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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

4 estratégias para inspirar a sua criatividade

Aos 20 anos, Lorenzo, o magnífico, era o homem mais poderoso e rico na Europa do século XV.

Seu pai, Piero di Cosimo de “Medici”, tinha morrido recentemente e deixou o banco Medici, juntamente com as rédeas do governo florentino para o filho.
Mas Lorenzo não era exclusivamente interessado no poder, ou intrigas políticas. Crescendo, Lorenzo foi cercado pelos administradores, banqueiros e cortesãos, mas também por grandes poetas, como Luigi Pulci e Agnolo Poliziano.
De seu pai herdou o gosto pela arte, de sua mãe, o amor pela poesia e pelos sonetos.
Lorenzo foi alvo de uma tentativa de assassinato e, forçado ao exílio em um certo ponto. Ele conseguiu apoiar as artes através de consistentes financiamentos, lançando uma série de autores, artistas, escritores, músicos e arquitetos.
Ele teve o prazer de apresentar ao mundo, personalidades como Leonardo da Vinci, Michelangelo, entre outros.
Ao explorar mais sobre esse patrocínio de Lorenzo, podemos aprender não apenas sobre generosidade do patrocínio, mas como inspirar a verdadeira criatividade e o talento.
Aqui estão 4 maneiras, elaboradas a partir das experiências de Lorenzo, para que você tire o melhor da sua criatividade.
Lorenzo Medici foi um grande empreendedor na Europa. Podemos aprender muito sobre ambientes criativos com ele.
Lorenzo Medici foi um grande empreendedor na Europa. Podemos aprender muito sobre ambientes criativos com ele.

#1. Foque no pensamento criativo

Lorenzo observou pela primeira vez o trabalho de Michelangelo quando ele ainda era um adolescente e, juntamente com outros jovens foi esculpir uma cópia de uma estátua de um fauno.
Lorenzo percebeu a habilidade de Michelangelo, mas percebeu que ele estava usando a licença criativa e dando ao fauno um conjunto completo de dentes e até uma língua – algo que ele não tinha.
Lorenzo comentou ao jovem que um fauno velho não tinha todos os dentes e foi embora.
Michelangelo levou o comentário na esportiva e tirou alguns dos dentes que tinha dado a seu fauno. Da outra vez que Lorenzo passeou pela classe, viu a obra de Michelangelo e decidiu patrociná-lo.
Lorenzo não apenas testemunhou o ofício de Michelangelo, mas também a sua capacidade de ser inteligente e maleável sob pressão.
Confrontando com a afirmativa de Lorenzo, o artista poderia ter tido um chilique temperamental. Em vez disso, tomou a declaração de Lorenzo como um desafio criativo.
Os líderes devem cultivar o talento criativo que os fazem se destacar criativamente dentro dos desafios, e não ficar de mau humor quando confrontado com dificuldade ou críticas.

#2. Seja realmente criativo

Lorenzo não era o mais bem sucedido dos poetas. Ainda assim, ele escreveu paródias, canções de amor, poemas devocionais e ensaios sobre a beleza de Toscana.
Lorenzo sabia o quão duro era a criatividade e verdadeira a expressão artística poderia ser.
Ele sabia que escrever uma boa poesia, ou capturar um momento no tempo com a pintura era uma tarefa monumental. Por esse motivo, Lorenzo respeitava o trabalho de pessoas criativas e estava ansioso por ajuda-las.

#3. Relacione-se com pessoas criativas

Lorenzo não dava apenas dinheiro aos artistas. Ele os convidava a frequentar sua casa como convidados. Michelangelo viveu sob o teto de Lorenzo por 3 anos e trocou cumprimentos com as grandes mentes e artistas de toda a Europa.
Com isso, Michelangelo não aprendeu apenas sobre a história da escultura e pintura, mas sobre a arte de governar, latim e religião.
Os líderes não devem tratar os criativos como pessoas fora de série. É preciso trazê-lo para a rotina e discussões dos negócios no dia-a-dia.
Este tipo de envolvimento forçará os criativos a atender uma ampla variedade de pessoas e ajuda-las a desenvolver novas ideias ousadas.
Michelangelo foi um dos artistas revelados por Meidici, que teve a oportunidade de ser beneficiado do seu talento para fazer a criatividade brotar.
Michelangelo foi um dos artistas revelados por Meidici, que teve a oportunidade de ser beneficiado do seu talento para fazer a criatividade brotar.

