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quinta-feira, 21 de março de 2013

Os ricos também financiam


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Por: Antonio Perez Valor Econômico
Sou dono de uma fortuna, logo não tenho por que pegar dinheiro emprestado. Certo? Não mais. A redução dos juros para níveis civilizados tornou obsoleta a velha lógica que sempre guiou a vida financeira dos brasileiros endinheirados. Com uma taxa Selic a 7,25% ao ano, os milionários começam a achar mais vantajoso tomar crédito que pôr a mão no bolso para adquirir bens de valor elevado – imóveis de altíssimo luxo, aviões, helicópteros etc – e até mesmo para realizar investimentos.
O volume de crédito no segmento de private banking – que abriga clientes que têm mais de R$ 1 milhão só para aplicações – cresceu 33,2% no ano passado (até setembro, último dado disponível), mais do que o dobro do visto no caso do crédito para pessoa física em geral. “O mercado ficou aquecido especialmente no segundo semestre, quando os juros já estavam bem mais baixos”, diz Luiz Severiano Ribeiro, diretor do private banking do Itaú. “Nossa carteira de crédito no private cresceu 50% no ano passado. Na parte imobiliária, o volume dobrou.”
A perspectiva dos executivos de bancos ouvidos pelo Valor é a de que o ritmo de expansão dos empréstimos no “private” siga em dois dígitos nos próximos anos. O estoque de crédito no segmento era de R$ 12,75 bilhões em setembro, o que representa apenas 2,6% dos ativos totais sob gestão (R$ 496,2 bilhões). Nos grandes bancos globais, a relação entre ativos e crédito no segmento, em geral supera 10%, dizem executivos do setor. “Em outros países nos quais atuamos, os empréstimos representam 15% dos ativos”, afirma Maria Eugênia López, diretora do private banking do Santander, que registrava, até setembro, um crescimento de 40% nas concessões de crédito para milionários. “No Brasil, começamos a oferecer crédito no private apenas em 2010. O volume geral é baixo e ainda há muito espaço para crescer.”
Segundo João Albino Winkelmann, diretor do Bradesco Private, o crédito passou a ser uma solução real. “Tem sido habitual o cliente tomar um empréstimo-ponte, uma fiança ou um crédito imobiliário ao invés de efetuar o resgate de uma posição vencedora”, diz.
O combustível que alimenta a ascensão do crédito entre os endinheirados é a queda dos juros para o menor nível da história, afirmam os especialistas. Na era da Selic nas alturas, como o custo de contrair dívida era muito elevado, o cliente pegava o próprio dinheiro para investir ou adquirir um bem. Afinal, poucas aplicações financeiras dariam um retorno maior que a taxa do empréstimo. Com a Selic em 7,25%, o cenário é outro. Muitos investimentos – seja em ativos reais, como imóveis, ou em aplicações – provavelmente têm potencial para remunerar o investidor com uma taxa igual e, em muitos casos, superior à da linha de crédito.
“Os clientes podem pagar o que quiserem à vista, mas percebem que não há motivo para desmontar uma carteira de investimentos que rende mais que o custo da dívida”, afirma Gabriel Porzecanski, diretor de private bank do HSBC, cujo carro chefe tem sido empréstimos para aquisição de imóveis, sobretudo nos Estados Unidos.
Afinal, por que se desfazer de parte de uma carteira de ações, que pode render 12%, 15%, 18% ao ano, para comprar um helicóptero se é possível contar com uma linha de crédito de, por exemplo, 9% ao ano? E por que gastar R$ 5 milhões na compra de um imóvel e ficar sem dinheiro na mão para aproveitar uma oportunidade de investimento que pode dar um retorno de 15% e 20%? “Basicamente, é uma questão de liquidez, de ter dinheiro para investir rapidamente”, diz Maria Eugênia, do Santander.
