quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Bem-vindo à era do Business Analytics ou BA

As empresas precisam buscar um novo perfil de profissional, que aja como um “cientista das informações”. Seria alguém que reunisse as habilidades de um programador, um estatístico e um excelente contador de histórias, para traduzir cenários em tempo real para as organizações
De nada adianta a companhia estabelecer metas de negócio e investir em tecnologias e softwares de análise se não tiver profissionais com habilidades de traduzir a realidade na velocidade necessária. “Esse é um ponto fundamental para fazer a transição do Business Intelligence (BI) tradicional, um modelo reativo, para a análise de negócios em tempo real, que é proativo e é o que pode trazer diferenciais”. 
Esse profissional também teria a missão de derrubar a barreira, que ainda persiste nas empresas, entre um banco de dados repleto de informações desestruturadas e os setores responsáveis por tomadas de decisões .
O grande desafio está na capacitação desse profissional, já que a empresa lida com um paradigma completamente novo.
O treinamento não deve se restringir ao ferramental ou estatístico, mas precisa estar associado a todas as rotinas de negócios da empresa.
Outro desafio é treinar aqueles que lidam com os usuários finais, principalmente aqueles executivos acostumados a trabalhar com papel, com relatórios baseados em históricos do passado, que embasavam as tomadas de decisão. 
“Não adianta colocar um dashboard proveniente de ferramentas modernas na frente deles, se não houver um preparo prévio”, afirma Kátia Vaskys, da IBM. O profissional terá de descobrir padrões, entender e criar relações para extrair informações não evidentes. “É um trabalho que deve ser realizado por consultores especializados, que vão dirigir tanto o treinamento quanto a aplicação gradual de soluções”.
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