#4. Proteja a atmosfera criativa

Lorenzo e motivava os artistas a aprender com outros artistas no convívio com ele.
Michelangelo, por exemplo, estudou com Bertoldo di Giovanni, um antigo aluno de Donatello. Isso irritou Pietro Trrigiano, escultor 3 anos mais velhos que Michelangelo e ele também foi estudar com Bertoldo.
Pietro estava com ciúmes da estrela em ascenção de Michelangelo e seu impressionante talento.
Os rapazes trabalharam lado-a-lado, mas, eventualmente, a sua rivalidade explodiu em uma briga. Pietro quebrou o nariz de Michelangelo e, com isso, Lorenzo baniu Pietro da Italia. Ele não poderia tolerar a violência em um santuário criativo.
Os líderes precisam trabalhar para garantir a perseverança de um ambiente criativo. Se houver ciúmes e brigas, além de motins e discussões, a criatividade vai se perdendo da empresa.

O legado da criatividade

O patrocínio dos Medicis deixou uma impressão duradoura em ambos os mundos: artístico e empresarial.
Seu exemplo inspirou grandes corporações em todo o mundo para enriquecer suas comunidades através de projetos artísticos e arquitetura arrojada.
Mas, a família Medici também nos ensinou como gerar e estimular a criatividade. Perto do fim de sua vida, Lorenzo descobriu que ele e sua família investiram 663 mil florins (o equivalente hoje a 460 milhões de dólares) financiando artes, impostos e construindo novos edifícios.
Eu não me arrependo disso. Muitas pessoas acham melhor ter dinheiro no bolso. Eu não penso assim. Eu considero ter sido uma grande honra para o nosso estado e acho que esse dinheiro foi muito bem gasto. E, por isso estou bastante satisfeito.

Este artigo foi adaptado do original, “4 Strategies That Inspire Creativity”, da Inc.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Você já pensou em escrever artigos?


Na pressa de evoluirmos profissionalmente, estamos sempre em busca de experiências objetivas e específicas que nos ajudem a adquirir determinado conhecimento ou desenvolver certas competências e habilidades. As recomendações são sempre na mesma linha: faça um curso, leia um livro, assista a uma palestra. Pouca gente pratica uma das atividades mais enriquecedoras, prazerosas e - o melhor - com custo zero: escrever artigos.
A melhor forma de começar a escrever é simplesmente começando. Não importa o local, a hora do dia, se você vai escrever no computador, em uma máquina de escrever ou em um caderno: o importante é dar o primeiro passo. Existe algo de mágico na primeira frase, que parece desencadear todo o resto do processo. Não espere a inspiração chegar para poder começar. Como diria Picasso, “a inspiração existe, mas ela deve encontrá-lo trabalhando”.
 É fundamental, também, incorporar o hábito de escrever aos seus afazeres. Você deve estabelecer um dia e um horário em que essa atividade será sagrada. Quando adotamos uma rotina para escrever, acabamos adotando outra rotina para ler e estudar, pois só escreve bem quem lê bastante e se atualiza. Os benefícios não param por aí.
Escrever é importante para desenvolver a reflexão e o senso crítico. Não raro, começamos a escrever um artigo com uma visão e terminamos com outra totalmente diferente no fim da página. E mais: a prática ajuda a mente a tornar-se mais fértil e criativa - o que acaba abrindo espaço para o surgimento de novas ideias e de até mesmo alguma inovação revolucionária. É o caminho para fora da caixa.
Escrever nos deixa mais inteligentes. Muito mais inteligentes. Embora seja uma atividade diretamente ligada àinteligência linguística, escrever também é uma atividade que turbina outras inteligências, como a intrapessoal(é praticamente um exercício de autoconhecimento), a interpessoal (nossa capacidade de lidar com os outros), a própria inteligência lógico-matemática, já que a lógica é fiel companheira de um bom texto e, até mesmo, a espacial (afinal, escrevendo muitas vezes criamos imagens e espaços mentais).
Consequentemente, a partir daí você desenvolve a sua capacidade de argumentação, aumenta o seu poder de persuasão, aprende a contar histórias, enfim, amplia drasticamente suas habilidades de se comunicar, o que é essencial na hora de negociar, liderar, falar em público... coisas corriqueiras na vida de um administrador.
Tem outro ponto que pode até parecer um tanto quanto “esotérico”, mas eu passo muito por isso e com certeza você já deve ter passado também, seja escrevendo, praticando outro tipo de arte ou algum esporte. Algo zen acontece quando você escreve. A sensação é de que tudo ao seu redor entra em silêncio e você se conecta com alguma região da mente de onde as palavras simplesmente surgem. Você mergulha e desaparece nessa atividade, envolvendo-se totalmente.
Esse tipo de estado mental de concentração e foco total foi amplamente estudado pelo psicólogo húngaro Mihály Csíkszentmihályi (valendo um prêmio para quem conseguir pronunciar o nome dele). Csíkszentmihályi denominou esse estado como “flow” (fluxo), uma das chaves para a felicidade no trabalho e na vida.
Por fim, quem escreve também aparece. A internet é um grande palco para você exibir o seu talento. Ao publicar seus artigos em sites especializados, você se colocará em contato com incontáveis leitores, receberáfeedbacks valiosos sobre o seu trabalho (possibilitando-o evoluir), e também irá ampliar significativamente a sua rede de contatos. Pronto para dar o primeiro passo?
Fonte:
Leandro Vieira foi incentivado a escrever bastante desde bem pequeno. O hábito, que virou hobby, foi um dos motivadores para escrever um livro e criar o portal Administradores com uma plataforma colaborativa.