E já existem casos de investidores que, mesmo podendo se dar ao luxo de sacar milhões sem perder a liquidez, preferem tomar crédito para fechar um negócio. É o conceito da “alavancagem financeira”, em que se usa dinheiro dos outros para enriquecer ainda mais, diz o planejador financeiro Fabiano Calil, que presta consultoria na área de gestão de fortunas. A lógica é simples. A pessoa toma um empréstimo no “private” com a taxa de, por exemplo, 9,5% ao ano, para aproveitar uma oportunidade de negócio, como a compra de terreno em uma região promissora. Daqui a dois, três anos, vende o bem por um valor que equivale a um ganho de 15% ao ano. O investidor, então, liquida o empréstimo e embolsa a diferença. É óbvio que se trata de uma aposta. Não há garantia nenhuma de que o investimento vai render mais que o custo da dívida. Mas como o juro é mais baixo, o risco de não dar certo fica menor.
Tradicionalmente discretos quando o assunto é gestão de fortunas, os executivos de bancos recusam-se a revelar quanto cobram dos clientes private. Falam apenas de “taxas muito competitivas”. Como parte expressiva do crédito concedido tem, além da garantia do bem adquirido, os milhões depositados no banco, o risco de inadimplência é praticamente zero. E sem risco de calote, o juro cobrado é bem menor. “Várias operações são feitas com essa garantia dupla, e as taxas são realmente atraentes”, afirma Calil. “Eu mostro cada vez mais para as famílias que atendo que vale a pena usar o crédito como forma de gerar mais riqueza.”
Dependendo do tamanho do patrimônio, os executivos dos bancos e consultores também estimulam as pessoas a formar uma empresa cujo único propósito é cuidar do dinheiro da família, a chamada “holding familiar”. A vantagem é poder tomar crédito como uma pessoa jurídica, que usufrui de empréstimos com juros até mais baixos que a taxa Selic. Um exemplo é uma linha do BNDES com taxa anual abaixo de 3% para empresas comprarem aeronaves de fabricantes nacionais, diz Maria Eugênia, do Santander. “É algo que oferecemos em 2012 a alguns clientes e que deve crescer muito este ano”, diz. “A parte de financiamento com aeronaves tem sido, junto com os imóveis, um grande atrativo no segmento”, afirma Ribeiro, do Itaú.
Das cinco linhas do “private”, a que mais cresceu em 2012 (até setembro) é a de “empréstimos diversos”. São operações de curto prazo, um dinheiro sem o “carimbo” da destinação, que o cliente do private passou a tomar com a queda dos juros. O volume concedido nessa linha avançou 153% e atingiu R$ 3,79 bilhões, o que representa 29,7% do estoque de crédito do segmento private.
Do bolo total de R$ 12,7 bilhões, a maior fatia é do agronegócio (44,7%), cujas concessões avançaram 31,6% no ano passado (até setembro), para R$ 5,63 bilhões. A atração de produtores rurais – que tomam crédito como pessoa física – ao private é em grande parte obra do Banco do Brasil (BB). “Em 2012, o volume de empréstimo no private do BB cresceu mais de 80% “, afirma Rogério Lot, diretor da unidade de private banking da instituição. “E estamos apenas no começo. O cliente do private, em especial o produtor rural, começa a se familiarizar com o crédito”.
O otimismo dos bancos com o avanço dos empréstimos aos endinheirado faz sentido, diz o planejador Calil. Enquanto a classe C bateu no teto do endividamento e machuca com a lança da inadimplência o balanço dos bancos, os ricos ainda têm muito espaço para se endividar. E, para eles, dinheiro para pagar as dívidas não é problema.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Pesquisa revela diferença entre gerações no uso do crédito


