terça-feira, 25 de setembro de 2012

A i-Coll, e o Mercado de SaaS, IaaS e PaaS.


Os gastos com cloud computing crescem acima da média de TI, segundo aponta o instituto de pesquisas Gartner. A expectativa é que a computação em nuvem salte 19% neste ano, em todo o mundo, tornando-se uma indústria de 109 bilhões de dólares.


O Gartner, diz que a estimativa é bastante animadora, comparada com os 91 bilhões de dólares registrados no ano passado nesse mercado. E mais: podendo chegar, globalmente, a 207 bilhões de dólares em 2016. 

A nuvem, de fato, impactou a forma de entregar serviços de TI. O desenho de venda tradicional de licença, que realiza a implementação da aplicação on premise (dentro da empresa), está mudando para o modelo de software como serviço (SaaS), adotado na nuvem. Enquanto isso, o investimento com hardware está saindo da prática on premise para o off premise (remoto). 

A verdade é que cloud computing já não se trata mais de um conceito nebuloso. Circula com facilidade em ambientes corporativos de variados portes, incluindo pequenas e médias empresas, de diferentes segmentos, que já desfrutam dos benefícios da trinca de modalidades que compõe a nuvem: SaaS, infraestrutura como serviço (IaaS) e plataforma como serviço(PaaS). As duas primeiras são as mais populares e a última ganha músculos a cada ano e promete aquecer as ofertas.

Mais sofisticada, a modalidade PaaS requer não somente um modelo comercial mais complexo, mas também evangelização, na avaliação de consultores. 
Todos os grandes player do setor tem hoje pelo menos uma oferta baseado na trica SaaS, IaaS e PaaS. Oracle, Microsoft, Amazon, entre outros oferecem bons pacotes de entrada. 

Outra empresa com forte atuação no segmento é a Salesforce.com, um dos grandes nomes de PaaS, com DNA genuinamente em cloud. Enrique Perezyera, presidente da Salesforce.com para a América Latina, lembra que a história da companhia está intimamente ligada à nuvem. Marc Benioff, chairman e CEO da organização, quando era executivo da Oracle, não entendia porque os clientes investiam milhões em software, hardware e consultoria para solucionar desafios do passado ao final da implementação. Por essa razão, decidiu apostar em algo mais prático, viável e ágil: a nuvem.

De 1999 para cá, conquistou mais de 100 mil usuários da solução Salesforce.com em todo o mundo. Com ela, os clientes potencializam a força de vendas, a partir de data centers em San José, Virgínia e São Francisco, nos Estados Unidos, e outro em Tóquio, no Japão. Entre os usuários, 3 mil estão na América Latina, sendo 1,5 mil no Brasil. Perezyera explica que todos eles utilizam o Force.com, plataforma baseada em nuvem para desenvolver aplicativos sociais e móveis, já que ela está integrada à oferta Salesforce.com. “Mais de 250 mil aplicativos foram criados pelas companhias a partir do Force.com”, contabiliza o executivo. 

O Facebook é um dos maiores clientes. “A rede social roda 700 mil aplicações desenvolvidas com base no Force.com na nuvem da Heroku, criadora de aplicativos em nuvem, baseados na linguagem Ruby e Java, comprada pela Salesforce.com para prover serviços aos clientes”, assinala Perezyera.
Além disso, a organização conta com uma loja virtual, parecida com o iTunes, da Apple, batizada de AppExchange, que reúne aplicativos criados por desenvolvedores em Force.com para facilitar a rotina corporativa. Há aplicativos pagos e gratuitos, muitos deles de nicho, que se integram aos sistemas da Salesforce.com.

Na minha avaliação, nuvem ainda necessita de evangelização e estamos auxiliando nesse processo desde 2000Acredito que PaaS está ganhando boa musculatura. Afinal, as empresas estão preocupadas em construir uma nova geração de aplicações como comércio na nuvem, cobrança, mobilidade etc. Por esse motivo, reorganizamos nosso modelo comercial”.

“Em razão das megatendências do mercado de TI [redes sociais, mobilidade e cloud], acreditamos que PaaS vai deslanchar, já que todos os aplicativos do mundo serão desenvolvidos na nuvem. Em um futuro próximo, cloud computing vai perder o ‘computing’ e cloud será o modelo padrão do mercado”. As, organizações não vão mais comprar servidores, bancos de dados e outras tecnologias. Os data centers, que vão prover serviços em cloud, ficarão encarregados dessa tarefa. 

Em minha opinião, o modelo PaaS traz oportunidades para desenvolvedores e empresas de nuvem. É possível acelerar a criação de soluções e reduzir os custos, para isto é necessário massa crítica de usuários. Com o Force.com, por exemplo, um profissional pode desenvolver cinco vezes mais rapidamente, utilizando metade do investimento, se comparado ao uso da linguagem .NET.

Ainda não é o ano do PaaS. No entanto,  o amadurecimento dos modelos comerciais na modalidade e a maior aceitação é uma questão de pouco tempo. 

As ofertas de SaaS da concorrência,  hoje são muito mais vapor do que realidade. É preciso ter um leque mais variado de aplicações e o PaaS irá alimentá-la, nossa linha de aplicações está pronta e  voltada especificamente para ser vendida no modelo SaaS, podendo ser comercializados por hora, dias etc. 

Cloud já representa 35% da receita da companhia. Os pacotes que são oferecidos hoje já têm muito valor agregado. É justamente o que fazemos: adicionamos colaboração, HW, SW, gerenciamento, BI (Business Inteligense), telefonia e discagem On demand, disparo de SMS e IVR, impressão digital, boletos eletrônicos, cartas de cobrança por e-mail entre outros valores. 
No modelo tradicional só conseguíamos comercializar nossas soluções com as grandes empresas de cobrança ou call center, onde o tamanho de suas carteiras justificavam o investimento em uma plataforma rápida, robusta e segura (Oracle). Como plataforma estendemos nossa oferta as médias e pequenas empresas do setor. A oferta é muito interessante. 
O modelo de comercialização hoje é operado exclusivamente por nós, porém em breve pretendemos credenciar uma rede de parceiros locais, que se encarregarão  de levar a solução aos clientes, e ajudá-lo a colocar a aplicação no ar. 

A procura pela modalidade deve ganhar força em 2013 e nos movimentamos  para conquistar fatia significativa desse mercado - algo em torno de 200 empresas, com quem já estamos em estado adiantado de negociação. Empresas muito especializadas no segmento de cobrança, de porte pequeno, escritórios de advogados, com algo entre 10/100 posições Para isto pretendemos continuar a evoluir e reforçar a oferta com novos produtos e serviços. 

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