sábado, 30 de junho de 2012

Deixe de lado o smartphone e comece a desenhar




Funcionária acrescenta seus rabiscos a um quadro branco durante uma reunião de trabalho na varejista Zappos
Foto: Wall Street Journal
Funcionária acrescenta seus rabiscos a um quadro branco durante uma reunião de trabalho na varejista ZapposWALL STREET JOURNAL
RIO - Andando pelos corredores da empresa, de repente, você entra em uma sala e dá de cara com um quadro lotado de post-its coloridos, com caricaturas dos funcionários e outros tipos de desenho. A novidade não é coisa de brasileiro, não. Como mostra artigo publicado pelo site do Wall Street Journal Americas, funcionários de diversos setores estão sendo incentivados por suas empresas a demonstrar suas ideias de forma mais criativa e visual, desenhando diagramas para explicar conceitos complicados aos colegas.
Embora o quadro branco há muito figure nas salas de reunião, empresas como a Facebook agora incorporam, além deste apetrecho, quadros brancos, quadros-negros e vidros especiais para que os funcionários escrevam suas ideias, estimulando, assim, a criatividade.
As companhias também estão dando sessões de treinamento para ensinar aos funcionários os princípios básicos da chamada "anotação visual". Outras, como o site de imóveis de férias HomeAway e a varejista Zappos, estão contratando "anotadores gráficos", consultores que desenham esboços do que é discutido nas reuniões e palestras, em estilo de desenho animado, para que os funcionários fiquem mais envolvidos.
Os defensores da demonstração visual dizem que o hábito de desenhar ajuda a gerar ideias, aumenta a colaboração e simplifica a comunicação. Pode ser especialmente útil entre colegas de distintas partes do mundo que não falam o mesmo idioma como primeira língua. Colocar a caneta no papel também é considerado um antídoto para a onipresença da cultura digital, fazendo com que as pessoas levantem os olhos das suas telinhas. Além disso, estudos mostram que desenhar pode ajudar a reter mais informações.
Segundo o jornal americano, na Citrix Systems, empresa da Califórinia, as reuniões às vezes começam com os participantes desenhando autorretratos, como os vistos acima.
Mesmo com aparelhos avançados, como smartphones e tablets, "a mão é a maneira mais fácil de anotar", diz Everett Katigbak, designer de comunicações na Facebook. A maioria das paredes nos escritórios da empresa nos Estados Unidos foram revestidas com tinta onde se pode escrever com marcadores coloridos, ou com tinta de quadro-negro, ou vidro especial, para permitir que os funcionários esbocem suas ideias assim que estas aparecem. Os escritórios da empresa estão recobertos de anotações, desde equações matemáticas até rabiscos mostrando gatos ou cifrões.
A IdeaPaint, fabricante de uma tinta que transforma uma superfície em quadro branco, diz que suas vendas dobraram anualmente desde que o produto foi lançado, em 2008. A empresa de Ashland, no estado americano de Massachusetts, informa que mais de metade das suas vendas vai para locais de trabalho.
Tomar notas e desenhar também pode ajudar os funcionários a manter a concentração. Um estudo de 2009 publicado na revista "Applied Cognitive Psychology" constatou que pessoas que desenham ou rabiscam guardam mais informações do que os que não o fazem, ao lembrar informações que foram apresentadas em um contexto tedioso, tal como uma reunião ou videoconferência. A lógica, segundo Jackie Andrade, professora de psicologia da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, é que desenhar ocupa a energia cognitiva apenas o suficiente para evitar que a mente comece a devanear.
Em meados do ano passado, a fabricante de software Citrix Systems Inc. abriu um espaço para a "colaboração de design" na sua sede em Santa Clara, na Califórnia. A finalidade do local é incentivar engenheiros e outros funcionários obcecados por aparelhos eletrônicos a relaxar e rabiscar suas ideias, diz Catherine Courage, diretora de design de produtos da Citrix. Os quadros brancos recobrem quase todas as paredes e mesas. Marcadores e canetas coloridas, post-its coloridos e papel para armar modelos ficam sempre à mão. Há também varetas de limpar cachimbos e bolas de espuma para fazer modelos em 3D, e os funcionários montam objetos como chapéus e óculos para ajudá-los a demonstrar suas ideias.
Para deixar os funcionários mais relaxados, as reuniões às vezes começam com os participantes esboçando autorretratos. Embora alguns engenheiros não botem fé na atividade e digam que não sabem desenhar, isso acaba colocando-os no clima, ressalta Catherine.
Audra Kalfass, engenheira de software da Citrix, diz que quando se reúne com sua equipe e há algum problema técnico, "é natural começar a desenhar coisas". E como quase todas as superfícies nas salas de reuniões aceitam desenhos — até as mesas têm tampos de quadros brancos — "a gente logo pega um marcador e começa a desenhar", diz ela.
Embora admita ser uma péssima desenhista, Audra afirma que não é preciso ter muita habilidade artística para se comunicar visualmente.
''São só quadrados, linhas e coisas assim, para transmitir a sua ideia".

