Segundo pesquisa, jovens brasileiros estão entre os que mais se entusiasmam com a ideia de trocar o escritório pelo “home office”. Coube ao ministro britânico dos Transportes, Norman Baker, fazer um dos anúncios mais importantes do ano em termos de políticas públicas para o trabalho no Reino Unido. Pela voz de Baker o governo britânico apresentou um programa que visa incentivar empresas a adotarem jornadas de trabalho flexíveis, a fim de reduzir os deslocamentos de seus funcionários. Em outras palavras, um programa para convencer patrões e empregados dos benefícios de se trabalhar em casa, reduzindo ou extinguindo a necessidade do corpo presente laboral, por assim dizer, no escritório ou que tais.
O “Anywhere Working” (Trabalhando de Qualquer Lugar), como o programa britânico foi chamado, conta com o apoio de empresas do porte da Microsoft e da Vodafone (gigante alemã de telefonia), que vão oferecer treinamento em computação nas nuvens, vídeo-conferências e outras modernidades que ajudaram a mudar completamente o sentido da velha frase “levar trabalho pra casa”.
Jovens brasileiros: entusiastas do trabalho em casa
Foi-se o tempo em que trabalhar em casa era quase sinônimo de falta de qualificação. Um estudo recente da Cisco World Technology mostrou que 90% dos universitários brasileiros consideram que, quando entrarem no mercado de trabalho, não será necessário estar regularmente na empresa para exercerem suas funções, com exceção da presença em reuniões importantes. A porcentagem de jovens brasileiros que têm expectativas de trabalhar em casa depois que se formarem é bem maior do que a média geral registrada pela Cisco no conjunto dos 14 países pesquisados, que foi de 70%.
No Reino Unido, o programa “Anywhere Working” tem um caráter eminentemente ambiental, com o governo querendo manter o maior número possível de pessoas trabalhando em casa simplesmente para evitar que queimem combustíveis fósseis indo para o trabalho. Mas, no fundo, sobretudo para convencer o patrão dessa história de que seu funcionário “não vai trabalhar”, o xis da questão do chamado “homeworking” é informar a quem paga os salários sobre como fica a produtividade, e segundo o estudo da Cisco, um em cada quatro profissionais diz que seria muito mais eficiente se lhe fosse permitido trabalhar remotamente.
Universitários não aceitam emprego sem redes sociais
Seja como for, o que está em curso é um choque geracional e hierárquico entre quem, por exemplo, ainda acha mesmo que é possível proibir o Facebook, o Twitter e Messenger no local de trabalho (esta expressão em mutação), de um lado e, do outro, jovens (56% deles, segundo a pesquisa da Cisco) que recusariam proposta de emprego de uma companhia que restringe o acesso às redes sociais. Entre os universitários brasileiros, a porcentagem sobe para 74%.
É claro que trabalhar em casa é uma opção para todo tipo de profissional. Um jornalista absolutamente não precisa estar na redação para escrever uma matéria ou reportagem e submetê-la à apreciação do seu editor. Já um médico dificilmente poderá atender, examinar e operar em seu endereço residencial, a não ser que transforme sua sala de estar em sala de espera e monte literalmente uma clínica de fundo de quintal.
O certo é que a geração Y e seu apreço pelas tecnologias da mobilidade — e pela mobilidade em si mesma — começam a pressionar as empresas mais conservadoras no que se refere ao trato com os seus recursos humanos. O cenário que se anuncia é de uma radical transformação na antiga divisão um tanto “analógica” entre trabalho e vida pessoal.
Conclusão
Fica evidente como a maior parte das empresas brasileiras ainda vivem no século passado. Enquanto este tipo de discussão já está na pauta das empresas em geral, no Brasil com a sua legislação trabalhista arcaica o grande avança são os cartões de ponto eletrônico.
Conclusão
Fica evidente como a maior parte das empresas brasileiras ainda vivem no século passado. Enquanto este tipo de discussão já está na pauta das empresas em geral, no Brasil com a sua legislação trabalhista arcaica o grande avança são os cartões de ponto eletrônico.
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