A Inteligência Empresarial, ou Business Intelligence, é um termo do Gartner Group. O conceito surgiu na década de 80 e descreve as habilidades das corporações para aceder a dados e explorar informações (normalmente contidas em um Data Warehouse/Data Mart), analisando-as e desenvolvendo percepções e entendimentos a seu respeito, o que lhes permite incrementar e tornar mais pautada em informações a tomada de decisão.
As organizações tipicamente recolhem informações com a finalidade de avaliar o ambiente empresarial, completando estas informações com pesquisas de marketing, industriais e de mercado, além de análises competitivas.
Organizações competitivas acumulam "inteligência" à medida que ganham sustentação na sua vantagem competitiva, podendo considerar tal inteligência como o aspecto central para competir em alguns mercados.
Geralmente, os coletores de BI obtêm as fontes primárias de informação dentro das suas empresas. Cada fonte ajuda quem tem que decidir a entender como o poderá fazer da forma mais correta possível. As fontes secundárias de informações incluem as necessidades do consumidor, processo de decisão do cliente, pressões competitivas, condições industriais relevantes, aspectos econômicos e tecnológicos e tendências culturais.
Premissas
Frequentemente tenho visto o termo BI sendo usado de forma bastante imprópria, levando a uma grande confusão no que diz respeito ao seu emprego nas empresas. Primeiramente BI ou Inteligência do Negócio não se vende. Toda empresa tem a sua. Cada empresa é um corpo orgânico único, devendo ser analisada também de forma única. Logo não da para pasteurizar essa oferta. Não dá para ser uma solução de prateleira.
O negócio "BI"
Então vender BI deveria ser a venda de uma consultoria, composta por um grupo multi-disciplinar composto de: especialistas no negócio, técnicos com grande vivência em modelagem de banco de dados e estatísticos capazes de analisar os resultados obtidos, capazes de ajudar a empresa na construção de seu modelo de analise.
Veja que disse ajudar, já que toda empresa deveria ter seu próprio modelo de analise de negócio. É lógico que até existe uma área de insterseção (informações comuns ao negócio e que todas as empresas deveriam ter) entre empresas do mesmo ramo. Então o comum deve ser tratado como comum sem perder de vista que é o particular que interessa.
O senso comum diz que primeiramente a empresa deveria se preocupar em que seus sistemas ERP ou CRM tivessem todas as informações necessárias de forma detalhada armazenada. Isso é a base de tudo.
Como implantar BI em uma empresa
A empresa tem de projetar uma estratégia de ETL (extract, Transformer, Load), saber que informações serão necessárias, onde elas estão, quais sistemas as geram”, antes de mais nada.
É preciso ter um plano para integrar a solução com sistemas de ERP e CRM.
Além disso, a ferramenta precisa ter a capacidade de integração com Office e outras soluções da empresa, especialmente no caso das organizações de menor porte. E isso precisa ser verificado antes da aquisição, para não ser surpreendido no futuro”. “É o BI que precisa se adaptar à infra-estrutura da empresa, e não o contrário. Ele vem para ajudar e não para mudar e nem onerar o ambiente de TI”.
Vou além, “BI não existe por si só, depende de fontes externas, especialmente do ERP e do CRM. A proposta do BI é unir essas informações e consolidá-las”.
Há no mercado muitas soluções que usam bancos de dados próprios. É preciso fugir disso para não criar as chamadas ilhas de informações. Minha sugestão é optar por bancos de dados tradicionais, aos quais normalmente a maioria das ferramentas de BI são facilmente integradas.
Outra opção é escolher algum modelo de código aberto, que permita ajustes facilmente e sem custos elevados. “Pode até ser interessante para a pequena empresa interessada em iniciar uma cultura de BI entre os seus profissionais, mas são necessários alguns cuidados na hora da escolha”.
Objetivos do BI
Um dos objetivos essenciais do BI está na criação de diferenciais de negócios por meio da rápida análise de dados estratégicos, que conduz a decisões capazes de dar mais competitívidade a uma empresa.
Assim, se a companhia adquire um ERP ou um CRM que traz consigo um BI padronizado, ela dificilmente conseguirá criar algum diferencial em relação às demais organizações que utilizam o mesmo produto – e vice-versa. “Se comprar junto, é importante saber se o ambiente é aberto o suficiente para permitir mudanças que atendam às suas necessidades e à empresa ganhar competitividade”.
Segundo os especialistas, as soluções de ERP que trazem BI integrado por padrão podem levar a empresa a incorrer em outro erro: o de escolher o BI pela escolha do sistema de gestão.
Implementação do BI
Finalmente, na hora de implementar o BI, sugiro que a companhia crie uma camada tecnológica intermediária para a sua integração com os demais sistemas de TI. Esta é, uma boa maneira de garantir a continuidade do funcionamento da ferramenta de business intelligence mesmo no caso de o ERP ou CRM precisarem ser substituídos ou atualizados, por exemplo.
Considerações finais
Para se ter um projeto de BI na empresa, é preciso pensar em capacidade de armazenamento, política de retenção de dados, banco de dados, servidores de boa qualidade, política de backup, soluções de CRM ou ERP, e pessoal capacitado a ler as informações geradas.
Sua implementação deve passar por um rigoroso planejamento que compatibilize as necessidades da empresa por informação ao orçamento disponível, de forma que não haja decepções.
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