sábado, 5 de junho de 2010

Economia húngara está em uma ’situação muito grave’



A afirmação foi feita nesta sexta-feira, 4, pelo porta-voz do novo governo da Hungria, Péter Szíjjártó, que ressaltou ainda que será apresentado um plano para evitar que o país siga o mesmo “caminho da Grécia”.


Referindo-se ao estado real da economia húngara, Péter Szíjjártó disse também à agência local “MTI” que o governo anterior “manipulou os dados, assim como fez a Grécia”, e que a economia húngara “está em uma situação muito grave”.


Advertências e desvalorização da moeda


Um portal econômico informou que Szíjjártó teria afirmado que não é exagero dizer que a Hungria está próxima da falência, em alusão à declaração de um dirigente do Fidesz — partido do novo chefe de governo do país, Viktor Orban —, segundo o qual a Hungria sofre uma crise comparável à da Grécia.
Após essas afirmações, a moeda local, o forint, registrou uma queda de 2% frente ao euro. A Hungria recebeu, em outubro de 2008, um empréstimo de 20 bilhões de Euros do FMI, da UE e do Banco Mundial, a fim de salvar o país da falência. 

Nossa opinião


Governos manipulando dados não é nenhuma novidade. Principalmente, já que em democracias consolidadas também acontece, em jovens democracias.  A discussão séria é saber como tudo isso passou ao largo das Empresas de "rating".  Teriam elas algum tipo de comprometimento, canalizando, com suas notas, os investimentos em direção de determinados países para que alguns de seus "clientes" angariassem benefícios? Ou elas não tem essa competência toda que costumam proclamar?  


Em um mundo cada vez mais conectado, onde basta clicar em um botão e uma montanha de dinheiro passa de um país para outro, precisamos de mais transparência. 

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