Serviços na Índia custam em torno de 1/8 do preço britânico
Empresas britânicas recorrem à terceirização e movimentam economia indiana
A necessidade de cortar custos tem levado escritórios de advocacia e departamentos jurídicos de diversas companhias a buscar trabalhadores na Índia. Em 2009 a mineradora Rio Tinto deixou seu departamento legal nas mãos da CPA Global, uma empresa terceirizada, sediada em Gurgaon, uma cidade-satélite de Nova Déli.
Embora o setor indiano de terceirização de processos legais ainda seja pequeno, ele cresce numa velocidade impressionante. De acordo com a empresa de consultoria ValueNotes, o faturamento do setor cresceu de US$ 146 milhões em 2006, para US$ 440 milhões em 2010, e a previsão para 2014 é que chegue a US$ 1,1 bilhão. Nos últimos cinco anos, o número de empresas do ramo praticamente triplicou. Investidores britânicos perceberam o potencial.
Em fevereiro, o grupo Actis investiu US$ 50 milhões na Integreon, e o Intermediate Capital Group comprou parte da CPA Global.
“É uma maneira óbvia de cortar custos e é difícil abandoná-la depois que vemos o bom trabalho que é realizado”, diz Leah Cooper, ex-diretora da Rio Tinto, e atual diretora de estratégia da CPA Global.
A prática da terceirização gera uma dúvida entre os britânicos: como os jovens advogados vão crescer na profissão se as tarefas que costumavam realizar estão sendo enviadas para Nova Déli? “Ouço essa pergunta todos os dias e minha resposta é que não aprendi nada revirando caixas e arquivos nos depósitos. Talvez tenhamos que repensar o treinamento de nossos advogados”, diz Cooper.
Resumindo
Onde tem crise tem oportunidades.