antes impossíveis.
    Fonte da Imagem: Claims Magazine
    Ambientes com móveis adaptáveis às necessidades momentâneas e resoluções ainda maiores que as existentes hoje em espaços pequenos.
    A criação de Sistemas Microeletromecânicos (Micro-Electro-Mechanical Systems, em inglês) ou simplesmente MEMs irá permitir acesso e controle sobre áreas humanas e naturais nunca antes pensadas.


    01 – Melhoramentos humanos: a bioengenharia


    Próteses biônicas perfeitamente integradas ao corpo humano, de forma que nem um observador atento consiga perceber a diferença. Já conseguimos fazer braços, pernas e olhos biônicos. A produção de um ser humano imortal ainda parece ser um sonho distante, mas a melhoria humana é um ponto mais real.
    Aliado a todas as tecnologias e tendências anteriores, o homem procurar uma forma de melhorar suas capacidades e recobrar funções perdidas. Computadores que funcionem com o mesmo princípio dos neurônios (chamados de neurocomputadores) permitem a perfeita integração homem/máquina.
    Olho biônico. Uma realidade.
    Fonte da Imagem: MIT Media Relations

    Paulo Iudicibus levanta o ponto de que a Lei de Moore, que diz que o poder de processamento dos computadores atuais dobra a cada 18 meses, aliado às novas tecnologias, nos forneceria processadores aproximadamente 7x mais rápidos nos próximos anos. Isar Mazer complementa dizendo que a interação entre dispositivos e pessoas será tão natural como, hoje, são os relacionamentos, com horizontes expandidos graças às redes sociais.
    Mescle a bioengenharia com a nanotecnologia, a conectividade relacionada com a computação em nuvem em uma pessoa nativa tecnologicamente e você terá uma visão do futuro muito além dos próximos 10 anos. Mas não se esqueça: as tecnologias necessárias para a produção deste tipo de realidade já estão em desenvolvimento, e os anos vindouros serão de grandes avanços nestes campos.

    Gartner aponta tendências de TI até 2015


    O Gartner divulgou  uma lista com as principais tendências em tecnologia da informação no mundo para os próximos anos.

    Segundo a empresa, que trabalha com pesquisa e aconselhamento, os tópicos abordados pela pesquisa apontam mudanças no equilíbrio do poder e no foco em TI.

    Confira as tendências para os próximos anos de acordo com as previsões feitas pelo Gartner:
    Até 2012, 20% das empresas não terão ativos de TI
    Muitas tendências inter-relacionadas estão impulsionando esse movimento de reduzir os ativos de hardware de TI, tais como virtualização, cloud computing e profissionais usando sistemas de desktops e notebooks em redes corporativas.
    A necessidade de hardware de computação, seja nos data centers ou nas mesas dos funcionários, não desaparecerá. Porém, se a propriedade do hardware passar para terceiros, então haverá mudanças maiores em cada faceta da indústria de hardware de TI. Por exemplo, os orçamentos empresariais de TI vão se contrair ou serão realocados para projetos mais estratégicos; a equipe de TI das empresas será reduzida ou reeducada para atender às novas exigências e/ou a distribuição do hardware terá que mudar radicalmente para atender às exigências dos novos pontos de compra de hardware de TI.
    Até 2012, as companhias de serviços de TI centralizadas na Índia vão representar 20% dos principais agregadores em nuvens do mercado (por meio de ofertas de serviços em nuvem)
    O Gartner vê as companhias de serviços de TI centralizadas na Índia alavancando as posições de mercado e os níveis de confiança estabelecidos para explorar modelos de crescimento de receitas não lineares (que não estão diretamente correlacionados ao crescimento baseado no trabalho) e trabalhando com esforços de pesquisa & desenvolvimento (P&D) de interesse, especialmente na área de computação em nuvem. O trabalho coletivo dos fornecedores centralizados na Índia representa um segmento importante dos agregadores em nuvens do mercado, que oferecerão opções de terceirização que viabilizem nuvens (também conhecidos como cloud services).
    Até 2012, o Facebook vai se tornar o hub para integração de redes sociais e socialização Web
    Por meio do Facebook Connect e outros mecanismos similares, o Facebook vai dar suporte e terá um papel fundamental no desenvolvimento da web social distribuída e interoperável. Na medida em que o Facebook continua a crescer e a superar outras redes sociais, essa interoperabilidade vai se tornar crítica para o sucesso e a sobrevivência de outras redes sociais, canais de comunicação e sites de mídia.
    Outras redes sociais (incluindo o Twitter) vão continuar a evoluir, buscando maior adoção e especialização com áreas de comunicação e conteúdo, mas o Facebook representará um denominador comum a todas elas.

