Vale do Paraíba (fonte: Portal Exame)
R$ 3 bilhões para manter Mata Atlântica em pé
Investimento será de empresas e ONGs
Uma associação traçou uma meta ambiciosa: preservar e restaurar nos próximos dez anos 122 mil hectares de Mata Atlântica na porção paulista do Vale do Paraíba, entre as serras do Mar e da Mantiqueira. O projeto prevê o plantio de mais de 200 milhões de árvores na região — muito urbanizada e conhecida por abrigar um volume significativo de empresas. O investimento está estimado em R$ 3 bilhões.
A Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba é formada pela pela Fibria, a maior empresa de celulose de eucalipto do mundo, pelo banco Santander e por instituições como a ONG SOS Mata Atlântica e o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.
Após estudos sobre como manter em pé matas nativas, chegou-se à conclusão que “a restauração precisa ser sinônimo de geração de renda”. O pensamento é de Carlos Alberto Mesquita, diretor executivo do Instituto BioAtlântica, ONG com sede no Rio de Janeiro que trabalha pela preservação da Mata Atlântica.
O projeto contrariou o pensamento de que conservação e restauração de florestas no Brasil era estritamente ambiental. De acordo com as entidades envolvidas, não há como manter grandes extensões de mata nativa em pé com a compra de terras, a fim de transformá-las em reservas, e nem em acreditar que os produtores rurais deveriam manter uma boa porção de suas propriedades intactas, independentemente do custo.
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