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Shelley Carson: ‘Não importa o que te dizem, você é criativo’




Psicóloga de Harvard ensina como evitar a falta de motivação e o excesso de informações para inventar novos projetos

O GLOBO: No livro você cita Thomas Edison, para quem o trabalho é 99% transpiração e 1% imaginação, e também lembra de Isaac Newton, que, num momento de abstração, viu uma maçã caindo de uma árvore e descobriu a gravidade. Essas pessoas e situações são conflitantes? Estamos fadados a ser como só um deles?
SHELLEY CARSON: Cada um de nós tem a habilidade para pensar como Newton ou Edison. Edison tendia a usar o método “tentativa e erro” para chegar a soluções criativas. Sua abordagem era muito focada. Newton, pelo contrário, se enveredava por um modo mais espontâneo. Nossa pesquisa sugere que estes dois processos empregam diferentes atividades cerebrais. Todos temos a habilidade para cultivar ambas as formas. Podemos preferir uma delas, mas, por prática ou treinamento, chegamos à criatividade pelo outro também.

E quando falamos de intuição? Pessoas intuitivas são mais criativas? Elas levam um projeto adiante com a mesma facilidade dos racionais?
SHELLEY: As pessoas que se consideram intuitivas são mais propensas a mudar seu estado de ativação de cérebro. Elas estão mais dispostas a “baixar o volume” daquelas partes do cérebro que nos ajudam a focar a atenção. Uma das funções principais do córtex pré-frontal é inibir informações irrelevantes de entrar em nossa consciência. Esta é a essência da concentração. No entanto, esta habilidade para focar também limita nosso acesso à informação tangencial, que pode nos ajudar a resolver criativamente os problemas. Ser capaz de desfocar a atenção é útil para a criatividade.