    Até 2014, a maioria dos cases de negócios de TI vai incluir os custos da correção do carbono
    Hoje, a vitalização dos servidores e o gerenciamento da energia dos desktops demonstram economias substanciais nos custos com energia e essas economias podem ajudar a justificar os projetos. A incorporação dos custos do carbono nos negócios fornece mais uma medida das economias e prepara a organização para um maior exame do seu impacto de carbono.
    As pressões econômicas e políticas para demonstrar responsabilidade pelas emissões de dióxido de carbono vão forçar mais empresas a quantificar os custos do carbono nos negócios. Os fornecedores terão que fornecer estatísticas sobre o ciclo de vida do carbono para seus produtos ou encarar a erosão de sua participação no mercado. A incorporação dos custos do carbono nos negócios vai apenas acelerar levemente os ciclos de substituição. Uma estimativa razoável para o custo do carbono em operações típicas de TI seria um ou dois pontos porcentuais dos custos gerais. Portanto, a prestação de contas sobre o carbono vai, provavelmente, alterar o market share, mas não o tamanho do mercado.
    Em 2012, 60% das emissões de gases estufa na vida total dos PCs terão ocorrido antes que o usuário ligue a máquina pela primeira vez
    O progresso no sentido de reduzir a energia necessária para montar um PC tem sido lento. Por todo o seu ciclo de vida, um PC típico consome dez vezes seu próprio peso em combustíveis fósseis, mas cerca de 80% do uso energético total de um PC ocorre durante a produção e o transporte.
    A maior consciência entre os compradores e aqueles que influenciam a compra, a maior pressão dos rótulos ecológicos (eco-labels), as crescentes pressões de custo e a pressão social alertaram a indústria de TI para o problema das emissões de gases estufa. Agora, os pedidos de oferta (RFPs) buscam critérios relacionados ao ambiente nos produtos e nos fornecedores. A consciência ambiental e a pressão legislativa vão aumentar o reconhecimento das emissões de dióxido de carbono na produção e nas atividades de uso. Os provedores de tecnologias devem prever que lhes será solicitado que forneçam dados sobre as emissões de dióxido de carbono para um número crescente de clientes.
    O marketing via Internet será regulamentado até 2015, controlando mais de US$250 bilhões em gastos mundialmente
    Apesar dos esforços internacionais para eliminar “spams”, as “sujeiras” de marketing são abundantes em todos os canais de marketing. A pressão por uma maior prestação de contas significa que a reação de consumidores incomodados vai provavelmente direcionar a legislação para regulamentar o marketing pela internet.
    As companhias que focam a internet primariamente com objetivos de marketing deverão se ver impossibilitadas de comercializar com os clientes de forma eficaz, colocando-se em desvantagem competitiva quando as novas leis entrarem em vigor. Apesar do alto crescimento, os fornecedores que concentram-se unicamente e vendem predominantemente soluções de marketing via internet vão se defrontar com um mercado em declínio, pois as companhias vão dirigir os fundos de marketing a outros canais para compensar.