 

A mãe se preocupa com a estabilidade financeira. “Medo de não ter no mês seguinte. O que sobra, parte dele eu guardo também”, diz a empresária Magda Gomes. O filho vive o presente. “Gasto em baladas, restaurantes. A vida é uma só, eu aproveito o máximo”, afirma o auxiliar comercial João Gomes Falcão.
Os tempos de inflação e a dificuldade de acessar o crédito fazem parte da história de Magda, que tem hoje uma relação bastante madura com as finanças. João pertence à geração que cresceu com computador em casa.
Os fatores históricos influenciam a nossa formação, os nossos valores e a maneira como consumimos. A chamada geração Y, jovens que têm hoje até 35 anos, chegou à idade de consumo com a economia estabilizada e com o crédito em expansão, e isso ajuda a explicar a forma como eles lidam com dinheiro.
Pesquisa inédita feita pela Serasa Experian fez um raio-X de como as gerações usam dinheiro para consumir. Todas buscam crédito em bancos e financeiras, mas a geração Y também recorre bastante aos financiamentos das lojas.
A geração X não paga seus gastos à vista e têm alguma preocupação em acumular patrimônio. Já os baby boomers gastam com imóveis e carros, preocupados com a aposentadoria.
O responsável pela pesquisa diz ainda que a geração Y é a mais consumista. “Ainda que sejam jovens de 30 anos, a prioridade é a tecnologia, e não efetivamente aquela forma antiga de viver, fazer patrimônio, comprar carro, preparar patrimônio para deixar para os filhos”, diz Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian.
A telefonia é um dos maiores gastos dessa geração. A relações públicas Marcela Amorim chegou a pagar mais de R$ 800 na conta de telefone. Comprou um aparelho mais caro e se beneficiou da tecnologia para reduzir os gastos. “Hoje eu uso muito a internet, antes eu não tinha essa facilidade. Para me comunicar, não preciso fazer ligação. Além das mensagens instantâneas, dá para usar redes sociais, mandar e-mail e fazer tudo pelo telefone”, afirma.
Fonte: Portal G1/O Globo

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Bradesco prevé menor morosidad Brasil, alivia límites crédito


SAO PAULO (Reuters) - Bradesco, el segundo banco privado más grande de Brasil, flexibilizará los límites para dar créditos de consumo porque espera que la tendencia de caída en la morosidad se prolongue durante este año, dijo a Reuters un ejecutivo de alto rango de la firma.

El banco decidió el lunes aumentar su oferta de crédito de consumo sin aprobación en 14.000 millones de dólares (6.900 millones de dólares), un alza de casi un 20 por ciento, dijo Octávio de Lazari Junior, vicepresidente de Bradesco para crédito de consumo.
"Es una decisión que ayudará a los clientes a hacer frente a algunos gastos de inicio de año, como los impuestos sobre los vehículos y los artículos escolares", dijo Lazari en una entrevista telefónica.
El año pasado, la gerencia de Bradesco aplicó controles de costos estrictos para lidiar con el difícil ambiente que enfrentaba el sector financiero en Brasil.
Actualmente apunta a acelerar el crecimiento de su cartera de crédito.
Bradesco tiene los niveles más bajos de morosidad entre los prestamistas del sector privado de Brasil.
Según Lazari, el panorama es positivo para la expansión de los créditos de consumo ya que el mercado laboral se mantiene robusto y los sueldos muestran capacidad de recuperación.
La decisión de abrir más de 1.000 filiales durante el segundo semestre del 2011 llevó al banco a flexibilizar los límites al crédito, agregó.
El año pasado, la cartera de los prestamistas privados aumentó a un ritmo muy inferior al de los prestamistas estatales, en parte para amortiguar la morosidad de pequeñas y medianas empresas e individuos.
(1 dólar = 2,03 reales brasileños)
(Por Aluísio Alves, Escrito por Guillermo Parra-Bernal, Editado en español por Javier López de Lérida)

terça-feira, 12 de junho de 2012

e-Stracta chega ao mercado e aposta em Big Data


Processar grandes volumes de informações estruturadas e não estruturadas da internet e de redes sociais. De olho nessa tendência, batizada de Big Data, a brasileira e-Stracta iniciou suas atividades no mercado em meados de 2011. A companhia realiza a coleta, o tratamento, a estruturação e a entrega de milhares de informações capturadas de 15 mil fontes para ajudar instituições financeiras a conceder créditos.