A rotina é inimiga da criatividade?
SHELLEY: Como regra geral, pessoas altamente criativas preferem não ter rotina por ansiarem a novidade e a complexidade. Mas há quem seja mais criativo seguindo a rotina. Muitos escritores sentam em frente a seus computadores sempre no mesmo horário. Insights criativos podem ocorrer durante tarefas rotineiras, como na hora de dirigir ou de tomar banho.

Para ter um “insight”, a senhora recomenda, por exemplo, ouvir músicas inspiradoras, encontrar um lugar de beleza natural, ou fazer uma caminhada. São coisas viáveis em um ambiente de trabalho?
SHELLEY: Sim. Você pode levar um iPod com músicas inspiradoras e ouvi-las durante um horário de folga. Muitas empresas mantêm áreas de lazer, para que os funcionários possam arejar a mente. Ou você pode criar um ambiente de beleza natural em sua estação de trabalho, pondo ali uma planta ou luzes amarelas, que pareçam com o sol, e também fotografias ou a reprodução de alguma obra de arte que lhe agrade. E é muito importante que você levante de sua mesa e ande. Exercícios físicos aumentam a habilidade do cérebro de pensar criativamente.

A senhora considera que, devido à grande disponibilidade de informações de nosso século XXI, podemos viver a “Era de Ouro” de uma só pessoa. O que seria isso?
SHELLEY: Temos acesso a uma quantidade tão grande de conhecimento que podemos aprender sobre campos muito diferentes. Quanto maiores nossos interesses, maior nossa capacidade de associar pedaços de informações díspares de forma inovadora e original, seja sobre poesia, composição musical ou jardinagem. É muito excitante ter tudo isso ao alcance.

Mas o excesso de informações não nos faz entrar em curto circuito?
SHELLEY: Esta é uma possibilidade real. E por isso recomendo que, diariamente, passemos um tempo longe da internet ou de qualquer dispositivo eletrônico; um tempo em paz. A criatividade precisa de tempo para solidão e reflexão, para que possamos digerir o que aprendemos e permitir que tudo entre em um repositório único de conhecimento e memória.

Somos todos criativos. Se coubesse à senhora, qual deveria ser o título dessa entrevista?
SHELLEY: Gostei dessa! Não importa o que você pensa ou o que te dizem, você é criativo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Errar faz parte do processo criativo - 5 fracassos da Apple sob comando de Steve Jobs

Steve Jobs, ex-CEO da Apple, que morreu aos 56 anos na quarta (5), sempre foi considerado um gênio, responsável por revolucionar os mercados de computadores, celulares e música digital e por criar um novo nicho de produtos: os tablets. Certamente, essas afirmações estão corretas. No entanto, como qualquer outra empresa, o caminho da Apple não foi feito apenas de dispositivos incríveis, campeões de vendas e que encantaram os consumidores.
Houve também produtos com curtíssimos períodos de vida, que mais deram dor de cabeça ao consumidor do que produziram "mágica". A lista inclui desde desde um mouse circular ergonomicamente horrível até um computador caríssimo que, quando esquentava demais, a sugestão da fabricante era "levantar a máquina e soltá-la com força", para que voltasse a funcionar.
Separamos 5 das piores ideias da Apple, que surgiram quando Jobs estava no comando, mostrando que nem sempre ele acertou.
Apple III (1980 - 1984)
Com objetivo de lançar uma máquina para o mercado corporativo, a Apple introduziu em maio de 1980 o Apple III (conhecido pelo codinome “Sara”). Porém, ao contrário do conhecido Apple II (que vendeu entre 5 e 6 milhões de unidades), esta máquina, que poderia ter até 256KB de memória RAM, foi um fracasso “esquentadinho”.
Antes de mais nada, o preço do Apple III chegava a 7 800 dólares, uma quantia exorbitante para a época (e ainda hoje!). Além disso, o computador tinha falhas graves no design, como a impossibilidade de o usuário expandir a capacidade do computador com os próprios acessórios da Apple e, principalmente, pelos problemas de superaquecimento. Curiosamente, por sugestão do próprio Jobs, o Apple III não possuía ventoinhas ou saídas de ar, o que fazia com que o processador saltasse da placa mãe devido à alta temperatura e que os disquetes dentro da máquina derretessem.
O produto acabou descontinuado em 1984, ano de lançamento do conhecido Macintosh. Os usuários frustrados com a máquina, que, parava de funcionar ao esquentar demais, eram orientados pela própria Apple a suspenderem o computador a 80cm da mesa e soltá-lo, para que o impacto pudesse encaixar novamente os chips.