    Até 2014, mais de 3 bilhões de pessoas poderão efetuar transações eletronicamente via tecnologia de celulares ou internet
    As economias emergentes verão rapidamente o crescimento da adoção de celulares e da internet até 2014. Ao mesmo tempo, os progressos nos pagamentos, comércio e operações bancárias via dispositivos móveis estão facilitando as transações eletrônicas via celular ou Internet no PC. A combinação dessas duas tendências cria uma situação na qual uma maioria significativa da população adulta do mundo vai poder efetuar transações eletrônicas até 2014.
    A pesquisa do Gartner prevê que, até 2014, haverá uma taxa de penetração de dispositivos móveis de 90% e 6,5 bilhões de conexões móveis. A penetração não será uniforme, pois continentes como a Ásia (excluindo-se o Japão) verão uma penetração de 68% e a África, 56%. Embora nem todas as pessoas que tenham um celular ou acesso à internet vão efetuar transações eletrônicas, cada uma delas poderá fazer isso. As transações em dinheiro continuarão a ser dominantes nos mercados emergentes até 2014, mas as bases para as transações eletrônicas estão em andamento para a maioria do mundo adulto.
    Até 2015, o contexto será tão influente para os serviços móveis de consumo e relacionamento quanto os mecanismos de busca são para a web
    Enquanto a busca fornece a “chave” para organizar informações e serviços para a web, o contexto será a “chave” para oferecer experiências personalizadas por meio de smartphones ou qualquer interação que um usuário final tenha com a tecnologia da informação. Os sistemas de busca são centrados na criação de conteúdo que chame a atenção e possa ser analisado. O contexto vai se concentrar em padrões de observação, particularmente a localização, presença e interações sociais. Além disso, embora a busca tenha sido baseada em um conjunto de informações da web, os serviços enriquecidos com contexto vão, em muitos casos, pré-propagar ou extrair informações para os usuários.
    A posição mais poderosa no modelo de negócios de contexto será a de um provedor de contexto. Provedores de Web, dispositivos, plataformas sociais, serviços de telecomunicação, fornecedores de software e fornecedores de infraestruturas de comunicação vão competir para se tornarem provedores de contextos significativos nos próximos três anos. Qualquer fornecedor da web que não se torne um provedor de contexto arrisca-se a ceder a propriedade efetiva do cliente a outro provedor de contexto, que vai impactar os negócios clássicos e móveis dos fornecedores.
    Até 2013, os telefones celulares vão ultrapassar os PCs como dispositivo mais comum para acesso à web
    De acordo com as estimativas do Gartner, o número total de PCs em uso chegará a 1,78 bilhão de unidades em 2013. Até 2013, a base instalada combinada de smartphones e telefones equipados com navegadores vai ultrapassar 1,82 bilhão de unidades e, dali em diante, será maior do que a base instalada de PCs. 
    Tipicamente, os usuários de dispositivos móveis estão preparados para dar menos cliques em um site web do que os usuários que acessam em um PC.
    Embora um número crescente de sites e aplicações baseadas na web ofereça suporte para dispositivos móveis pequenos, muitos ainda não o fazem. Os sites que não forem otimizados para formatos de tela menores vão se tornar uma barreira de mercado para seus proprietários - muito conteúdo e muitos sites terão que ser reformatados/reconstruídos.
    Nossa Opinião
    Em resumo o Gartner mantém suas apostas no caminho da virtualização, uso intensivo de datacenters, processamento na nuvem e em smartphones cada vez mais poderosos. A busca por contexto --- web semântica --- começa a aparecer nas  projeções. Também reforça a importância do Facebook e das redes sociais. Para nós da i-Coll isto é muito importante, pois são caminhos definidos há bastante tempo por nossa empresa, no passado apostas, que vem se transformando em realidade agora e nos próximos anos.  

    quarta-feira, 20 de julho de 2011

    10 tecnologias que vão mudar o mundo na próxima década


    Da mesma forma que o poder computacional aumenta exponencialmente, o mesmo acontece com as mudanças em TI. Isso quer dizer que os próximos dez anos devem ser pautados por novidades tecnológicas muito mais intensamente do que nos últimos dez anos.

