Essa parcela da população vem buscando qualidade, conforto e refinamento
As famílias com renda entre R$ 1.500 e R$ 4.500 estão adquirindo cada vez mais produtos que até algum tempo atrás eram consumidos em massa apenas pelas classes A e B.
Nos últimos anos, essa parcela da população vem buscando também qualidade, conforto e refinamento, mas sem deixar de lado a relação custo-benefício. O consumo de bens mais caros, os chamados produtos “premium”, é uma consequência do aumento do poder de compra dessas famílias.A ampliação do crédito e a estabilidade macroeconômica também contribuem para essa tendência. Trinta e dois milhões de pessoas ascenderam à classe C nos últimos oito anos.
Hábitos diferenciados
Diante desse quadro de sofisticação do consumo, as marcas conhecidas tendem a ser mais requisitadas. O diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, ressalta que, embora a renda tenha melhorado nos últimos anos, “muitas famílias ainda têm o orçamento contado. Assim, para boa parte delas, adquirir um produto de uma marca conhecida significa a certeza de que não haverá dinheiro jogado fora”.
Com isso, algumas fabricantes vêm refazendo suas estratégias de marketing. A marca de sabão em pó Omo, por exemplo, criou a campanha “Faça as contas e escolha Omo”, ressaltando a relação custo-benefício do produto pela primeira vez em uma ação de mídia.
Demanda por setor
O setor de higiene e beleza foi responsável por 21% de todos os gastos da classe média emergente com produtos sofisticados no ano passado. Em seguida, vieram os gastos com tecnologia e educação. Meirelles explica que não se trata de vaidade, mas sim de inclusão. “O impacto na auto-estima é muito maior do que em um consumidor de classe alta.”
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