Em 2010, o setor de software e serviços atingiu faturamento de 19,04 bilhões de reais em 2010, um crescimento de quase 21% sobre o ano anterior. Os dados são da 7ª edição da pesquisa “Mercado Brasileiro de Software — Panorama e Tendências”, conduzida pela IDC e divulgada, nesta segunda-feira (27/06), pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES). Com esse desempenho, o setor confirma um ritmo anual de expansão de 20%.
Para o presidente da ABES, Gérson Schmitt, o mercado brasileiro deve manter esta média de expansão nos próximos anos e alcançar a 6ª ou 7ª posição entre os maiores do mundo até o final da década – em 2010 o País ficou na 11ª posição, ante a 12ª no ano anterior. “Em sete anos de pesquisa, o setor tem crescido, em média, 20% ao ano, mesmo considerando os impactos da crise em 2008 e 2009. Essa média deve se manter ao longo dos próximos anos e devemos ficar entre a 7ª e a 6ª posições entre os maiores mercados do mundo no final desta década. Não descartamos a possibilidade de alcançar a 5ª posição”, afirma.
O presidente da ABES acredita que em 2011 o setor vem apresentando um dinamismo que poderá levar crescer até acima da taxa prevista pelo IDC, que aposta numa expansão de 10,5%.
Segundo Schmitt, o setor de software e serviços brasileiro tem sido impulsionado, de um lado, pela busca por maior eficiência entre as empresas de todos os setores da economia e, por outro, pelo ritmo de inovações da área de TI. “As empresas brasileiras estão tentando superar uma série de defasagens. Ao mesmo tempo estamos vivendo um movimento importante na tecnologia, com tendências relacionadas com mobilidade, serviços e computação em nuvem.”
No entanto, o executivo destaca que o modelo de desenvolvimento do setor deve ser alterado. Dos 19,04 bilhões de reais de receita registrados ano passado, 5,510 bilhões de reais refere-se a software e 13,5 bilhões de reais a serviços relacionados.
“Hoje, 70% do software consumido no País é importado. Isso acontece porque, infelizmente, o modelo adotado no Brasil é baseado em serviços, que atende dois terços do mercado total, exige um número maior de profissionais e ainda apresenta produtividade econômica 30% menor”, afirma Schmitt.
A pesquisa também apurou que as exportações de software e serviços chegaram a 420 milhões de reais, aumento de 16% em relação a 2009. As exportações ficaram abaixo da expansão do mercado interno. Segundo o presidente da ABES, o movimento se deve ao fato de que 80% das vendas externas são serviços, segmento no qual o Brasil não é competitivo por causa dos custos e da falta de mão de obra especializada.
“Insistir no crescimento de um perfil de exportação dominado pela venda de serviços representará um colapso setorial e o insucesso do atual modelo, com a comoditização do seu mais valioso ativo vendido pelo menor preço possível na unidade homem/hora, abrindo mão da oportunidade de vender soluções replicáveis, de alto valor percebido, com inteligência e capacidade de inovação como diferenciais competitivos”, explica.
O executivo afirma que para exportar em uma década 40% do que a Índia exporta atualmente em serviços, equivalente a 50 bilhões de reais, seria preciso multiplicar por seis a sete vezes o atual volume de exportações brasileiras de serviços off shore de TI, para alcançar o patamar de 20 bilhões de reais até 2020. Para atender apenas ao segmento de exportação com a atual predominância de serviços, seriam necessários cerca de 400 mil profissionais.
Para o presidente da ABES, Gérson Schmitt, o mercado brasileiro deve manter esta média de expansão nos próximos anos e alcançar a 6ª ou 7ª posição entre os maiores do mundo até o final da década – em 2010 o País ficou na 11ª posição, ante a 12ª no ano anterior. “Em sete anos de pesquisa, o setor tem crescido, em média, 20% ao ano, mesmo considerando os impactos da crise em 2008 e 2009. Essa média deve se manter ao longo dos próximos anos e devemos ficar entre a 7ª e a 6ª posições entre os maiores mercados do mundo no final desta década. Não descartamos a possibilidade de alcançar a 5ª posição”, afirma.
O presidente da ABES acredita que em 2011 o setor vem apresentando um dinamismo que poderá levar crescer até acima da taxa prevista pelo IDC, que aposta numa expansão de 10,5%.
Segundo Schmitt, o setor de software e serviços brasileiro tem sido impulsionado, de um lado, pela busca por maior eficiência entre as empresas de todos os setores da economia e, por outro, pelo ritmo de inovações da área de TI. “As empresas brasileiras estão tentando superar uma série de defasagens. Ao mesmo tempo estamos vivendo um movimento importante na tecnologia, com tendências relacionadas com mobilidade, serviços e computação em nuvem.”
No entanto, o executivo destaca que o modelo de desenvolvimento do setor deve ser alterado. Dos 19,04 bilhões de reais de receita registrados ano passado, 5,510 bilhões de reais refere-se a software e 13,5 bilhões de reais a serviços relacionados.
“Hoje, 70% do software consumido no País é importado. Isso acontece porque, infelizmente, o modelo adotado no Brasil é baseado em serviços, que atende dois terços do mercado total, exige um número maior de profissionais e ainda apresenta produtividade econômica 30% menor”, afirma Schmitt.
A pesquisa também apurou que as exportações de software e serviços chegaram a 420 milhões de reais, aumento de 16% em relação a 2009. As exportações ficaram abaixo da expansão do mercado interno. Segundo o presidente da ABES, o movimento se deve ao fato de que 80% das vendas externas são serviços, segmento no qual o Brasil não é competitivo por causa dos custos e da falta de mão de obra especializada.
“Insistir no crescimento de um perfil de exportação dominado pela venda de serviços representará um colapso setorial e o insucesso do atual modelo, com a comoditização do seu mais valioso ativo vendido pelo menor preço possível na unidade homem/hora, abrindo mão da oportunidade de vender soluções replicáveis, de alto valor percebido, com inteligência e capacidade de inovação como diferenciais competitivos”, explica.
O executivo afirma que para exportar em uma década 40% do que a Índia exporta atualmente em serviços, equivalente a 50 bilhões de reais, seria preciso multiplicar por seis a sete vezes o atual volume de exportações brasileiras de serviços off shore de TI, para alcançar o patamar de 20 bilhões de reais até 2020. Para atender apenas ao segmento de exportação com a atual predominância de serviços, seriam necessários cerca de 400 mil profissionais.
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