    Tecnologia disruptiva é, por natureza, imprevisível, mas ainda é possível identificar os trabalhos que serão desenvolvidos nos laboratórios de P&D em todo o mundo e verificar o que o futuro reserva. Esse é o trabalho em tempo integral de Dave Evans, futurista-chefe da Cisco e tecnólogo-chefe da Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG).
    Evans lista a seguir o que acredita ser as dez principais tendências que vão mudar o mundo em dez anos. 
    1. A internet das coisas
    A Cisco IBSG prevê que o número de coisas conectadas à internet vai chegar a 50 bilhões até 2020, o que equivale a mais de seis dispositivos para cada pessoa na Terra. Muitos de nós já temos três ou mais dispositivos, como PCs, smartphones, tablets e televisão, conectados em tempo integral na web. O próximo passo são as redes de sensores, que "coletam, transmitem, analisam e distribuem dados em grande escala", diz Evans.
    Esses sensores, baseados em padrões como Zigbee, 6LoWPAN e Z-wave, já estão sendo usados de maneira surpreendente. O Zigbee está sendo incorporado em aparelhos inteligentes. Já o 6LoWPAN é usado pelo cientista norte-americano Vint Cerf para o sistema de monitoramento de clima de adega. O Z-Wave é a base para o serviço de automação inteligente residencial da Verizon. 
    Mais formas criativas estão surgindo. A Sparked, uma startup holandesa, está implantando sensores nas orelhas de gados para monitorar a saúde do animal e sua localização no pasto. Sensores estão sendo incorporados em sapatos, na medicina, nos inaladores para asma e em dispositivos médicos. Há até uma árvore na Suécia com sensores que twittam (@connectedtree ou # ectree) sobre seu humor e pensamentos, com um pouco de ajuda de tradução de um motor de interpretação desenvolvido pela Ericsson.
    2. Não mais grandes dados, mas um zettaflood
    Cerca de 5 exabytes de informações únicas foram criadas em 2008 – o equivalente a 1 bilhão de DVDs. Três anos depois estamos criando 1,2 de zettabytes, sendo um zettabyte igual a 1.024 exabytes. "É o mesmo volume de dados que cada pessoa na Terra geraria ao twittar por cem anos, ou assistir durante 125 milhões de anos o seu programa de TV favorito de uma hora", diz Evans. Nosso amor pelo vídeo de alta definição é responsável por grande parte desse aumento. A Cisco acredita que 91% dos dados na internet em 2015 serão compostos por vídeos.
    Grande parte do foco de desenvolvimento da Cisco prega o chamado "zettaflood”, que  exigirá que as redes sejam aprimoradas para que possam mover mais dados, e não deixar que o amor por vídeos acabe.
    3. Tudo na nuvem
    Grande parte do zettaflood de dados será armazenado na cloud. Certamente, a maior parte dele já está sendo acessada pela nuvem. Em 2020, um terço de todos os dados estará ou passará para a nuvem, prevê a Cisco. A receita dos serviços globais em cloud vai saltar 20% ao ano, e os gastos com TI com inovação e computação em nuvem podem chegar a 1 trilhão de dólares em 2014. 
    Isso é suficiente para criar o próximo Google. "A nuvem já é poderosa o suficiente para nos ajudar a nos comunicar em tempo real por meio de tradução de idiomas, a aumentar nosso conhecimento de acesso a supercomputadores poderosos, como o Wolfram Alpha, e a melhorar a nossa saúde, utilizando plataformas de computação, como o novo Watson da IBM", diz Evans. "Somos capazes de nos comunicar de forma muito mais rica."
    Além do vídeo, o poder de computação da nuvem entregue em dispositivos muda a nossa capacidade de nos comunicarmos em tempo real. Agora, a busca por voz em um telefone Android envia a consulta para a nuvem do Google para decifrar e retornar com os resultados buscados. "Vamos ver mais inteligência construída em comunicação, como informações contextuais e baseadas em localização".