“Queremos elevar a qualidade da informação para aprimorar a tomada de decisão”, explica Andre Meisen, fundador da e-Stracta. De acordo com o executivo, a tecnologia da companhia reúne dados de forma automática de locais como Receita Federal, Tribunais de Justiça e Diários Oficiais, agilizando o trabalho de análise.

Meisen afirma que, hoje, 90% do tempo do analista é direcionado para localizar informações de forma manual e o restante para interpretá-las. “Possibilitamos o inverso”, assinala. Com isso, prossegue o executivo, é possível mitigar riscos e gerar oportunidades para as companhias.
“Um profissional que está diante das informações leva 15 minutos para executar as análises. Sem o uso da tecnologia, pode consumir, no mesmo processo, de cinco a seis dias”, afirma. 

O fundador da e-Stracta aponta que a empresa já conta com clientes no setor financeiro e a expectativa é dobrar os negócios até o final deste ano. Embora a companhia esteja mais presente neste segmento, tem ingressado cada vez mais no universo de e-commerce. “Nossa plataforma ajuda a evitar perdas financeiras. Quando uma transação é realizada, validamos a informação para reduzir fraudes”

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Crédito com prazo de validade

Escrito por Flávia Corbó
Para abrir o segundo dia de CCMCC (Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento), cinco executivos se reuniram para debater o tema ‘A oferta de crédito e o boom do mercado interno – uma realidade com prazo de validade?’. A discussão foi mediada pelo jornalista Carlos Tramontina, que destacou a relevância do debate, dado os últimos acontecimentos na economia do País.  
“Oferta de crédito e inadimplência são assuntos debatidos entre todo o empresariado, mas, com as mudanças feitas na poupança, a queda da taxa Selic e a guerra contra juros altos, o encontro ficou ainda mais interessante”, destacou. 
Para analisar o cenário, Guilherme Puppi, chief risk officer da Cyrela, propõe uma análise dos fatores macro e microeconômicos. De ponto de visto amplo, o executivo ressaltou o momento único vivido pelo País, em que 50% da população tem menos de 30 anos, ou seja, nos próximos quarenta anos 60% dos brasileiros terão entre 20 e 60 anos e estarão no auge da produtividade e da geração de valor e consumo.  
“Já na visão micro, é preciso olhar mais para as pessoas, se atentar à educação financeira, porque o desconhecimento não é limitador do crescimento, mas é uma nuvem preocupante no céu. Precisamos saber se o crédito que estamos dando é saudável”, ressalta.
Fabio Giambiagi, chefe de Departamento de Risco de Mercado do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), endossa a opinião sobre a importância da educação, mas faz uma ressalva: “O número de jovens está encolhendo ano a ano. O grosso da mão de obra que vai tocar o país já saiu da escola. Mais importante que educação, nos próximos dez anos será preciso investir no aprimoramento e treinamento de mão de obra”, analisa.   
Um dos males que se pretende combater com a instrução da população é o endividamento, que cresce ano a ano e traz preocupação a quem analisa o mercado. Mas para Carlos Renato Donzelli, diretor executivo da holding do Grupo Luiza, o maior número de brasileiros endividados é uma consequência do cenário atual. 
“Hoje se discute muito o crescimento da inadimplência, mas para mim isso é quase óbvio. Temos uma oferta maior de crédito, então é natural que isso ocorra. Mas não nos assusta, nem nos incomoda”, garante.
Ainda que a maior contração de dívidas não chegue a causar grandes estragos na economia, formas de combater o superendividamento da população brasileira são discutidas com frequência. Na plenária, Bruno Gama, diretor de operações da Crediponto, deu o exemplo do crédito imobiliário, que possui uma das estruturas mais rígidas de aprovação de financiamento no mercado.
“Não comprometemos mais de 30% da renda do cliente, só financiamos até 80% do valor total do imóvel, em um prazo médio de 15 anos, com os juros mais baixos do mercado. O índice de inadimplência da empresa onde trabalho esteve sempre abaixo de um dígito”, afirma. 
Outro instrumento que colabora na cobrança de dívidas e ainda é pouco discutido é o direito digital, em que contratos e documentos são assinados na esfera eletrônica. “Cerca de 80% das causas perdidas no setor de cobrança são causadas por problemas na formalização de documentos. Quando o cliente fica inadimplente, o órgão não está com o pacote judicial pronto. Hoje, você pode usar isso por meio eletrônico, com assinatura digital”, explica Marcos Nader, CEO da Comprova.com. 
“Todos que nasceram na época da internet sabem que usar o meio eletrônico é a melhor forma de formalização de contrato. Espero que a geração Y leve isso para frente”, completa. 

