segunda-feira, 24 de maio de 2010

Brasil terá o maior crescimento econômico desde 1986, diz especialista

Uma nova onda de crescimento surge no Brasil e está perfeitamente cronometrada com as eleições. No entanto, críticos dizem que o país não suporta esse crescimento, uma vez que o governo não sabe economizar e investir


Muitos analistas preveem que o crescimento anual de 2010 será de 7%, a maior taxa desde 1986. No entanto, embora esteja crescendo em velocidade chinesa, o país não é a China. 

Muitos economistas acreditam que o limite de velocidade de crescimento do país é de 5%, uma vez que o governo não sabe economizar e investir. 

O crescimento repentino é em parte resultado das medidas de estímulo de crescimento tomadas pelo presidente Lula. 

O problema é que grande parte dos gastos extras do governo estão se transformando em permanentes.


Novos arranha-céus estão subindo ao longo da Avenida Faria Lima, na área de negócios de São Paulo. A venda de computadores e automóveis estão crescendo, enquanto que um excesso de passageiros têm obstruído os principais aeroportos. 


O Brasil criou 962 mil novos empregos formais entre os meses de janeiro e abril – índice mais elevado desde que os registros começaram, em 1992.


Preocupação


No mês passado, o Banco Central elevou a taxa básica de juros Selic em 0,75%, o primeiro aumento em quase dois anos. Muitos economistas em São Paulo acreditam que este será seguido por outros, levando a taxa a partir de sua baixa de 8,75% para 13% no próximo ano.


O governo aumentou a sua despesa na folha de pagamento. O número de funcionários públicos federais aumentou consideravelmente desde 2003 (cerca de 10%). Mas eles têm sido tratados com generosidade: a massa salarial federal mais que dobrou em termos nominais, entre 2003 e 2009, enquanto a inflação foi inferior a 50%. Lula subiu o salário mínimo muito mais rápido do que a inflação. Isso ajudou a tornar a distribuição de renda menos enviesada e impulsionou a demanda dos consumidores. No entanto, isso tem um efeito devastador sobre os benefícios das pensões.
Críticos do governo dizem que a política fiscal frouxa está fazendo a tarefa do Banco Central mais difícil, aumentando o risco de um “boom” que pode terminar em uma forte desaceleração no próximo ano.


Como isso pode mexer com a sua empresa?



  • Você está preparado para uma elevação do nível de negócios? Não importa se você está na ponta da concessão de crédito ou se está na ponta de recuperação de crédito, ou ainda se você é um fornecedor de tecnologia para as duas pontas. 
  • E para uma brusca desaceleração no ano que vem? Qual seria o impacto em sua empresa?
  • Com o aumento da demanda por crédito, para sustentar o consumo, você acredita que a inadimplência subirá? 
  • Com a concessão de crédito um tanto quanto afrouxada essa inadimplência será mais difícil de recuperar? 

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