    Com um dispositivo sempre conectado, a rede pode passar informações de presença, identificar se uma pessoa está dormindo, e enviar uma chamada para a caixa postal. Ou saber ainda se a pessoa está viajando a 60 quilômetros por hora em um carro, e que aquele não é o momento adequado para realizar uma chamada em vídeo. É claro que, até lá, provavelmente vamos todos usar carros sem condutores e sermos livres para conversar enquanto nossos automóveis nos levam por aí.
    4. A próxima internet
    Para exemplificar como a rede melhorou nos últimos anos, ele cita a internet de sua casa. Segundo ele, o desempenho da sua rede aumentou 170 mil vezes desde 1990, quando ele tinha apenas uma conexão telnet.
    Hoje, Evans tem uma conexão constante e mais de 50Mbps de largura de banda, o suficiente para realizar telepresença, streaming de filmes e jogos on-line ao mesmo tempo. Nos próximos dez anos, Evans espera que a velocidade da web em sua casa aumente 3 milhões de vezes.
    Enquanto a maioria da indústria está focada em 40G e 100G, as novas formas de rede também estão sendo criadas. O cientista Cerf avalia os novos protocolos necessários para construir uma rede interplanetária, que pode enviar dados em grandes distâncias, sem esbarrar na latência.
    Evans observa que redes multiterabit que usam lasers estão sendo exploradas. Um trabalho precoce nesse sentido está acontecendo em um conceito chamado "networking quantum", baseado na física quântica. Ele envolve "emaranhamento quântico", em que duas partículas estão entrelaçadas e que podem ser separados por qualquer distância. Quando uma é alterada, a outra também é. 
    5. O mundo ficou menor
    Com conectividade o tempo todo, as redes sociais, por exemplo, têm o poder de mudar culturas, assim como vimos na Revolução Egípcia. Influências sociais continuarão a se mover rapidamente entre as culturas.
    Um mundo com pouca distância, situação gerada pela expansão do virtual, também significa disseminação mais rápida da informação. "Tweets de pessoas no Japão durante o recente terremoto foram enviados para os seguidores antes mesmo de o Serviço Geológico dos EUA emitir o alerta de tsunami oficial para o Alasca, Washington, Oregon e Califórnia", diz Evans.
    A captura, a difusão e o consumo de eventos estão mudando de "tempo recente" para "tempo real". Este, por sua vez, vai ter mais influência entre as culturas.
    6. Energia solar a caminho
    A população humana também continua a crescer e Evans estima que uma cidade com 1 milhão de habitantes será construída a cada mês ao longo das próximas duas décadas. Métodos mais eficientes de energia dessas cidades serão uma necessidade.
    “A energia solar sozinha pode satisfazer nossas demandas de energia. De fato, para atender à demanda global de hoje, 25 locais de transmissão de energia solar serão necessários. Cada uma composta por 36 quilômetros quadrados. Compare esse volume com 170 mil quilômetros quadrados de área de floresta destruída por ano", diz Evans. Um centro solar poderia ser concluído em apenas três anos.
    Tecnologias para tornar esse cenário possível estão a caminho. Em junho, pesquisadores do Oregon State University mostraram um método de baixo impacto para "imprimir" células solares usando uma impressora a jato de tinta.
    7. Pense em um alimento e faça-o na hora
    Mais itens vão passar do físico para o virtual. Hoje, nós fazemos o download de livros e filmes, em vez de comprar livros e DVDs. A tecnologia chamada impressão 3D nos permitirá instantaneamente fabricar qualquer item físico, de alimentos a bicicletas, usando a tecnologia da impressora. 
    "Impressão em 3D é o processo de juntar materiais para desenvolver objetos no modelo 3D, geralmente camada sobre camada", diz Evans.
    Atualmente, alguns itens, como brinquedos, estão sendo impressos e como o processo é realizado em camadas de materiais, eles são impressos totalmente montados e decorados.