Classe média: A bola da vez


A Nova Classe Média começa a mudar a cara do Brasil e mostra que veio pra ficar. Em 2001, a classe C representava 38,6% dos brasileiros, hoje é composta por 53,9% da população. São cerca de 104 milhões de pessoas que viram sua renda melhorar, se estabeleceram no mercado de trabalho e que, com o acesso ao crédito, ampliaram seu poder de consumo e passaram a acessar lugares que antes estavam restritos ao público da tradicional, e antiga, classe média.
De acordo com Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular, a Nova Classe Média deixou de ser um nicho para se transformar no novo mercado brasileiro. “Apenas em 2011, essa classe movimentou R$ 1,03 trilhão e segundo estatísticas ela é mais rica que 62% da população mundial. É esse público que tem mantido a economia em ascensão”, afirma.
Diante de tal representatividade, as empresas passaram a olhar para esse consumidor de outra maneira. Porém, ainda subestimam sua inteligência, pois muitas empresas ainda acreditam que a classe C deseja ser como as classes A e B. Um grande equivoco. Segundo Meirelles as referências são completamente distintas, um exemplo é a estética feminina. Nas classes altas o padrão de beleza da modelo Gisele Bundchen é ideal, já na classe C as formas curvilíneas prevalecem.
E por falar em mulheres, elas aparece como grande protagonista dessas mudanças no Brasil. Ou seja, o público feminino da classe C atualmente contribui mais com a renda familiar. Segundo o executivo, enquanto na elite R$ 25 de cada R$ 100 vem da mulher, na classe C R $41 de cada R$ 100 vem do trabalho da mulher.  Além disso, o Data Popular constatou diante de pesquisas realizadas com os maridos dessas mulheres, que são elas as responsáveis por 86% da escolha dos alimentos que a família consome, 82% das decisões de produtos de higiene e limpeza, 77% do vestuário  e 69% da decisão final de compra de um carro ou moto. “Essa mulher que na classe C estudou mais que o homem lidera o gasto desses R$ 1,03 trilhão, portanto isso é um desafio para profissionais de finanças”, garante Meirelles.
Hoje é fundamental entender esse novo público oferecendo a eles não só produtos que atendam seus anseios, mas também serviços financeiros diferenciados, pois trata de um público que veio de baixo, que cresceu diante de muita garra, diferente da elite tradicional. “Não olhar para esse consumidor é não olhar para quase metade da classe A e B. O Brasil mudou. Esse país fez com que milhares de pessoas que antes não tinham acesso ao consumo passassem a ter. Isso não é um segmento de mercado, é maior parcela do mercado brasileiro. E quem quiser conquistar o coração, a mente e o bolso desse público tem que fazer o exercício de humildade, de conhecer, pesquisar, conversar e dialogar com os homens, e principalmente, com as mulheres da nova classe média brasileira”, conclui Meirelles.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Serasa: qualidade do crédito ao consumidor melhora no 1º trimestre



Melhorou a qualidade do crédito do consumidor no primeiro trimestre deste ano, de acordo com avaliação da Serasa Experian. A entidade sinaliza queda na probabilidade de inadimplência em um horizonte de 12 meses, caso consumidor obtenha algum financiamento.


