sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Redução na taxa Selic vai prosseguir, afirma Tombini



Cenário hoje "combina risco soberano, a desconfiança de os governos honrarem sua dívida, risco financeiro, detidos em instituições financeiras"

Para o presidente do Banco Central, é possível vislumbrar um período prolongado de baixo crescimento econômico.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira (6/10) que o processo de queda da taxa básica de juros, a Selic, vai prosseguir diante de um quadro complexo da economia mundial.

Segundo ele, o mundo convive hoje com o custo da resposta extraordinária que os países mais maduros deram à crise que eclodiu em 2008.

"Foi evitada uma grande depressão e estancada a crise financeira que guardava grandes proporções", disse em evento na sede da autoridade monetária.

"Ficou o custo, o crescimento extraordinário da dívida e hoje esse custo gera reflexos, um cenário que combina risco soberano, a desconfiança de os governos honrarem sua dívida, risco financeiro, detidos em instituições financeiras".

Segundo ele, dado o cenário internacional, é possível vislumbrar um período prolongado de baixo crescimento econômico.

Houve revisão das projeções da atividade de Estados Unidos, Europa e Japão.

Para o Brasil, a estimativa é de alta de 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB), segundo o BC.

"Isso já estava encomendado pelo que foi feito no ano passado, em termos fiscais, monetários e macroprudenciais. Some-se a isso um quadro de agravamento das perspectivas do cenário internacional", disse, afirmando que, por isso, ajustes moderados da taxa de juros são consistentes com o objetivo de convergir a inflação para o centro da meta, 4,5%, em dezembro de 2012.

"Ainda há efeitos a serem sentidos na economia brasileira".

Fonte: Brasil Econômico

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