sexta-feira, 8 de julho de 2011

Forrester: três passos para planejar a capacidade do data center

Nos próximos anos, a flexibilidade e as alternativas de baixos custos como virtualização, computação em nuvem internos e externos, além de soluções diferentes baseadas em cloud, serão oferecidas como opções para os profissinais de infraestrutura e operações (I&O) que quiserem implementar alguma plataforma para executar um serviço ou aplicação para as empresas.

Isso muda o escopo do planejamento de capacidade e, consequentemente, o processo desse planejamento. Gestão de capacidade não é mais apenas um processo destinado a prever as necessidades de hardware, mas a chave para a compreensão e otimização dos custos de execução de uma aplicação em uma determinada plataforma.

O processo tradicional de planejamento de capacidade tinha quatro etapas.

Passo 1: Criar uma base de referência para entender como a infraestrutura de servidor, de armazenamento ou de rede são utilizados, por meio da captura de indicadores secundários, tais como carga de CPU ou tráfego de rede global.

Passos 2 e 3: Avaliar as alterações de novas aplicações que vão rodar em infraestrutura e da carga de trabalho devido ao aumento da atividade em uma empresa de serviços.

Passo 4: Análise dos dados das etapas anteriores para prever as necessidades de infraestruturas futuras e decidir como satisfazer esses requisitos.

A abordagem tradicional não é mais aceitável porque seus componentes não são orientados para os negócios, não leva em consideração custos e valores, e não coloca bastante ênfase em custos emergentes do data center e suas restrições.

O simples fato de que uma escolha de colocações exista para um determinado negócio implica que devemos considerar todos os elementos que suportam a decisão, especialmente do ponto de vista de custo e valor, antes de tomar uma decisão sobre onde um determinado serviço deve ser executado.

O planejamento de capacidade do amanhã suporta escolhas internas ou externas, virtuais, bem como alternativas físicas. Além disso, a organização do planejamento de nova capacidade não faz mais parte do departamento de I&O – tem de ser parte também de um grupo global de gestão de relatórios para o CIO.

Para uma oferta competitiva de serviços de TI no futuro, a Forrester recomenda que os profissionais de I&O atualizem o processo de planejamento de capacidade incorporando três novos passos para dar conta de custos de análise de valor, governança e planejamento global.

1. Análise de Custo de Valor Adicionado para avaliar onde o serviço deve estar localizado.

Essa é uma etapa apoiada no custeio baseado em atividades (ABC), que leva em consideração em sua análise todos os custos reais. Por exemplo, um processo da empresa pode ter um valor importante e ter um custo total e operacional que pode ser muito superior ao que deveria, considerando o número de usuários ou a frequência em que é utilizada.

Tal serviço é um candidato óbvio como alternativa para uma considerável redução dos custos. Daqui para frente, é fundamental para os profissionais de I&O entender o custo de valor de serviços empresariais, especialmente como as instalações e os custos de energia consomem parcelas significativa dos custos totais de TI.

2. A etapa de governança deve manter recomendações em linha com as políticas empresariais de carácter global.

Esse é um modificador que pode substituir a análise de custo/valor. Governança é necessária para manter qualquer decisão em consonância com as políticas da empresa em matéria de segurança, outsourcing, auditoria ou confidencialidade. Assim, enquanto uma solução de baixo custo, como computação em nuvem pública, pode ser mais rentável para algumas aplicações de menor porte, como arquivos de pessoal, os profissionais de I&O têm de incluir requisitos de segurança e privacidade de dados em sua plataforma selecionada.

3. Um plano global de capacidade normatizado pelo ITIL muda o resultado final

Ao contrário do método antigo, o novo processo de planejamento de capacidade preocupa-se com todas as soluções do data center e cruza com o serviços críticos dos negócios e os tipos de tecnologia. O novo processo de planejamento de capacidade ainda tem um plano de rede, plano de armazenamento, plano de computação, assim por diante, mas também mostra a relação entre esses silos de tecnologia, instalações e serviços críticos de negócios em escala global. Como resultado, passa a ser alinhado com a noção de capacidade de gestão empresarial, gestão da capacidade, serviço e tecnologia de gerenciamento de capacidade encontrados em ITIL.

Os líderes de TI colocam muita ênfase sobre os benefícios financeiros da computação em nuvem, mas estão perdendo o essencial. O que é importante nas tecnologias em nuvem é que elas dão opções de escolha de plataformas que não existiam antes. Software como serviço (SaaS), infraestrutura como serviço, nuvens privadas e infraestruturas virtualizadas oferecem uma variedade de capacidades e custos.

Tal como acontece em todas as escolhas, precisamos de uma justificativa para exercê-la – e tudo isso é planejamento de capacidade. Planejamento de capacidade permitirá que os líderes de TI tirem o máximo proveito de seus investimentos em cloud por entender o quanto ou quão pouco eles precisam de origem para entregar a qualidade de serviço esperada pelos usuários de negócios.

* Jean-Pierre Garbani é vice-presidente e analista principal da Forrester Research.

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