terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cloud Computing - Prestadores de serviços esperam que modelo cresça mais do que a terceirização tradicional de TI, especialmente na região das Américas.



Pesquisa realizada pela consultoria ISG revela que metade dos prestadores de serviços disse que um quarto dos compromissos em seus planos de negócios incluiu serviços de computação em nuvem e todos eles esperam que o modelo cresça mais rápido do que o tradicional de terceirização de TI, particularmente nas Américas.
No entanto, software como serviço (SaaS) e infraestrutura como serviço (IaaS) estão seguindo trajetórias muito diferentes, diz o analista de tecnologias emergentes da ISG Stanton Jones. "O SaaS é mais restrito, e estamos vendo unidades fora da TI avaliando e comprando essa modalidade", diz. "IaaS é mais amplo e um mercado forte nos Estados Unidos. Não vejo tanto crescimento nos EUA porque empresas preferem ficam com as infraestruturas mais modernas e padronizadas dentro de casa."
Para Jones, no mercado, provedores emergentes de IaaS não vão assumir completamente o escopo de um contrato de outsourcing de TI tradicional. “Porém, os provedores emergentes de SaaS podem absorver atividades funcionais, por exemplo.” Segundo ele, os fornecedores tradicionais que transformam software on premise em serviços também podem oferecer serviços tradicionais de TI.
Enquanto usuários que adotaram SaaS precocemente descobriram que as opções em nuvem nem sempre são as mais baratas, eles foram atraídos pela velocidade de implementação, o rápido acesso a recursos e capacidades móveis, diz Jones. 
"Uma grande parcela de nossos clientes de outsourcing de RH, por exemplo, está de olho em SaaS", diz Jones. Logo atrás, na lista de tecnologias mais buscadas em nuvem, estão comunicação e ferramentas de colaboração, detalha o analista.
Para muitas empresas a adoção de cloud é uma questão de “pegar ou largar”. "Unidades de negócios desejam desenvolver projetos na nuvem, mas quando chegam ao verdadeiro trabalho de construção de um caso de negócios, os projetos podem não sair do papel se estiverem focados em recursos, e não no impacto de TI, finanças, jurídico e aquisição", aconselha Jones.
Quanto a IaaS, algumas unidades de negócios estão comprando a nuvem pública para rodar uma carga pequena de trabalho, mas a TI corporativa ainda prefere serviços dedicados, como nuvens privadas dentro de casa ou hospedadas em provedores. "Em nosso novo escopo e renegociação de contratos estamos trabalhando com clientes e fornecedores para garantir que eles tenham a opção de mover cargas de trabalho para a plataforma do provedor IaaS compartilhada no futuro, mas esse percentual ainda é muito pequeno", relata Jones.
Oportunidades do mercado
Segundo Jones, fornecedores emergentes de SaaS e IaaS estão crescendo rapidamente, mas sua base de clientes ainda é pequena. Médias empresas de hospedagem estão sendo convidados a participar em mais ofertas, mas eles têm menos experiência na gestão de grandes ambientes, de acordo com Jones.
"Acredito que essas companhias vão continuar a crescer muito rapidamente, porque podem tomar parte do mercado de organizações estabelecidas em torno de soluções empresariais específicas, como CRM, RH, e e-mail”, observa. “Fornecedores tradicionais de software têm a chance de levar infraestrutura longe de prestadores de serviços tradicionais para aplicações específicas”, projeta.

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