    “Em um futuro não muito distante, seremos capazes de imprimir órgãos humanos", aposta Evans. Em março, o Dr. Anthony Atala do Wake Forest Institute para Medicina Regenerativa imprimiu o molde de um rim. Não era composto por tecido vivo, mas o conceito funcionou bem.
    8. Outra árvore genealógica
    Humanos virtuais, tanto robôs como avatares on-line serão adicionado à força de trabalho. "Personagens animados podem reconhecer a fala e converter texto em fala", diz Evans.
    Em 2020, os robôs serão fisicamente superiores aos seres humanos. O projeto da IBM chamado Blue Brain, por exemplo, tem a missão de, em dez anos, criar um cérebro humano, utilizando hardware e software. 
    Em 2025, a população de robôs vai superar o número de seres humanos no mundo. Em 2032, os robôs serão mentalmente superiores aos humanos. E até 2035, os robôs poderão nos substituir completamente na força de trabalho.
    Além disso, veremos a criação de avatares sofisticados. Evans aponta o Watson da IBM como um modelo para o ser humano virtual. O Watson foi capaz de responder a uma pergunta retornando um único resultado preciso. Um paciente pode usar uma máquina virtual em vez de uma pesquisa de WebMD. Ou hospitais podem, por exemplo, aumentar o atendimento ao paciente com máquinas virtuais.
    Realidade aumentada e baseada em gestos entrará nas salas de aula, em instalações médicas e nas comunicações. "Hoje, a visão de máquina permite aos usuários tirar uma foto de um puzzle Sudoku com seu smartphone e tê-lo resolvido quase que imediatamente", observa ele.
    9. Sim, há uma cura
    “Nada de usar marca-passos", diz Evans. Nos próximos dez anos, ele acredita que as tecnologias médicas vão crescer de forma muito mais sofisticada à medida que o poder da computação se torna disponível em formas menores. Dispositivos como nanobots e a capacidade de crescer órgãos para reposição de nossos próprios tecidos será comum. "A integração final pode ser interfaces cérebro-máquina que, eventualmente, permite que as pessoas com lesões na medula espinhal, por exemplo, possam ter vidas normais", diz ele.
    Hoje, já temos cadeiras de rodas controladas por meio da mente, um software da Intel pode escanear o cérebro e dizer o que você está pensando e ferramentas que podem realmente prever o que vai fazer antes de fazê-la.
    10. Seres humanos ou Borgs?
    De acordo com Stephen Hawking, "os seres humanos estão entrando em uma fase de evolução”. "Se pensarmos na tecnologia médica em um próximo nível, pessoas saudáveis poderão criar ferramentas para si”. Evans dá alguns exemplos:
    Julho de 2009 - Pesquisadores espanhóis descobrem substância para a memória fotográfica.
    Outubro de 2009 - Cientistas italianos e suecos desenvolvem a primeira mão artificial com sentimento.
    Março 2010 - Implantes na retina restauram a visão de pacientes cegos.
    Junho 2011 - Texas Heart Institute desenvolve um coração sem pulso, sem obstruções e sem avarias.
    Enquanto o uso precoce dessas tecnologias é direcionado para reparar o tecido saudável ou corrigir as consequências de uma lesão cerebral, melhorias de aparência também estarão disponíveis a todos.
    Em última análise, os seres humanos usam tanta tecnologia para consertar, melhorar ou aprimorar nossos corpos, que se tornarão os Borgs, fictícia raça alienígena de ciborgues no universo de Jornada nas Estrelas. Futurista, Ray Kurzweil é pioneiro em relação a essa ideia, um conceito que ele chama de singularidade, o ponto em que homem e máquina se fundem e se tornam uma nova espécie. 
    Kurzweil acredita que isso vai acontecer por volta de 2054. Evans não está convencido sobre a singularidade, particularmente em relação à visão de Kurzweil, mas concorda que estamos caminhando para que isso aconteça