O Indicador de Qualidade de Crédito do Consumidor (IQCC) medido pela empresa subiu para 80,4 pontos no primeiro trimestre de 2012, numa escala que varia de 0 a 100. Foi o maior valor do índice desde o primeiro trimestre de 2010. Quanto maior o valor, melhor a qualidade de crédito. No quarto trimestre de 2011, o indicador marcava 80,2 pontos.
A Serasa atribui a melhora do índice ao recuo da inflação, à redução dos juros, à manutenção de patamares mínimos históricos para a taxa de desemprego, além do crescimento mais moderado do endividamento.
O aumento da qualidade do crédito foi mais intenso no Sudeste, onde o indicador passou de 80,6 pontos para 80,8 pontos ; no Sul, de 84,9 para 85,3; e no Centro-Oeste, de 79,1 para 79,5. No Norte e no Nordeste, a qualidade de crédito do consumidor permaneceu estável em 76,0 e em 78,4, respectivamente, na passagem do quarto trimestre de 2011 para o primeiro trimestre de 2012.
(Valor Econômico)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Demanda do consumidor por crédito sobe em março, diz Serasa Experian


SÃO PAULO - A quantidade de pessoas que procurou crédito cresceu 20,2% em março sobre fevereiro, primeiro aumento mensal após duas quedas consecutivas (-8,7% em fevereiro e -8,2% em janeiro), de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado hoje.

Na comparação com março do ano passado, a procura dos consumidores por recursos caiu 1,4%. Foi a menor queda na comparação interanual dos últimos cinco meses. No acumulado do primeiro trimestre de 2012, a demanda do consumidor por crédito foi 6,8% menor que a verificada no mesmo intervalo em 2011.
De acordo com a Serasa Experian, o aumento da inadimplência verificado desde o início do ano passado fez os consumidores priorizarem a quitação de dívidas em atraso em vez de contratar novos financiamentos. Mas a demanda por crédito reagiu e deve seguir crescendo com as medidas pró-consumo adotadas pelo governo, diz a empresa.
O indicador da Serasa mostra que os consumidores de baixa renda, que ganham até R$ 500 por mês, foram os únicos a expandir a demanda por crédito no primeiro trimestre, com alta de 1,8% frente ao mesmo período do ano passado.
Para os consumidores que ganham mais de R$ 500 e até R$ 10.000 por mês, as quedas verificadas nas suas demandas por crédito oscilaram entre -7,3% e -8,1% no período. Por sua vez, a demanda dos consumidores de renda mensal superior a R$ 10.000 registrou recuo de 4,9% nos primeiros três meses do ano.
Na análise por regiões, a busca por crédito durante o primeiro trimestre caiu mais no Sul (-8,7%) e no Sudeste (-7,6%), seguidas por Nordeste (-5,1%), Centro-Oeste (-4,4%) e Norte (-1,0%).
(Valor)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Expansão do Crédito

O crédito encerrou 2010 no patamar mais alto da história, em 47% do PIB e expansão de 20% em relação ao ano de 2009. Além da recuperação da demanda, as condições dos empréstimos são cada vez melhores para as famílias. A taxa de juros para pessoas físicas atingiu em novembro o menor valor da história, 39,1% ao ano. 

Os prazos dos empréstimos ao consumo também são os mais dilatados da série do Banco Central (BC), 551 dias. Puxado pelo aumento da renda, a inadimplência continua caindo. Chegou no mês passado em 5,9%, menor valor desde 2001.

Já em 2011, o crédito bancário deve desacelerar, e crescer a uma taxa de 15%. Dos vários setores beneficiados pela expansão econômica do Brasil, que este ano deve bater em 7,5% considerando-se a evolução do PIB, o mercado de crédito é com certeza um dos mais vibrantes. O comércio e o setor de cartão de crédito estão entre os mais beneficiados com o aquecimento econômico, junto com o setor de crédito e cobrança, que também se destaca. A Associação das Empresas de Crédito e Financiamento (ACREFI) aponta um crescimento de 19,2% no volume de crédito oferecido até agosto deste ano. A inadimplência de pessoa física está estável em 6,2% e o crédito consignado chegou a R$ 129,7 bilhões, apontando crescimento de 31,8%.

A Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc) estima que o mercado de recuperação de crédito movimente R$ 8 bilhões por ano no Brasil. São mais de 15 mil empresas de cobrança, que prestam serviços aos bancos e financeiras, e empregam 300 mil pessoas. Em geral, o primeiro contato com o devedor é feito por telefone, quando se pode fazer uma proposta de renegociação do empréstimo. Caso o contato telefônico não tenha efeito, a empresa ou banco enviam os funcionários de cobrança diretamente na casa do tomador de recursos. O último caso é acionar a Justiça para cobrança.

O BC também não demonstra preocupação com a inadimplência para o decorrer de 2011. Segundo o Bacen, o comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida se mantém relativamente estável nos últimos anos, apesar da expansão do mercado do crédito. Essa estabilidade se deve ao alargamento dos prazo, à redução dos juros e à mudança na composição das dívidas, com migração para modalidades mais baratas.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Inadimplência e oferta de crédito

Em tempos de crédito fácil é preciso ter disciplina e muito planejamento. Caso contrário em vez de ser motivo de alegrias em  sua vida, este crédito se tornará motivo de preocupações em 36 prestações ou mais.  Leia mais aqui. 


De longe o excesso de dívidas  é a causa maior da inadimplência. Em tempos de estabilização econômica, o desemprego deixou o posto de vilão da estória. Agora são os créditos longos que combinados, superpostos ao longo do tempo causam preocupação. 


A combinação de crédito fácil para aquisição de bens de consumo (carro, TV LCD, Computador)  e a grande oferta de serviços como TV a Cabo, banda larga, telefone celular, telefone fixo, canais de futebol pay per view, estão contribuindo para a sensação de uma vida melhor e também por algumas dores de cabeça. Isto vai mudar? Não. Definitivamente ingressamos na era do consumo. Então o que as empresas precisarão cada vez, é de mecanismos de recuperação rápida desse crédito inadimplente. Ações de cobrança cada vez mais rápidas serão cada vez mais exigidos. Penso que logo teremos empresas compradoras de todas as dívidas de um determinado cliente, com deságio, trocado por uma nova dívida parcelada de acordo com a capacidade de pagamento do cliente. Estas empresas desempenharão o papel de consultores de finanças pessoais. 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Crédito para consumo deve desacelerar nos próximos seis meses.

O volume de concessão de crédito com recursos livres para consumo de pessoas físicas deve desacelerar nos próximos seis meses, mostra estudo da Serasa Experian. De acordo com a pesquisa, o índice de perspectiva do crédito ao consumidor caiu 1,9% em agosto, apresentando a sexta queda mensal consecutiva.

Por outro lado, as operações de crédito imobiliário "deverão continuar se destacando em termos de evolução da carteira de crédito do sistema financeiro às pessoas físicas, durante os próximos meses". Isso porque, embora haja perspectiva de redução no crédito com recursos livres, as pessoas físicas seguem dispostas a aumentar seus níveis de endividamento, o que deve elevar a procura pelo crédito com recursos direcionados.
Crédito a empresas aumenta
Já o Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito às Empresas avançou 0,3% em agosto de 2010 ante o mês de julho 2010. A sequência de elevações mensais deste indicador sinaliza que a evolução das operações de crédito às empresas tenderá a se acelerar, especialmente a partir do último trimestre de 2010, evoluindo também favoravelmente durante os meses iniciais de 2011.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a retomada de um ritmo de crescimento um pouco mais acelerado para economia brasileira após o enfraquecimento observado durante o segundo trimestre de 2010, e a interrupção, em setembro, do ciclo de elevações da taxa Selic, constituem elementos que deverão proporcionar uma dinâmica mais favorável para a contratação de operações de crédito, com recursos livres, por parte das empresas ao longo deste segundo semestre e começo de 2011.