Uma das coisas mais importantes que você pode fazer ao lidar com a consumerização da TI na sua empresa é treinar sua equipe para parar de dizer "não". Em vez disso, os profissionais de TI devem procurar entender o problema do usuário e buscar uma solução. Esse é o conselho de Noé Broadwater, CTO da Sesame Workshop, produtora do Vila Sésamo.
Falando no CITE Forum em Nova York, Broadwater explicou que a Sesame Workshop fez a transição para a consumerização com sucesso, deixando de vê-la como inimiga, passando a abraçá-la, aproveitando para tornar os funcionários mais felizes e produtivos.
"Hoje, os usuários de negócios são muito mais experientes", diz ele. "Eles sabem o que querem e do que precisam. Eles esperam que a tecnologia seja fácil e intuitiva, tão simples como o que veem em seu iPad ou iPhone. Mas o que eles não entendem é que não é fácil para nós fazer essa mudança", explicou.
Difícil ou não, a consumerização é uma tendência que é impossível reverter, diz Ted Schadler, vice-presidente e principal analista da Forrester Research, que também falou no Fórum CITE.
De acordo com Schadler, quando a Forrester perguntou aos funcionários porque eles levam dispositivos pessoais ou aplicações para o trabalho, 56% deles disseram que para algo que eles precisavam e para o qual a empresa não oferecia uma alternativa.
Em outras palavras, se a organização de TI continuar respondendo "não" à tendência de consumerização, os usuários vão desobedecer para conseguirem o que querem. E isso não se limita à adoção informal do BYOD.
"Nós paramos de dizer não", diz Broadwater. "O 'não' se tornou a palavra que eu mais odeio da minha equipe. Em vez disso, minha equipe é orientada a dizer: entendo, deixe-me encontrar uma solução. Se você diz: deixe-me entender o que você está tentando resolver, e vou tentar ajudá-lo, então eles não farão nada sem o seu conhecimento".
Isso não quer dizer que a Sesame Workshop simplesmente aprove todos os pedidos. Broadwater ainda requer uma razão comercial legítima antes de aprovar certas tecnologias ou compras. O CTO estabeleceu um comitê de governança que inclui representantes dos departamentos jurídico e de finanças, bem como das linhas de negócio. O trabalho desse comitê é entender as necessidades e desejos que existem na empresa e avaliar tecnologias e os riscos associados a eles.
Mas chegar ao “sim” é apenas o começo. O passo seguinte é a criação de uma política simples. "Não crie políticas pouco claras", diz ele. "Você não quer uma política de 10 páginas que não vai ler. Crie políticas simples, viáveis", argumenta Broadwater.
Comunicar a política eficazmente a todos os funcionários, para que eles estejam cientes e aceitem não só as regras de segurança da organização, mas também suas responsabilidades morais, funcionais, comportamentais e as consequências de uma negligência, é a chave do sucesso.
Segundo o CTO, é importante manter os funcionários atualizados e educados. A Sesame Workshop tem o que chama de "Lunch and Learn", sessões mensais nas quais os a equipe de TI fala sobre tecnologias e como usá-los com segurança, e ouve os funcionários. Aqueles que desejam usar o seu próprio dispositivo no trabalho precisam participar de duas sessões de treinamento especial antes de serem autorizados a fazê-lo.
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