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Apple III: fracasso esquentadinho



Mouse USB “"hockey puck” (1998-2000)

Esse objeto circular fez parte do ecossistema de produtos da companhia de Cupertino por pouquíssimo tempo, e as razões eram muito simples: um design terrível e um pesadelo da ergonomia.
Com um único botão na parte superior, tinha ranhuras suaves demais, o que não deixava seu uso intuitivo, e o desenho era desconfortável. O cabo era curto demais, e caso a porta USB do laptop fosse utilizada para abrigar o conector do mouse, ele não poderia ser usado pela mão direta do usuário. Além disso, o design redondo provocava confusão: só ao movimentar o periférico era possível saber se estava na posição vertical ou horizontal.

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Com desenho ruim e cabo curto, produto sumiu rapidamente das prateleiras


Power Mac G4 Cube (2000-2001)
Um computador com design admirável (a máquina faz parte do acervo permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York), com uma grande quantidade de componentes armazenados um cubo com facetas de 20 x 20 x 20 cm. Mesmo com todos esses pontos positivos, não decolou.
O Cube, considerado o pai do Mac Mini, foi a realização da paixão de Jobs por computadores cúbicos (a exemplo do NeXT Cube, criado durante o período em que estava afastado da Apple), sofria de problemas de rachaduras no chassi e, novamente, com superaquecimento. Relativamente fraco em questões de hardware, o G4 Cube tinha dificuldades de expansão e troca de peças e o preço era muito alto para o que oferecia (200 dólares mais caro que o PowerPC G4). Tudo isso resultou em vendas de apenas 12 mil unidades.
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Uma obra de arte. E só


iPod Hi-Fi (2006-2007)
Há no mercado diversos modelos das chamadas “dock stations”, que permitem reproduzir músicas enquanto carregam o dispositivo. O iPod Hi-Fi foi uma aposta da Apple nesse segmento, mas o acessório era tudo, menos portátil e acessível.
Esse trambolho de 6,5 kg custava nada menos que 350 dólares, mais que o dobro do preço dos micro systems da época. Embora potente, o aparelho era enorme. Mesmo sendo apresentado por Steve Jobs como um equipamento que “reinventava o som estéreo doméstico", foi descontinuado em 2007.

ipod-hifi.jpg
"Traga seu iPod Hi-Fi para o churrasco no domingo?" Não, obrigado



Ping (2010 até hoje)

Apresentada durante o evento de música da Apple, ocorrido em setembro de 2010, a rede social Ping prometia recursos como seguir seus amigos e artistas favoritos, descobrir sobre o que estão discutindo, ouvir e baixar conteúdos. Nas primeiras 48 horas, mais de 1 milhão de contas foram criadas – mas o sucesso parou por ai.

Por funcionar apenas por meio do iTunes, sem uma alternativa web e pela falta de integração com outras redes sociais (não é tão fácil encontrar seus amigos, por exemplo), o Ping não vingou, e ficou com a cara de rede social que funciona dentro da prisão. Mesmo com a chance de compartilhar seus gostos musicais com os outros usuários e seguir seus cantores prediletos, o serviço não cativou. Apesar de o Ping estar ativo, sua inflexibilidade e falta de popularidade parecem sublinhar que, assim como o Wave e o Buzz, da Google, o serviço pode estar caminhando para o fim. 

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Lançado juntamente com o iTunes 10, serviço ficou taxado como inflexível demais

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Saia da rotina ....


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. 

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo. 

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. 

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. 

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: 

Nosso cérebro é extremamente otimizado. 

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. 
É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e'apagando' as experiências duplicadas. 


Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. 

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. 

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. 

Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência). 

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noçãode passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. 

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. 

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. 

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA


A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. 

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M(Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Aprenda uma nova língua, ou um novo instrumento

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos ou animais de estimação (eles destroem a rotina)

Sempre faça festas de aniversário e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. 


Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. 

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.


Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. 

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. 

Seja Diferente!


Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos.... em outras palavras... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. 

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. 

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado,não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

ESCREVA em TAmaNhos diFeRenTese em CorES
difErEntEs!

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...


V I V A !